O propósito do estágio das OPÇÕES não é encontrar a resposta “certa’’, mas criar e listar o maior número possível de cursos de ações. A quantidade de opções é mais importante nesse estágio do que a qualidade e a adequação de cada um.

O processo estimulador do cérebro de reunir todas as opções é tão válido quanto a própria lista de opções, porque mantém a essência criativa fluindo. É dessa ampla base de possibilidades criativas que passos de uma ação específica serão selecionados. Se preferências, censura, sarcasmo, obstáculos ou a necessidades de completude são expressos durante o processo de coleta, potencialmente, contribuições de valor serão perdidas e as escolhas serão limitadas.

Maximizando Escolhas

O propósito do estágio das OPÇÕES não é encontrar a resposta “certa”, mas criar e listar o maior número possível de cursos de ação. A quantidade de opções é mais importante nesse estágio do que a qualidade e a adequação de cada um. O processo estimulador do cérebro de reunir todas as opções é tão válido quanto à própria lista de opções, porque mantém a essência criativa fluindo.

É dessa ampla base de possibilidades criativas que passos de uma ação específica serão selecionados. Se preferências, censura, sarcasmo, obstáculos ou a necessidade de completude são expressos durante o processo de coleta, potencialmente, contribuições de valor serão perdidas e as escolhas serão limitadas.

O coach fará tudo que puder para arrancar essas opções do orientando ou da equipe que ele esteja orientando/gerenciando. Para isso, ele precisa criar uma atmosfera em que os participantes se sintam seguros o bastante para expressarem seus pensamentos e ideias sem inibição ou medo de julgamento do coach ou de outros. Todas as contribuições, ainda que aparentemente bobas, precisam ser anotadas, geralmente pelo coach, para o caso de elas conterem um embrião de ideia que possa se encher de significado à luz de sugestões posteriores.

Assunções Negativas

Um dos fatores que mais restringem a geração de soluções criativas para os negócios e outras áreas são as assunções implícitas que carregamos, das quais muitas vezes mal temos consciência, por exemplo:

- Isso não pode ser feito.

- Isso não pode ser feito dessa maneira.

- Eles nunca concordariam com isso.

- É limitado para custar tanto.

- Não podemos gastar tempo.

- Os concorrentes devem ter pensado nisso.

Há muitas outras. Observe que todas contêm uma negativa ou recusa. Um bom coach convidaria seus orientados a se perguntarem “E se...”. Por exemplo:

- E se você tivesse um orçamento suficientemente grande?

- E se você tivesse uma equipe maior?

- E se você soubesse a resposta? Qual seria?

- E se o obstáculo não existisse? O que você faria?

Através desse processo, que temporariamente acompanha a censura da mente racional, mas idéias criativas são liberadas e talvez se descubra que o obstáculo é menos intransponível do que sempre parecera. Talvez outro membro da equipe conheça um desvio para esse obstáculo em particular, de modo que o impossível torna-se possível pela combinação das contribuições de mais de uma pessoa.

Classificando opções

Custos e benefícios: Uma vez gerada uma lista abrangente, à fase VAI do coaching pode ser uma simples questão de selecionar o melhor do grupo. Entretanto, em assuntos mais complexos, como há tantos no ramo dos negócios, pode ser necessário reexaminar a lista observando os custos e benefícios de cada um dos cursos de ação.

Isso deve mais uma vez ser feito pelo coaching e é aí que alguma combinação de duas ou mais ideias podem surgir como o melhor. Nesse momento eu às vezes convido o orientando a observar o quanto ele gosta de cada opção da lista, classificando-as em uma escala de 1 a 10.

Ensinamentos do coach: O que faz o coach se ele tem um determinado conhecimento, habilidade ou experiência quanto ao assunto em questão e o orientando não diz ao coach qual é a solução óbvia? Em que estágio o coach deve oferecer sua sabedoria?

Certamente quando ele reconhece que o orientando esgotou suas possibilidades. Mas como ele pode passar seus ensinamentos sem diminuir o senso de responsabilidade do orientando? Simplesmente dizendo: “Eu tenho algumas opções possíveis. Você gostaria de conhecê-las”?

Poucos orientandos dirão não, mas eles podem pedir ao coach que espere até que eles concluam uma corrente de pensamento. A quaisquer sugestões dadas pelo coach deve ser atribuída a mesma importância conferida a todas as outras OPÇÕES.

John Whitmore em Coaching para Performance, editora Qualitymark, 2006.