É controversa a questão de se os executivos ou diretores de uma organização realmente constituem uma equipe. O consultor organizacional realmente Jon Katzenbach, uma autoridade norte-americana em dinâmica de equipes de escalão superior, sustenta que “todos aqueles a quem um CEO se reporta diretamente só raramente constituem uma verdadeira equipe em funcionamento constante”. Nas palavras dele:
Invariavelmente, o CEO como líder isolado de um grupo cuja pertinência depende mais de posições formais do que de habilidades individuais, com propósitos e metas que não se distinguem dos propósitos e metas gerais da corporação, e cujos comportamentos são ativamente determinados por sua confiabilidade pessoal.

Quer sejam um grupo ou uma equipe, porém os executivos necessitam em particular trabalhar em estreita parceria para produzir os resultados desejados para a organização. O coach de uma equipe de alto escalão precisa reconhecer a dinâmica diferenciada de seus processos de tomada de decisão e colaboração.

O coach também precisa de outro repertório de habilidades e conhecimentos relativos a governança corporativa e a processos estratégicos. Aqui, adentramos as águas turvas do quanto um coach precisa entender do ambiente corporativo e ser receptivo a ele, com suas circunstâncias e exigências sobre o coachee, e quanto precisa apenas ser coberto com o uso de boas técnicas de coaching. 

O feedback dos coachees diz, consistentemente, que o coach só é crível, nesse nível, se tiver experiência na observação de equipes de alto escalão e de diretores em ação. No trabalho com indivíduos, a natureza da necessidade de aprendizagem pode eventualmente estar focada em mudanças de comportamento, as quais podem ser abordadas sem referências à estratégia de negócios da empresa ou sua posição no mercado. Ao lidar com o alto escalão, no entanto, a estratégia e o pensamento estratégico são essenciais às questões que devem ser trabalhadas, assim como são indispensáveis pelo menos uma consciência básica dos princípios e práticas da governança corporativa.

Uma boa parte da minha atuação como coach de equipes de alto escalão tem girado em torno de estabelecer e perseguir um plano de desenvolvimento para a diretoria, aumentando a capacidade de seus integrantes de apresentar os resultados que os acionistas e a organização como um todo esperam deles. 
 
O ponto de partida – a pergunta inicial do coaching – é: “O que essa organização precisa realmente fazer para alcançar seus objetivos agora e no futuro?”. Com base nessa indagação, a conversa de coaching busca desenvolver a compreensão das competências e capacidades que a equipe espera e precisa ter no futuro, comparando com o que existe agora.  

David Clutterburck em Coaching Eficaz: Como orientar sua equipe para potencializar resultados