Conhecimento integral Entenda um pouco mais sobre a visão de Martin Shervington, à respeito de conhecimento integral, extraída de seu livro: Coaching Integral: além do desenvolvimento pessoal.

Conhecimento divergente

Esse tipo de indivíduo “dá profunda atenção a poucas coisas” e “determina seus valores finais sem se preocupar com o julgamento dos outros...” A não ser no ambiente profissional, pouco faz para impressionar ou dominar. Em termos do indicador Myers-Briggs, esse é o chamado “sensitivo introvertido”.

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Conhecimento assimilativo

O indivíduo é “um extraordinário inovador no campo das ideias, princípios e sistemas de pensamento... Sua fé na própria visão interior das possibilidades é de tal ordem que o faz sentir-se capaz de remover montanhas – o que freqüentemente acontece”. Segundo o indicador de Myers-Briggs, esse é o “intuitivo introvertido”.

Conhecimento convergente

Esse tipo acredita que “a conduta de todos deve ser regida pela lógica, e aplica ao máximo esta ideia a si mesmo”.

É “analítico, impessoal, objetivamente crítico e não se deixa convencer por coisa alguma, a não ser pelo raciocínio”. Em termos de Myers-Briggs, este indivíduo é do tipo “pensador extrovertido”.

Conhecimento acomodativo

Esse tipo de pessoa “busca uma solução satisfatória, em vês de tentar impor as próprias opiniões...Sem preconceitos, é liberal, e costuma ser paciente, tranqüilo e tolerante (inclusive consigo mesmo)”. De acordo com Myers-Briggs, trata-se de um indivíduo “sensitivo extrovertido”.

Quando esses estilos são vistos como modos de ser, podem tornar-se restritivos. Mas quando são considerados passíveis de inclusão ou integração à personalidade, significa que o indivíduo transcendeu seu tipo dominante, fazendo surgir a personalidade integral.

Kolb afirma que “na aprendizagem integradora, o conhecimento é refinado através de lentes dialeticamente opostas das quatro estruturas básicas, levando à ação consciente”. A integridade surge quando o indivíduo consegue unir valor e fato, e também relevância e significado (qualidades associadas a cada um dos modos de conhecimento).

Assim como os modos de conhecimento (experiência concreta, observação reflexiva, conceitualização abstrata e experimentação ativa) se combinam para formar os tipos de aprendizagem, o mesmo acontece com as virtudes. A transcendência que inclui todos os modos de conhecimento leva a uma visão baseada em saber, coragem, amor e justiça.

“O saber protege o fato e o significado; a justiça protege o fato e a relevância e o valor; e o amor protege o valor e o significado. O saber faz com que não acompanhemos cegamente as implicações do conhecimento... A coragem nos manda seguir adiante, quando as circunstâncias apontam perigo e recuo.

O amor nos diz para refrear nossas atitudes egoístas até que tenhamos visto a situação pela perspectiva do outro... E a justiça exige tratamento justo e igual para todos.” Essa capacidade de integração constitui a personalidade integral. Vale a pena notar que todos os “tipo” de que falamos podem existir nos níveis de consciência “como se” e “e se?”, mas é o ato de uni-los que indica a transformação para o nível “e, se?”.

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Personalidade integral

Indo um pouco além, a personalidade integral ocupa inteiramente os quatro quadrantes da vida, com um nível de existência que é, pelo menos “e, e se?”, e tem capacidade de unir o que, de outro modo, estaria dividido.

Segundo a visão do coach integral, podemos acrescentar que o nível apropriado de adaptação também tem de estar presente, com as subpersonalidades integradas em uma ordem superior. Como Yeats disse: “A alma humana está sempre em movimento, seja em direção ao mundo exterior ou entrando em si mesma. A razão desse movimento duplo é o fato de que, não estivesse ela suspensa entre contrários, não seria consciente”.


Esse texto possui informações extraídas do livro "Coaching Integral: além do desenvolvimento pessoal" de Martin Shervington, editora Qualitymark, 2006.