PROGRAMA ACERTAR É HUMANO

#010

No Programa Acertar é Humano de 24/04, os apresentadores Sulivan França e Nélson Sartori abordaram o tema "Relações Interpessoais", e a importância de nos relacionarmos bem com as pessoas do meio em que vivemos. A questão da autoestima e da simplicidade ao nos comunicarmos também foram citadas. Na "Dica do Professor", Nélson Sartori falou sobre a "Lógica da Linguagem". E para finalizar, o Master Coach Sulivan França, lançou uma reflexão para os ouvintes no "Minuto do Coaching".

010 - Programa Acertar é Humano: de 24/04/2014

Programa Acertar é Humano (24/04/2014)

NÉLSON SARTORI e SULIVAN FRANÇA

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♪ [tema acertar é humano] ♪

Começa agora na Mundial Acertar é Humano, um programa que apresenta crônicas com humor e foco na solução, sempre falando de temas diversos como empreendedorismo, liderança, esporte, atualidades, comunicação entre outros. Tudo isso seguindo a filosofia do coaching.

Programa Acertar é Humano, uma produção da Sociedade Latino-Americana de Coaching, a elite do coaching no Brasil. Apresentação Sulivan França e Nélson Sartori.

[SULIVAN] Bom dia, ouvinte Mundial.

Estamos aqui mais uma vez para começar o programa Acertar é Humano pela Rádio Mundial.

Eu, Sulivan França, e Nélson Sartori.

Bom dia, Nélson!

[NÉLSON] Bom dia, Sulivan! Bom dia, público ouvinte.

Estamos aqui para mais um programa do Acertar é Humano.

[SULIVAN] Mais um tema polêmico no dia de hoje.

[NÉLSON] Se não tiver tema polêmico, não tem graça.

[SULIVAN] Não tem graça.

[NÉLSON] O negócio é podermos mexer e provocarmos um pouco a mente, fazermos com que as pessoas pensem bastante sobre os assuntos da nossa vida.

[SULIVAN] Talvez pensar de forma diferente sobretudo aquilo que já vinham pensando de uma única maneira. É mais ou menos isso, Nélson?

[NÉLSON] É isso que eu ia perguntar. É mudança de paradigma. Sobre o que vamos falar hoje, Sulivan?

[SULIVAN] Relações interpessoais.

[NÉLSON] Isso dá muito pano para manga, não é verdade?

[SULIVAN] E haja manga.

[NÉLSON] Haja manga.

Como falamos de relações interpessoais, todos os campos, todos os universos de relacionamento estão envolvidos. O familiar, o profissional, o social.

[SULIVAN] O relacionamento íntimo, afetivo e amoroso de certa forma.

[NÉLSON] Com certeza.

[SULIVAN] Quando falamos de relações interpessoais, estamos falando em relações em todos os âmbitos, como o Nélson bem colocou.

RELAÇÕES INTERPESSOAIS

[SULIVAN] De todas essas formas, por onde vamos começar? Pelo pessoal?

[NÉLSON] Vamos começar pelo pessoal. Esse relacionamento de vida, do dia a dia que temos e que muitas vezes é conturbado e que muitas vezes entramos em conflitos.

[SULIVAN] É fácil de relacionar pessoalmente com as pessoas.

[NÉLSON] Nossa! É a coisa mais simples do mundo. Nós estamos sempre de bom humor, sempre estamos dispostos a receber os outros bem, somos bem recebidos em todos os lugares.

[SULIVAN] Em todos os lugares.

[NÉLSON] Sempre simpáticos, sempre muito bem-humorados. Então é muito fácil isso aí.

[SULIVAN] E é impressionante. Já que estamos falando nisso, é impressionante como existe gente mal-humorada, não é?

[NÉLSON] Nossa senhora!

[SULIVAN] Você viu o mau-humor do Evaldo hoje de manhã?

[NÉLSON] É uma coisa incrível.

Aquele trânsito... Você pegar trânsito aqui em São Paulo é tudo que precisa para deixar as pessoas bem-humoradas.

[SULIVAN] Meu deus!

Na verdade, existem uma série disse estímulos externos que fazem com que as pessoas muitas vezes se deixem levar e que afete a sua forma de se relacionar interpessoalmente.

[NÉLSON] E a questão é o se deixar levar. É sobre isso que vamos falar hoje.

[SULIVAN] Esse é o tópico, esse é o grande tema.

[NÉLSON] Porque se deixar levar significa você não ter controle de si, você não ser capaz de controlar a situação. Imagine isso projetado dentro da família, dentro das relações afetivas e dentro da relação profissional.

Quantas vezes estamos preocupados realmente em fazer com que o ambiente seja um ambiente agradável? Qual é nossa disposição?

Aí que entra o aspecto da competência dentro desse trabalho.

Quando eu vou me relacionar com alguém, eu tenho de ter essa predisposição, ou seja, que meu relacionamento seja positivo. A partir daí, eu tenho de agir dentro dessa perspectiva.

[SULIVAN] Primeiro é o "eu quero". Eu quero me relacionar bem.

O que observamos também é que há algumas pessoas que não fazem questão nenhuma de se relacionarem bem outras pessoas.

[NÉLSON] Sim. Elas se relacionam bem consigo mesmas.

[SULIVAN] E olha lá. Porque muitas vezes nem com ela mesma ela se relaciona bem.

[NÉLSON] É verdade.

[SULIVAN] Esse seria um primeiro tópico.

Primeiro eu quero me relacionar bem com as pessoas.

Só que o que muita gente também não leva em consideração, Nélson, são os ganhos que o se relacionar bem com outras pessoas pode trazer para esses indivíduos.

Se olharmos do ponto de vista profissional, são diversos e podemos citar vários. Quem se relaciona bem com as pessoas tem mais amigos, quem se relaciona bem com as pessoas sempre tem pessoas com quem pode contar.

[NÉLSON] Você tem favorecimentos que você retribui principalmente porque não somos indivíduos que vivem isolados. Assim como as pessoas precisam de nós, nós precisamos dos outros.

Profissionalmente, a predisposição no trabalho em grupo representa justamente o valor da relação interpessoal. Como um trabalho de grupo pode existir se as pessoas não se relacionam bem?

E qual o exercício que deve ser feito para se relacionar bem?

Por exemplo, é você chegar de manhã e desejar a todos um bom-dia. Isso é importante. Parece uma atitude simples, só que é postura, um posicionamento positivo que leva você a um relacionamento mais próximo, mais íntimo quando você seleciona as palavras. Já até falamos aqui em programas anteriores, a questão da competência do emprego das palavras.

Como eu posso me relacionar bem com uma pessoa?

Se essa pessoa gosta de ser elogiada, custa... Não é uma atitude falsa ou artificial, não é disso que estamos falando, mas muitas vezes ser agradável é quase uma obrigação dentro dessa nossa relação. É você ser cordial, é você perceber os valores que o outro tem e mostrar para ele que esse valor é percebido e, da mesma forma, você criar intimidade para poder corrigir de uma maneira positiva quando uma pessoa comete um erro para que ela melhore e para que seu relacionamento também melhore.

[SULIVAN] E não só isso.

Quando estamos falando de relacionamento interpessoal, muitas vezes o sujeito é incapaz de elogiar alguém. Às vezes estamos falando sobre o relacionamento interpessoal e nós ainda brincamos: "Se relacionar é algo muito simples.". Mas quando observamos, o relacionamento não é tão complicado quanto parece.

Quando estamos falando de relacionamento interpessoal, observa que estamos pegando em pontinhos. Você está falando sobre agradecer, você está falando sobre bom-dia. Eu vejo muitas vezes essas questões, Nélson, não necessariamente como formas só de relacionamento interpessoal mas há muitas que são muito de obrigação. É uma questão do com convívio e do viver bem dentro de uma sociedade, vamos dizer atos assim.

Você falou em "bom-dia". Outra coisa, agradecer as pessoas. Terceira coisa: elogiar as pessoas. Há pessoas que têm uma dificuldade absurda em elogias as pessoas.

Estão aí três pontos que podem fazer muita diferença no seu relacionamento interpessoal.

[NÉLSON] Sim.

Isso se torna um sabotador na sua vida, principalmente porque você se abre por timidez, que acontece muitas vezes, e essa própria timidez leva você a se fechar profissionalmente e afetivamente.

Como é importante isso dentro de uma relação?

Muitas vezes nós que temos filhos...

Eu tive uma experiência que ilustra muito bem isso aí. Meu filho chegou para mim um dia e perguntou:

— Pai, como eu me aproximou para conversar com uma menina?

Eu tentei, na melhor base educacional, dar uma orientação positiva, eu tentei ser o menos canalha possível e falei para ele o seguinte. [risos]

[SULIVAN] Eu quero saber se conseguiu.

[NÉLSON] Lógico. Uma eficiência fantástica.

Eu falei assim:

— O que toda moça, toda menina gosta e acaba não vendo nos outros? Que ela seja valorizada, que seja elogiada. Muitas vezes um menino na sua idade tem vergonha de fazer um elogio àquela menina. Isso representa um diferencial. Esse diferencial é que vai aproximar você.

Porque não precisa ter obrigatoriamente uma intenção por trás disso, mas ter esse hábito.

— Se você a acha bonita, diga a ela que ela é bonita, diga que ela está bonita, que ela está bem vestida. Isso vai aproximar principalmente a relação de intimidade, a relação de amizade.

[SULIVAN] Porque não é só o elogio, é aquele elogio, desde que seja sincero. Ainda que exista uma intenção por trás do elogio, é importante que se busque uma forma de elogiar, mas que seja um elogio através de um ponto que seja sincero.

[NÉLSON] Sim.

Dentro do trabalho, você está lidando com um subordinado. E daí? Ele é seu subordinado, mas ele tem valores. É importante que você reconheça e demonstre para ele que ele tem valores porque você estará estabelecendo uma relação de respeito mútua. Da mesma forma como você vê nele valores positivos, ele vai permitir que você amanhã apresente elementos negativos que podem ser melhorados.

Isso aí várias sugerir uma relação de respeito e admiração com você. Ao invés de você simplesmente ser aquele estigma do patrão ou do chefe que está procurando tirar proveito e explorar, sendo que essa daí é uma visão até mesmo muito antiquada. Tanto que hoje em dia não falamos em uma relação de patrão e empregado, nós falamos de colaboração, já que todos contribuem para o sucesso e para o desenvolvimento de uma relação profissional.

É importante que isso também aconteça dentro das relações afetivas, de amizade, dentro da família de uma maneira geral.

[SULIVAN] Falando de relações interpessoais, saindo do ponto de vista pessoal e levando para o lado profissional, como você está trazendo, Nélson, acho que um ponto importante também, além desse ambiente de colaboração, são aqueles líderes que procuram primeiro os defeitos do que as qualidades. Isso certamente o distancia da sua equipe.

Então fica a dica para o líder, para que ele, nessa questão de relações interpessoais, quando ele tiver de falar com seu colaborador, procure primeiro as qualidades antes dos defeitos, porque defeito muita gente tem e todos nós temos.

[NÉLSON] Todos temos.

[SULIVAN] Alguns mais, outros menos. Mas também temos qualidades. Então por que não primeiro procurar as qualidades para depois falar dos defeitos?

Uma pessoa me disse uma frase uma vez: antes de você conviver com alguém, verifique se você vai ter a capacidade de conviver com os defeitos dessa pessoa.

Eu achei essa uma frase sábia. Se não percebermos na pessoa com quem nos relacionamos, se vamos ter primeiro a capacidade de nos relacionar com os defeitos dela, porque lidar com as qualidades é algo muito simples. Está aí um belo distanciador para as nossas relações com os outros, com as outras pessoas.

[NÉLSON] Parece que você está falando de casamento.

[SULIVAN] Alguma coisa nesse sentido. [risos]

[NÉLSON] O casamento é um exercício muito forte nessa relação interpessoal, que, lógico, é estimulada por uma questão de afeto, mas que, com o passar dos anos, tem de ser um exercício de convivência. Esse casamento, essa convivência vai além da relação pura e simplesmente familiar.

[SULIVAN] Você ouvinte que está aí no seu carro agora, de repente está com a sua esposa do lado, sua namorada. Olha para ela. Fala duas qualidades que ela tem. Eu sei que você já deve ter dito alguns defeitos hoje, mas esqueça esses. Olhe para ela agora e diga as duas qualidades que ela tem e mais admira.

Você, em contrapartida, também devolva as suas qualidades que ele tem.

[NÉLSON] Esse é um exercício importante.

A fama de mau parece que é algo que seduz as pessoas que têm o poder na mão. Só que isso é muito antiquado. A tentativa de demonstrar que você tem poder através da tirania, isso está fora de contexto.

Hoje em dia, você conquista a liderança através do respeito e o respeito está dentro da relação interpessoal. Hoje, dentro das empresas, isso tem de ser exercitado dentro de todas as relações sociais. Até por isso que você tem de criar sempre uma relação de harmonia e de sintonia.

[SULIVAN] Outro ponto importante é a simplicidade naquilo que você faz.

Muitas vezes gera-se uma dificuldade sem necessidade e essa dificuldade acaba por distanciá-lo das outras pessoas, não te aproxima das pessoas.

Então quanto mais simples, mais próximo das pessoas você estará, melhor você vai exercitar sua capacidade relacional e com certeza bons frutos você vai colher disso, seja do ponto de vista pessoal, seja do ponto de vista profissional.

[NÉLSON] Isso aí é até possível de projetar dentro do campo da comunicação para entendermos.

Quando falamos de simplicidade, simplicidade é sinônimo de competência. Quem é competente consegue produzir uma informação com clareza a partir de elementos simples.

Quando um texto se torna agradável? Quando tem fácil compreensão porque uso um vocabulário simples e que atinge o seu leitor ou seu ouvinte.

Quando um texto um texto perde essa competência? Quando ele cria sabotadores de linguagem, quando ele cria um vocabulário que ultrapassa o limite da compreensão normal e que só valoriza o falante, o transmissor, ele quebra o mais importante referencial, que é a comunicação.

Uma comunicação é uma relação ligada entre dois indivíduos, tanto que existe quem comunica e quem recebe. Perceba que ali também é importante que haja uma relação harmoniosa.

Se eu escrevo um texto e quero que meu leitor compreenda aquilo com bastante competência, a simplicidade do vocabulário, a clareza desse emprego deve ser o primeiro ponto a ser observado.

Dentro dos documentos oficiais, memorandos produzidos no universo público, uma das regras estabelecidas pelo Manual de Redação Oficial da Presidência da República é o emprego de um vocabulário simples.

Você já imaginou qual é a vantagem de produzir uma lei ou documento que seja hermético, que não permite a leitura de todos?

É importante que um texto tenha clareza e transparência; que na nossa vida haja clareza e transparência. E a simplicidade é o segredo disso tudo.

[SULIVAN] Uma coisa que eu tenho observado. Outro ponto para relações interpessoais e colocar-se no lugar do outro.

Como há pessoas que têm a capacidade de dificultar sua linguagem, que é o que você está colocando agora, que têm esse poder e parece que fazem isso com maestria...

Você já viu eu fazer essa provocação. Às vezes nos cursos eu faço uma brincadeira: o ser humano tem estratégia para tudo. Até para se danar na vida, ele tem uma excelente estratégia e executa com maestria.

Eu acho que essa é uma delas. O sujeito faz questão de dificultar a sua comunicação.

É aquela velha história: menos é mais.

Se podemos facilitar, por que não vamos facilitar a forma de nos comunicar?

Quando você está estiver comunicando algo ou quando você vê alguém se colocando em uma determinada posição, também procure se colocar no lugar do outro.

Será que o que você está dizendo é compreensível ou não?

Essa é uma forma de você trabalhar também as suas relações interpessoais.

[NÉLSON] Esse é um exercício simples, o exercício da simplicidade.

Quer ver outro exemplo?

Muitas vezes a pessoa quer explicar uma coisa, quer escrever um texto, quer se comunicar com alguém e procura fazer justamente o oposto do que deve fazer: ela supervaloriza a sua linguagem, ela enaltece a si mesma e quebra a estrutura em relação ao outro.

Um dos conselhos que costumamos dar bastante para quem vai produzir um texto é sempre pensar o seguinte.

Para quem você está escrevendo esse texto? "Estou escrevendo para alguém que é intelectual.". O intelectual ou aquele com um nível de linguagem muito elevada fecha a comunicação dentro de um grupo muito pequeno e sua informação não é transmitida.

Faça o contrário. Procure escrever um texto para uma criança de dez anos. Você se obriga a usar uma linguagem simples e clara. Só que essa linguagem é compreendida por todos aqueles que fazem a leitura, ou seja, por todos os níveis, não importa se é um intelectual ou se é um homem simples, ele é capaz de entender.

É praticamente o universo da linguagem jornalística. Imagine, o jornal deve atender a todo público leitor e lógico que o intelectual, o letrado está lendo o jornal também, então a informação tem de ser passada tanto de maneira clara para aquele que tem uma educação escolar mais limitada quanto para aquele que tem um desenvolvimento maior. Isso se projeta com clareza em todas as relações.

Trate as relações com maior simplicidade e você irá conviver melhor com as pessoas.

[SULIVAN] Perfeitamente.

Acho que a simplicidade é algo que deve estar em toda parte, em tudo que você faz, não só nas relações interpessoais, como colocamos aqui.

Muitas pessoas têm a capacidade de dificultar determinadas situações. Se você pode facilitar, coloque-se no lugar no outro, o que o outro está ouvindo do que você está dizendo e como você pode facilitar a compreensão dessa pessoa.

Ponto importantíssimo para as nossas relações interpessoais, seja do ponto de vista pessoal quanto do ponto de vista profissional.

[NÉLSON] Aí entra a questão da autoestima.

Isso é fundamental. Quando eu me relaciono com as pessoas e eu as valorizo, eu percebo que elas crescem, que elas se desenvolvem exatamente porque elas se percebem com indivíduos de valor dentro daquele grupo. Ao contrário disso, eu excluo quando não faço esse trabalho.

[SULIVAN] Ponto de reflexão. Vamos pensar um pouquinho entre nós e nossos ouvintes.

Será que aquele sujeito que faz questão de não se relacionar bem com outras pessoas ou não tratar outras pessoas bem, será que teria esse sujeito uma baixa autoestima?

[NÉLSON] É bem provável. É uma defesa muitas vezes.

[SULIVAN] Será que é uma maneira muitas vezes de se defender ou não mostrar de certa maneira seus pontos vulneráveis ou seus pontos deficitários?

[NÉLSON] É a arte da guerra. A melhor defesa é o ataque. É uma das atitudes que você percebe dentro de qualquer tipo de relação.

Vamos colocar isso dentro da prática: a briga.

Eu costumo dizer que a mulher tem uma eloquência muito grande quando falo, até insuportavelmente eloquente demais.

[SULIVAN] [risos]

[NÉLSON] Nós encontramos um mecanismo de defesa.

Qual é o mecanismo de defesa masculino?

Ele grita, ele briga, ele fala alto. Aí vem a imposição do poder contra a argumentação – até mesmo porque a mulher abusa.

Eu nunca vi um ser levantar tanto defunto na hora de uma discussão. Tudo aquilo que você fez de errado no passado é levantado durante a discussão. Vai você fazer a mesma coisa. A resposta é imediata: "Mas nós não estamos falando disso agora.".

[SULIVAN] Perfeito.

[NÉLSON] [risos]

[SULIVAN] [risos]

[NÉLSON] Perceba que é uma eloquência dentro desse trabalho. Só que é relação do mesmo jeito.

Ela tem uma eloquência maior? Tem. Como o homem geralmente se defende? Ele grita. É uma forma de defesa.

É lógico que isso é violento, porém ele está usando a sua natureza. É importante controlar essa natureza não só nesse sentido porque, se você exercita isso, daqui a pouco estamos fazendo...

Aí a reflexão que deixo para todo mundo que eu faço comigo mesmo: quantas vezes nessa imposição do poder não fazemos isso também com o filho quando erra?

De vez em quando eu me pego cometendo esse tipo de erro.

[SULIVAN] Com colaborador.

[NÉLSON] Exatamente. Quantas vezes eu não projeto uma frustração pessoal ou então algum problema dentro da minha relação de trabalho e exerço isso através do meu poder, da minha segurança e reprimo o outro?

Aí é justamente o trabalho oposto, a autoestima está sendo danificada porque muitas vezes ele não pode responder na mesma proporção. No casamento, ainda gritamos, na relação profissional não necessariamente o grito vai ter o mesmo resultado. Dormir no sofá não é a mesma coisa que perder o emprego.

São coisas importantes que nós temos de sempre estar avaliando em todos os níveis de relacionamento porque dormimos com alguém, acordamos... e estamos no trânsito, ali parece que temos inimigos em todos os sentidos porque é um stress muito grande e a minha relação é de conflito. O trânsito de São Paulo é uma coisa estressante, ele virou uma relação de conflito. Isso parte de uma relação pessoal. No trânsito, não adiante ter pressa, precisamos ter calma porque senão não vamos para a frente. São alguns pontos que temos de sempre pensar bem.

[SULIVAN] Recapitulando para quem começar a sintonizar o programa agora.

Pontos importantes das relações interpessoais.

Diga bom-dia.

Agradeça as pessoas que fizerem algo para você e que deve ser agradecidas.

Faça elogios sinceros.

[NÉLSON] Seja gentil.

[SULIVAN] Seja gentil. Temos esses três pontos.

O que mais falamos, Nélson?

[NÉLSON] Falamos dessa relação da autoestima.

Assim como você se estima e quer ser valorizado, o outro também quer. Então respeite.

[SULIVAN] Outro é um ponto muito importante: coloque-se no lugar do outro.

Por fim, facilite a sua comunicação.

Esse foi o nosso tema de hoje trabalhado aqui no Acertar é Humano – relações interpessoais –, onde Nélson Sartori e eu falamos sobre esse tema tão simples.

[NÉLSON] Tanto que não vamos esgotar hoje. Temos uma série aqui que vamos trabalhar com essa relação interpessoal. Vamos continuar dentro dessa tônica no nosso próximo programa também.

[SULIVAN] Agora, para finalizarmos o nosso programa aí ou para iniciarmos a reta final do nosso programa, a Dica do Professor.

DICA DO PROFESSOR

[SULIVAN] O que vem hoje, Nélson?

[NÉLSON] Hoje vamos falar um pouquinho sobre lógica.

Mas não é matemática, é a lógica gramatical.

[SULIVAN] Vamos lá.

[NÉLSON] Vamos entender o que é isso.

Como o nosso tempo é voltado para o exemplo, vamos falar sobre isso.

Imagine que você faça o seguinte.

Você vai até a padaria, chega lá e pede 12 pães.

Quantos pães você leva para casa?

[SULIVAN] Doze pães.

[NÉLSON] Perfeito.

Você chega na mesma padaria e pede:

— Por favor, eu gostaria de uma dúzia de pães.

E agora? Quantos pães eu vou levar para casa?

[SULIVAN] Boa. Não são 12?

[NÉLSON] Não. No mínimo 24 pães.

Por quê? Vamos entender?

Quando eu peço 12 pães, a minha unidade está clara, mas, quando eu peço 01 dúzia de pães, não é uma dúzia? Um vezes doze. Então eu doze. Só que doze o quê? Pães. Eu não pedi uma dúzia de pães? Olha o "pão" no plural ali.

Pessoal, plural começa a partir de dois. Então, se eu peço uma dúzia de pães, eu estou pedindo no mínimo uma dúzia de dois, doze, vezes dois, mínimo 24.

Então não existe uma dúzia de pães, existe uma dúzia de pão.

Você quer comprar ovos? É uma dúzia de ovo.

Da mesma forma quando você vai comprar meias.

Você chega e fala: "Por favor, eu quero um par de meia.". Porque um par de meia é meia mais meia.

Se você compra um par de meias, você não botou no plural? Então você vai levar quatro meias.

Então a lógico está até mesma na relação numérica, ou seja, na forma como tudo isso daí funciona dentro da própria linguagem. Um elemento simples que compromete na maioria das vezes o nosso trabalho dentro dessa estrutura.

Pessoal, se vocês quiserem saber um pouquinho mais sobre as dicas de português, não se esqueça, veja no site do professor Nélson Sartori, ou seja, www.sartoriprofessores.com.br.

Sempre lembrando vocês de que os nossos programas são sempre gravados e sempre repetidos. Você pode ver, caso você tenha perdido ou queira rever, no site www.acertarehumano.com.br.

[SULIVAN] Também presente em todas as redes sociais: Facebook, Instagram, etc.

Acesse lá, nos acompanhe. Diariamente sempre postamos alguma coisa e sempre todas as quintas-feiras, após uma hora do programa, por volta das nove da manhã, o programa já estará disponível lá para quem pegou pela metade possa ouvir o programa por completo.

[NÉLSON] Perfeito.

Agora, para encerrarmos o nosso trabalho, vem o Minuto do Coaching, com Sulivan França.

[SULIVAN] Já que falamos de lógica e de relações interpessoais, duas perguntas.

Não, vamos fazer duas em uma, ao mesmo tempo.

O QUE VOCÊ TEM FEITO NAS SUAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS QUE, PARANDO PARA PENSAR AGORA E OUVINDO O NOSSO PROGRAMA DE HOJE, NÃO TEM LÓGICA ALGUMA?

Pense sobre isso.

Nos encontramos na próxima quinta-feira, às sete da manhã.

[NÉLSON] Bom dia a todos.

♪ [tema acertar é humano] ♪

Você ouviu pela Mundial o Programa Acertar é Humano. Apresentação Sulivan França e Nélson Sartori. Uma produção da Sociedade Latino-Americana de Coaching, a elite do coaching no Brasil.

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