Escrito por Sulivan França - 21 de Agosto de 2017

Para começar a responder as perguntas que formam o título acima, primeiro é preciso entender melhor o significado do termo empatia. Você sabe o que é? De acordo com a Psicologia, empatia é a habilidade de se imaginar no lugar de outra pessoa ou ainda a compreensão dos sentimentos, desejos, ideias e ações de outro indivíduo

Já fica mais fácil compreender o quanto isso é importante, seja no relacionamento com o outro em família ou no ambiente de trabalho. Reflita: em seus relacionamentos, será que você se importa sinceramente com os sentimentos e emoções da outra pessoa? 

No dia a dia, não é difícil que em muitos momentos tenhamos a atitude de uma pessoa apática, uma vez que a individualidade e a competição são presenças fortes em nossa realidade. Vivemos numa era em que há evidente falta de empatia por todos os lados. Por isso, é fundamental entender melhor o que podemos fazer para, de forma sincera, deixar o egocentrismo de lado e passar a entender o ponto de vista do outro.

A capacidade de se colocar no lugar do outro é uma das ferramentas da inteligência emocional, como a autoconsciência ou o autoconhecimento. Ser uma pessoa empática, portanto, possui estreita relação com entender melhor nossos próprios sentimentos e ter uma compreensão mais ampla do mundo que nos rodeia. Além disso, a empatia pode conectar pessoas, dissipar preconceitos e atenuar hostilidades.  

Construir pontes para aproximar as pessoas é diferente de erguer muros para separá-las. Esta é, afinal, a importância da empatia. 

Mas como será que alguém pode desenvolver a empatia nos dias atuais?

Em um interessante artigo publicado no site Greater Good Science Center, ligado à Universidade da Califórnia, em Berkeley, Roman Krznaric, consultor de empatia para as Nações Unidas fala sobre os seis hábitos de pessoas altamente empáticas.

Krznaric explica que nos últimos dez anos, pesquisas revelaram que estamos preparados para a empatia por relacionamentos de apego nos primeiros dois anos de vida. A empatia, porém, não para de se desenvolver na infância. Podemos nutrir seu crescimento ao longo de nossas vidas. Confira os hábitos das pessoas altamente empáticas, segundo Krznaric.


Cultivar a curiosidade sobre estranhos

Indivíduos empáticos têm uma curiosidade insaciável sobre estranhos. Eles conversam com a pessoa sentada ao lado deles no ônibus e mantém aquela curiosidade natural que todos tínhamos quando crianças, mas que a vida costuma eliminar. A curiosidade amplia nossa empatia ao conversarmos com pessoas fora do nosso círculo social habitual, encontrando assim vidas e visões de mundo diferentes das nossas. 


Desafiar preconceitos e descobrir pontos em comum

Todos temos suposições sobre os outros e usamos rótulos coletivos, o que nos impede de apreciar a individualidade. Porém, pessoas empáticas desafiam seus preconceitos, ao procurar o que compartilham com os outros, e não o que os divide. 


Experimentar a vida de outra pessoa

Indivíduos empáticos expandem sua empatia adquirindo experiência direta na vida de outras pessoas, colocando em prática um provérbio nativo americano: "Ande um quilômetro com os sapatos de outro homem antes de criticá-lo". Dessa forma, busque vivenciar experiências diferentes das do seu cotidiano para entender melhor porque as pessoas agem como agem. Amplie sua visão de mundo e seus limites, sempre que possível. 


Ouvir com atenção e se abrir

Uma conversa empática requer duas coisas: dominar a arte da escuta e conectar emoções. Escutar com atenção é a capacidade de estar presente no que realmente está acontecendo no interior do outro.

Nos sentimentos e necessidades únicos que um indivíduo está experimentando naquele momento. O segundo ponto é se tornar "vulnerável". Remover máscaras e revelar os sentimentos a alguém é vital para criar um forte vínculo empático.


Inspirar ações de massa

A empatia costuma ser identificada no nível dos indivíduos, mas especialistas entendem que ela também pode ser um fenômeno de massa. A resposta de voluntários ou doadores a vítimas de desastres naturais, por exemplo, surge de um sentimento de preocupação empática. Especialistas afirmam que tal empatia floresce em escala coletiva se suas sementes forem plantadas em nossos filhos, desde os primeiros anos. 


Desenvolver uma imaginação ambiciosa

Por fim, os altamente empáticos fazem muito mais do que o lugar-comum, que tende a acreditar que a empatia deve ser reservada a aqueles que vivem à margem da sociedade ou que estão sofrendo. Isso é necessário, mas não suficiente. Também é preciso ter empatia com pessoas cujas crenças não compartilhamos.

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