Como ser um bom coach?

Seja como primeira ou segunda carreira, o coaching tem atraído muitos profissionais e é uma das atividades em franca expansão no mundo corporativo.

No entanto, uma das coisas que mais deixa os futuros profissionais da área em dúvida é: como ser um bom coach e quais as qualidades necessárias para isso. Pensando nisso, elaboramos esse artigo para explicar o que é essencial para entrar no mundo do coaching.

Além de fazer bons cursos de coaching, alguns requisitos básicos para ser um profissional competente são: ser paciente, imparcial, incentivador, interessado, bom ouvinte, perceptivo, alerta, autoconsciente, atencioso, ter boa memória, competência de especialista, conhecimento, experiência, credibilidade e autoridade. Além dessas competências básicas, veja a seguir o que é necessário para ser um bom profissional de coaching.

O coach como especialista em comportamento

Um coach precisa ter experiência ou conhecimento técnico na área em que atua? A resposta é não. O coach precisa ser um cultivador imparcial de consciência, não um técnico muito menos um generalista, aquele que finge conhecer tudo que já pra conhecer a ponto de dar conselhos a outros.

Se, todavia, o coach não acredita piamente no que ele defende, ou seja, no potencial do orientado e no valor da responsabilidade, então ele achará que precisa ter um conhecimento profundo da área para ser capaz de orientar. Não estou sugerindo que não haja espaço para ser o estímulo de um especialista, mas o bom coach tende a usá-lo o mínimo possível.

Desse modo, ele não reduz o valor de sua orientação, porque toda vez que um estímulo é oferecido a responsabilidade de quem está sendo orientado fica reduzida.

As armadilhas do conhecimento técnico

O ideal parece ser um coach especialista com um vasto conhecimento técnico. Contudo, é muito difícil para especialistas conter suficientemente sua sabedoria para orientar bem. Vou ilustrar com uma história de Deixe-me ilustrar melhor isso com um exemplo do tênis.

Há muitos anos, vários do nossos cursos de Inner Tennis ficaram tão lotados que corremos atrás de coaches de Inner Tennis. Trouxemos dois coaches habilitados, pusemos uniformes de coaches de tênis neles, uma raquete em suas mãos e os deixamos livres, com a promessa de que eles não tentariam usar a raquete sob nenhuma circunstância.

Não foi uma grande surpresa para nós que o trabalho de orientação que eles realizaram não tenha se diferenciado muito daquele realizado por seus colegas tenistas. No entanto, em alguns momentos notáveis, eles foram ainda melhores. As razões são claras.

Os coaches de tênis estavam vendo os participantes em termos de suas falhas técnicas. A ineficiência do corpo resulta da dúvida e de uma consciência corporal inadequada. Por outro lado, os coaches de esqui, tendo que se basear nos diagnósticos dos próprios participantes, foram atingindo a causa dos problemas, enquanto os coaches de tênis só estavam atacando o sintoma, a falha técnica. Isso nos obrigou a treinar mais os coaches de tênis a fim de prepará-los para se desvencilhar de sua sabedoria.

Coaching em um nível mais profundo

Vamos examinar a mesma coisa com um simples exemplo de um contexto comercial. Um gerente via que seu subordinado, George, não se comunicava suficientemente com seus colegas do departamento ao lado, e sabia que um relatório de processo semanal era a solução.

Tal relatório, entretanto, conteria informações inadequadas se a resistência de George em se comunicar com eles persistisse. Em vez de ficar satisfeito por George ter concordado em mandar relatórios, o gerente orientou-o a encontrar sua própria resistência e desfazer-se dela. A falta de comunicação era o sintoma, mas a resistência era a causa. Os problemas só podem ser resolvidos em um nível abaixo daquele em que se manifestam.

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