As explicações sobre essas transições dos Níveis de Consciência  em coaching foram breves nos textos anteriores. Os exemplos apresentados a seguir vão ajudar você a transferi-los para o seu papel de coach e para a vida em geral. Preferi mostrar um estágio de desenvolvimento em cada exemplo; no entanto, todos os estágios estão presentes em todas as áreas – na verdade, todos os estágios estão presentes em todas as áreas da vida (mente, corpo, cultura e comportamento) e nas linhas de desenvolvimento que existem nelas. Nota: Vou apenas apontar o caminho: cabe a você descobrir os pontos de aplicação. De outro modo, eu estaria sendo restritivo e aplicando um raciocínio do tipo “como se”.

 

Saúde

Na área da saúde – e este exemplo trata especialmente da saúde mental e emocional – ofereço uma explicação sobre o desenvolvimento de “como se” (pensamento operacional) para “e se?” (pensamento operacional formal).   Exemplo Um coachee tinha problemas com a companheira, o que causava desconforto emocional, levando a manifestações fisiológicas, como mau funcionamento do intestino e insônia. Os dois tentaram se entender, mas sem sucesso; todas as opções falharam. Como indicação do pensamento “como se”, o coachee percebeu que cada um se preocupava com as próprias necessidades, sem levar em consideração o ponto de vista do outro. Por mais que se esforçassem, cada um se apegava cada vez mais às suas opiniões. Durante a sessão de coaching, o coach delicadamente levou o coachee a colocar-se “no lugar do outro”. De início, ele relutou, mas acabou cedendo diante das perguntas: “Quando você fala, o que acha que acontece?” e “Se você estivesse ouvindo, o que estaria pensando e sentindo?” Assim, o coach conseguiu uma mudança para o pensamento “e se?”. Neste caso, em vez de agir como se somente as necessidades do coachee tivessem importância, fez com que ele pensasse no que acontecia àqueles que o cercavam. Como resultado, ele pôde perceber aspectos que lhe haviam passado despercebidos, o que reduziu a tensão interna. Com o apoio psicológico do coach, o coachee conseguiu melhorar o ]relacionamento.

Martin Shervington, em Coaching Integral: além do desenvolvimento pessoal, editora Qualitymark, 2006.