Coaching entre colegas

O coaching feito entre amigos e em um grupo de colegas é talvez o mais simples, pois há menos obstáculos para um relacionamento produtivo. Nesse tipo de coaching, é menos obstáculos para um relacionamento produtivo. Nesse tipo de coaching, é menos provável que haja uma relação do mesmo nível com interesses conflitantes ou que o coach tenha interesse no resultado (além do bom êxito da sessão, o que é um obstáculo em si mesmo). Algumas organizações instituíram um sistema de coaching “camarada” ou co-coaching. Nesse sistema, duas pessoas que têm algum conhecimento de habilidade de coaching se apóiam mutuamente na busca de objetivos de desempenho ou aprendizado. Como se pode imaginar, algumas dos pares se encontram uma ou dias vezes, e então as pressões do trabalho ultrapassam a boa intenção inicial. Outros pares mantêm a prática mesmo quando os indivíduos são transferidos para outros setores da organização ou outros países, fixando no telefone seu ponto de encontro do coaching. Sei de pelo menos um caso em que o relacionamento do caoching camarada persistiu depois mesmo que ambos os protagonistas mudaram para novos empregos.

Coaching de seu parceiro

“Não use essas coisas de profissional comigo”. Ouvi essa frase algumas vezes, não sem justificativa, pois fazer o coaching de um parceiro pode parecer intromissão e proteção. O coaching eficaz requer que haja um relacionamento no qual o coach possa divorcias-se (há uma piada aí em algum lugar) do resultado e do que está acontecendo com o player. Num relacionamento em que duas pessoas Têm um compromisso com o player. Num relacionamento em que duas pessoas têm um compromisso uma com a outra e cujas vidas se tornam entrelaçadas, tal separação é frequentemente difícil e alguns vezes virtualmente impossível. Entretanto, quando se reconhece que há alguns obstáculos muitos grandes no uso do coaching em, digamos  uma relação marital, ele não é possível e pode até mesmo ser um sinal de um relacionamento saudável e maduro. A chave é identificar a conversa sobre os obstáculos antes de qualquer ação do coach.

Coaching de crianças

O coaching dos filhos dos outros é mais fácil e muito divertido. No relacionamento com minha enteada, Vitória, minhas habilidades de coaching desempenham um papel importante, particularmente quanto às lições de casa. Em termos gerais, quando Vitória emperra em algum assunto, na verdade é que ela sabe mais dele do que eu. Nesse caso, ajudá-la a resolver o problema é a melhor contribuição que posso fazer (a lição de casa deve ser feita por ela e não por mim. Então, se uso o coaching, ela consegue escrever sua própria redação e usar sua grande imaginação). O coaching e todas as habilidades envolvidas têm um lugar maravilhoso no relacionamento com as crianças. Nos anos da adolescência, em que nada parece funcionar, o mínimo que você pode fazer é ouvir, Não vou fingir que sempre tive sucesso nesse domínio.

Coaching de si mesmo

De certa forma, você está fazendo o próprio coaching o tempo todo. Quando você pára para refletir , seja uma nova descoberta ou uma discordância que tenha com algo, é possível argumentar que você está fazendo o próprio coaching. Quando se leva um tempo para considerar um projeto em que se engajou ou pergunta a si mesmo. “Espere um pouco, como realmente quero que isso aconteça?”, você está fazendo o coaching de is mesmo. Algumas vezes, o tempo mais valioso que gasto em favor do meu cliente é quando levo o cachorro para passear – não encontrei ainda num jeito de cobrar por isso, suponho que possa deduzir as despesas do meu cachorro do meu imposto de renda. Todavia, há limitações para a habilidade de uma pessoa fazer coaching de si mesma. O coaching diz respeito ao aumento da consciência. Se eu considerar qualquer assunto sobre mim mesmo e em isolamento, em um determinado nível estarei preso pelo9s meus próprios padrões de pensamento. DO lado de dentro, não posso me ver. Parte da razão do sucesso do coaching é porque, naquele momento em que o player se comunica com outrem e é compreendido, os pensamentos são exteriorizados e consegue-se uma certa distância entre o player e seus pensamentos e emoções. Há algumas técnicas que você pode usar para externar seus pensamentos e conseguir uma objetividade. Por exemplo, um antigo colega me contou a história de uma discussão que teve com a esposa. Em dado momento, em desespero, ele deixa a casa, como ele mesmo diz, deixando a porta da frente falar por si. Uma vez do lado de fora, na calçada, respira fundo e relaxa um pouco. Então começa a fazer o coaching de si mesmo. Respirou fundo, isso foi o que ele fez. Andou primeiro para o lado esquerdo da calçada, e, dessa posição, desse lugar físico, ele era o coach e fazia as perguntas. Feita a pergunta, então ia para o lado direito, no qual, como player, ele respondia. Em quanto isso dificultava a vida dos outros pedestres e dos vizinhos, que devem ter pensado que ele estava Bêbado enquanto andava de um lado para o outro no quarteirão, meu colega tomou uma resolução. Outra técnico que funciona vem é colocar seus pensamentos no papel, usando o modelo GROW para estruturar as idéias. Oportunidade de coaching estão ao nosso redor o tempo todo. Sugiro que você comece simplesmente percebendo-as e então, quando tiver a devida missão, pegue-as: essas são oportunidades de reconhecimento, realização e alegria. Myles Downey, em Coaching Eficaz, editora Cengage Learning, 2010.