Growth hacking é a definição de uma estratégia de marketing inovadora desenvolvida nos últimos anos, que combina marketing e engenharia. Diferente do marketing tradicional, que se baseia em compra de mídia ou links, relações públicas, redes sociais e eventos, o Growth hacking combina técnicas de ranking de acessos no Google (SEO), inbound marketing, conteúdo viral e audácia para atacar os concorrentes em sua zona de conforto. Esse termo foi dado por Sean Ellis, primeiro gestor de marketing do Dropbox, em 2010.

Mas foi Andrew Chen, hoje responsável por aquisição de motoristas no Uber, que popularizou o termo. De acordo com os especialistas, toda startup tem um produto, mas nem todo produto possui clientes. Para atraí-los, você precisa gerar uma audiência recorrente, que alavancará o produto e, consequentemente, crescimento em vendas. Para as startups terem desenvolvimento exponencial em curto espaço de tempo, algumas estratégias são adotadas por growth hackers, que vão desde marketing de conteúdo à criação de comunidades.

Conteúdo viral

Um deles é a criação de conteúdo viral, para espalhar a marca da empresa e divulgar seus serviços. Pode ser desde um meme nas redes sociais, vídeo, ou post. A assessoria de imprensa também é uma ação relevante, porque abarca estratégias de comunicação direcionadas à imprensa e jornalistas, servindo para tornar a empresa conhecida junto a um grande público, dando posição de destaque e gerando credibilidade.

Transforme sonhos em realidade

Outra ação é o Unconventional PR, que acontece quando uma empresa realiza uma ação ousada para chamar a atenção da mídia. Pode ser a uma ação de marketing, um vídeo viral, ou outra ação com seus clientes, como a resposta direta do CEO à uma queixa feita por um cliente. Também pode ser adotada a SEM (Search Engine Marketing), que é a compra de palavras-chaves em sites de buscas como o Google. Trata-se de uma ferramenta eficaz, mas demanda investimentos frequentes para manutenção.

A Social & Display Ads é outra ferramenta growth hackers, para exibição de produto ou serviço para um público segmentado em redes sociais como Facebook, Linkedin, Instagran, Twitter, entre outras. Ela é ideal para gerar visibilidade em momentos iniciais, mas requer investimento permanente.

Quer resultados excelentes?

As técnicas de SEO (Search Engine Optimization) também são estratégicas a médio prazo e rendem excelentes resultados. Nesse caso, as palavras-chave da empresa na internet devem ser adequadas para ocuparem as posições mais cotadas no ranking de palavras-chaves do Google. A construção de um plano parte de revisões de engenharia nas páginas do site, desenvolvimento de conteúdo e trabalho constante de link building, pois a concorrência pelas primeiras posições do Google costuma ser acirrada. Numa breve comparação, SEO é casa própria enquanto SEM é pagar aluguel pelo ponto.

Outra ferramenta é o Inbound Marketing, que se baseia em oferecer conteúdo de qualidade e utilidade para uma audiência que gere usuários. Pode ser por meio de um blog, e-books, infográficos, apresentações, planilhas, podcasts, ou webinars etc. Por meio do conteúdo, gera-se audiência transformada em leads. Os e-mails marketings também são ideais para estreitar relacionamento, após a geração de um lead por meio de campanhas automatizadas ou após a primeira conversão do cliente, a fim de se manter uma aproximação constante e sugerir novos produtos.

As técnicas de coaching podem ser utilizadas para ajudar na implantação de Growth hacking, despertando nos executivos a importância do marketing e da comunicação para melhorar o desempenho da empresa. A metodologia será focada na estratégia da organização, seus objetivos comerciais e institucionais, melhoria da comunicação com o mercado e visibilidade. O ponto central é sempre a estratégia da organização, com o envolvimento de todos os stakeholders da organização – público, clientes, fornecedores, mercados internacionais, acionistas, entre outros.