O “Ciclo de Resultados” descreve na inevitabilidade dessa conceituação mental. A chave para romper o ciclo está em entendê-lo. Comecemos com as crenças. Nossas crenças exercem enorme influência sobre o nosso modo de interagir com as pessoas. Aquilo em que acreditamos tende a determinar como nos comportamos com relação aos outros. O nosso comportamento tende a influenciar a qualidade dos relacionamentos que mantemos com as pessoas, o que afeta o comportamento delas. Isso, evidentemente, influencia os resultados que obtemos com tais pessoas. Por sua vez, os resultados normalmente influenciam a nossa crença de que as nossas crenças são corretas. Por exemplo, se você acreditar que não convém compartilhar os seus sentimentos com colegas de trabalho, talvez você agirá de modo formal e rígido com eles a fim de manter os seus sentimentos a distância. Se os seus colegas sentirem nesse comportamento a impressão de indiferença ou frieza, eles poderão sentir-se magoados e intimidados e começarão a tirar as suas próprias conclusões (potencialmente negativas) sobre os sentimentos que você tem em relação a eles. Uma vez que não se sentem à vontade comunicando-se com você, eles talvez façam seu trabalho com base em interpretações imprecisas das instruções que você lhes deu, em vez de pedir esclarecimentos par assegurar o entendimento. Ao ver os resultados, talvez você diga a si próprio: “Está vendo? Se não posso confiar neles nem para entender as minhas instruções mais fundamentais, como vou poder confiar neles para informações pessoais? A gente não pode mesmo trazer sentimentos pessoais para o local de trabalho.” Outro exemplo: se você acreditar que um gestor deve ser rigoroso e inflexível com as regras, talvez você aja como um durão, punindo que, desrespeitar as regras. Por sua vez, os seus subordinados diretos talvez passem a se resguardar e deixem de correr riscos. Consequentemente, o seu departamento pode estar fazendo tudo certo, mas talvez a rotatividade de pessoal seja elevada e, diversamente dos demais departamentos, o seu não ganhará prêmios da alta administração por soluções inovadoras e criativas para problemas empresariais. Frustrado, talvez você se apegue ainda mais ferrenhamente à sua crença na necessidade de controle e adesão às regras. Trata-se de um ciclo que se auto-reforça e autoperpetua. Por outro lado, se você acreditar que a colaboração entre as pessoas conduz a melhores resultados, talvez você seja aberto em relação no compartilhamento de suas respectivas necessidades e idéias referentes a soluções. Os relacionamentos se tornam mais abertos e baseados na confiança; as pessoas lideradas por você ficam mais dispostas a correr riscos na apresentação de idéias; e você obtém melhores resultados. Marshall Goldsmith, Laurence Lyons e Alissa Freas em Coaching : exercício da liderança, editora campus, 2003. Sulivan França Atual Presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching, Sulivan França é Master Coach Trainer por meio da International Association of Coaching Institutes, possui licenciamento individual conferido pelo Behavioral Coaching Institute (BCI) e credenciamento individual junto a International Association of Coaching (IAC) além de Master Trainer por meio da International Association Of NLP Institutes. Siga-me no GOOGLE+