O comportamento consciente diz respeito à racionalidade, ou seja, à capacidade do ser humano de descrever verbalmente aquilo que faz com a participação passiva do ouvinte.

Esse tipo de comportamento pode ser entendido segundo a lógica do behaviorismo radical, que defende a possibilidade de autocontrole e autoconhecimento, porque o indivíduo controla o seu próprio comportamento quando analisa e descreve utilizando as palavras, tendo em conta o momento em que cada episódio ocorreu como resposta a determinado estímulo.

Dessa forma, é possível, tanto para quem faz a descrição do comportamento como para seu interlocutor, obter uma forma de comunicação eficiente: enquanto um tem a capacidade de informar, o segundo pode agir de acordo com a informação obtida, como é o caso de uma mãe que providencia alimento para seu filho quando ele diz sentir fome.

Por essas razões, o comportamento consciente é essencialmente verbal, forma que o ser humano tem de controlar e interpretar as respostas dadas aos estímulos do ambiente onde se insere.

Por que adotamos esse tipo de comportamento?

Além da capacidade de descrever conscientemente o nosso comportamento, é possível também descrever as razões pelas quais o adotamos.

Isso porque, a consciência associada ao comportamento diz respeito à nossa capacidade de descrever e explicar as variáveis envolvidas no momento e a maneira como reagimos aos estímulos, além dos pormenores envolvidos em todo esse processo.

Comportamento consciente e aprendizado

Através do comportamento consciente a pessoa tem a capacidade de aprender a seguir regras, pois qualquer tipo de tarefa exige uma sequência determinada.

Essa aprendizagem só é possível através do conhecimento do indivíduo sobre as regras e sequência de ações a serem tomadas. Além do seguimento de regras também há a aprendizagem de determinado comportamento através de experiências passadas que influenciam diretamente no comportamento presente e, por consequência, na consciência do mesmo.