Trabalho em equipe é uma expressão que todos conhecem, mas que é difícil definir. Trabalhar em equipe não é necessariamente o mesmo que trabalhar como uma equipe. A colaboração apresenta-se em muitos graus de disponibilidade, comprometimento, eficiência e eficácia. Um constructo mais pragmático é a qualidade do trabalho em equipe, que abrange um largo leque de interações sobre a tarefa, inerentes a uma colaboração bem conduzida.
A qualidade do trabalho em equipe envolve seis componentes:

Comunicação

A comunicação que promove o trabalho em equipe deve ser adequadamente freqüente, formalizada, estruturada e aberta. O advérbio adequadamente tem importância aqui. Tarefas e estruturas de equipe diferentes exigem níveis diferentes de cada um desses aspectos.

Rotinas e reuniões fixas, com temas fechados, são importantes para tomadas de decisão e revisão de operações. Reuniões inesperadas de corredor assim como trocas informais de comentários on-line são importantes para a construção da qualidade no relacionamento e para promover ideias férteis.
  • Coordenação

    A coordenação diz respeito ao nível de entendimento comum registrado sobre como e com o que cada membro da equipe está contribuindo, e sobre o inter-relacionamento dessas várias contribuições. Metas e prioridades definidas são essenciais à coordenação.
  • Equilíbrio entre as contribuições individuais

  • Todos os integrantes da equipe são capazes e compartilham todos os benefícios de seus conhecimentos e experiência; os indivíduos dominantes não suprimem as ideias e opiniões dos outros.
  • Apoio Mútuo

  • Ter um posicionamento cooperativo em vez de competitivo; demonstrar respeito mútuo, dar apoio e ajudar a desenvolver as ideias das outras pessoas.
  • Esforço

  • Ter normas positivas a respeito da divisão da carga de trabalho e dar prioridade às tarefas da equipe em relação às outras obrigações.
  • União

  • “Permanecer juntos.” Parece que a união depende de três fatores: o quanto os membros do grupo se dão bem e gostam da companhia uns dos outros; o quanto estão comprometidos com a tarefa da equipe; eo quanto se sentem orgulhosos por fazer parte desse grupo (às vezes, esse fator é chamado “espírito de equipe”).

Identidade social

Um dos elementos identificadores mais importantes de uma equipe é a força de sua identidade social coletiva. A pesquisa sobre a teoria da identidade social, que diz que as pessoas são o que os “formadores de opinião” esperam que elas sejam, revela alguns traços interessantes sobre o que está acontecendo quando as pessoas acham que pertencem a uma equipe:

  • As equipes que incentivam a interdependência e a interação entre seus membros usam “nós” e “conosco” muito mais que “eu” e “comigo”.
  • As equipes desenvolvem seu acervo comum de mitos, símbolos, papeis sociais e maneiras de interpretar o mundo à sua volta; dão apoio a atitudes e condutas que pessoas de fora da equipe talvez desaprovem.

  • A auto-identidade e a identidade grupal raramente são mais que uma conciliação precária. A pesquisa sobre a indução de novos recrutas para que entrem em equipes de trabalho mostra que reconhecer e lidar com essa dificuldade logo nos primeiros estágios depois de entrar na equipe aumenta a satisfação com o trabalho realizado e reduz os conflitos entre trabalho e família. (Naturalmente, a família fornece uma poderosa autoidentidade alternativa.)

  • Os “bodes expiatórios” aparecem tanto dentro quanto fora da equipe. Dentro da equipe, esse fenômeno reforça as normas de comportamento, mas pode ser altamente estressante deixas as pessoas receosas ultrapassarem limites ou admitirem problemas, para não serem os próximos “bodes expiatórios”. Dirigido para fora, mirando pessoas que não pertencem à equipe, aumenta a união, em certas pessoas que não pertencem à equipe, aumenta a união, em certas circunstâncias, em termos de solidariedade e consistência do grupo, pois os conflitos que teriam de solidariedade e consistência do grupo, pois os conflitos que teriam despontado entre os membros da equipe são, em vez disso, projetados em gente de fora. 

  • Discutir abertamente esses enganos de proteção, conversando francamente sobre os sentimento de cada pessoa e do grupo, ajuda a reduzir a necessidade das pessoas de recorrer a “bodes expiatórios”.

Uma abrangente revisão de conhecimentos, habilidades e capacidades (CHCs) necessárias ao trabalho de equipe identificou três CHCs interpessoais e dois conjuntos de CHCs para autoadministração. Os interpessoais são:

  • Resolução de conflito

  • Reconhecer a possibilidade de conflito e lidar com ela para chegar a um desfecho favorável para todos os envolvidos.

  • Colaborar para solucionar problemas

  • Saber quando e como resolver os problemas em conjunto.

  • Comunicação

  • Compreender e usar redes de contatos, comunicar-se de modo franco e solidário, ouvir com atenção, comunicar-se por meios não-verbais e comunicar-se socialmente.

Os CHCs para autoadministração são:

  • Estipular metas e administrar os desempenhos: estabelecer metas específicas, desafiadoras e aceitas pela equipe; monitorar e dar feedback.
  • Planejar e coordenar as tarefas: coordenar e sintetizar atividades, informações e interdependências entre os membros da equipe, equilibrar as cargas de trabalho e administrar as expectativas relativas às tarefas e aos papeis dentro da equipe.

David Clutterburck em Coaching Eficaz: Como orientar sua equipe para potencializar resultados