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PROGRAMA ACERTAR É HUMANO

#055

Neste Programa o professor Nélson Sartori falou sobre “Grandes empreendedores e como veem o mundo”. Que dicas esses bem-sucedidos dão para inspirar novas visões de mundo em busca do sucesso?

055 - Programa Acertar é Humano: de 07/05/2015

Programa Acertar é Humano (07/05/2015)

Nélson Sartori e Sulivan França

Tempo de áudio
26 minutos e 34 segundos
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♪ [tema acertar é humano] ♪

Começa agora na Mundial Acertar é Humano, um programa que apresenta crônicas com humor e foco na solução, sempre falando de temas diversos como empreendedorismo, liderança, esporte, atualidades, comunicação entre outros. Tudo isso seguindo a filosofia do coaching.

Programa Acertar é Humano, uma produção da Sociedade Latino-Americana de Coaching, a elite do coaching no Brasil. Apresentação Sulivan França e Nélson Sartori.

[NÉLSON] Bom dia, ouvinte Mundial. Bom dia, ouvintes do nosso Programa Acertar é Humano. Aqui é o Professor Nélson Sartori, mais uma vez aqui na presença de vocês (sem estar na presença, na presença auditiva).

Nós trazemos jargões, às vezes, para fazer a abertura que acabam entrando em conflito com a própria linguagem.

Muito bem, minha gente. Eu vou dar continuidade a um projeto que começamos na semana passada, que é falar um pouquinho sobre grandes empreendedores e como eles veem o mundo, qual foi a ideia que tiveram, mas principalmente como pensam.

Eu acho que é muito importante, nós, que estamos em busca de uma carreira, as pessoas que estão em busca de um caminho, que têm as suas dúvidas, que muitas vezes são criticados pelos outros, porque ideias inovadoras merecem a atenção dos outros quando elas trazem uma referência de sucesso bastante grande, mas sempre são motivo de críticas antes de atingirem esse sucesso.

Raramente vamos ver alguém que conquistou o seu próprio espaço ter sido apoiado por todos desde o começo. Se fossem apoiados, teriam talvez tomado a sua ideia. A ideia seria coletiva, ela não teria sido tomada como surpresa. Muitas vezes, o que acontece é isso.

Nós temos que aceitar a relação que existe da nossa ousadia. Nós temos que aceitar que a ousadia, ou então que um pensamento diferenciado, vai traduzir um momento diferente na vida e no mundo em que nós vivemos.

GRANDE EMPREENDEDORES

Eu trouxe aqui uma série de dez comentários. Eu vou comentando alguns deles com vocês, que é para podermos entender um pouco qual é o pensamento básico.

Nós não vamos, nesse momento, nos aprofundar em nenhum desses pensadores, mas em empreendedores, pensadores, tentar entender qual foi a palavra deles e qual foi a experiência dentro de suas vidas.

Steve Jobs e a evolução da tecnologia

Uma das frases do Steve Jobs, cofundador da Apple, um dos maiores ídolos para quem está começando a ser empreendedor, uma figura fantástica, a primeira frase dele:

— Seja um pouco louco.

O que ele quer dizer com isso?

Aqueles que são loucos o suficiente para acreditar que podem mudar o mundo são os que realmente mudam.

O que ele fala é acreditar. Crença.

Já falamos de crença aqui em nosso programa várias vezes, até abordando esse tema com maior profundidade.

Se você não acredita em você, acabou o seu projeto, a crença é aquilo que te impulsiona, que faz com que você vá adiante. Dificilmente nós investimos ou damos um passo descrentes do que existe ali na frente. Então essa crença de que você pode fazer é o que faz com que você caminhe.

O prevenido, o precavido é aquele que não quer correr riscos, que quer estar sempre com o controle da situação, não dá o primeiro passo, não abre a porta para ver o que existe do outro lado. Nós sabemos que sempre existe o risco e nós já falamos muito sobre isso.

E é aí que entra o resumo dele. Seja um pouco louco. Só aqueles que acreditam nisso realmente mudam as coisas.

Isso é uma experiência que já foi mostrada por ele. É uma pessoa que viveu isso. Ele presenciou, acreditou em algo que não existia no mundo. Aquilo criado por ele, uma concepção tecnológica, universo novo, virtual, que nós vemos hoje em dia, está presente, forte, dentro da vida das pessoas.

Eu passei por várias fases. É interessante que a idade traz a experiência. Eu sou da época em que não haviam computadores. (Eu era bem novinho, já vou avisando). O mundo tinha uma outra característica. O mundo era imediato porque as coisas tinham de acontecer se você fosse atrás delas. Não havia como projetar, como programar, muitas coisas. O nosso universo de conhecimento era restrito àquilo que estava à nossa volta.

O principal meio de atenção ao que acontecia no mundo era o aparelho de televisão. Era muito importante, inegável, principalmente porque era uma forma de contato que as pessoas tinham com o resto do mundo. Porém todos sabemos que era algo dirigido, conduzido, manipulado. Ela formava opiniões, como forma até hoje, sem que você tivesse o potencial de interação.

Vejam só o que um sonho trouxe para nós. Hoje em dia nós temos o acesso ao mundo de informações não por um computador (eu não estou nem falando dessa passagem, estou falando do bolso), mas dentro do bolso de cada pessoa existe um aparelho celular que hoje em dia tem acesso a tudo, a todo o tipo de informação.

Até o processo do telefone celular foi uma coisa interessante. No início, o telefone celular era algo corporativo. era uma necessidade de comunicação, de localização, que alguns empresários tinham, então eles tinham acesso ao telefone celular. Depois isso foi conquistando um espaço um pouco maior dentro desse universo corporativo, ou seja, tendo acesso a administradores, sendo de acesso às estruturas administrativas das empresas. Depois ele passa conquistar o espaço pessoal, ou seja, o espaço particular.

Ainda assim, durante um tempo, era o meio de comunicação direto e hoje em dia ele superou isso em muito.

Nós temos um computador de bolso que nos faz tudo. E o que se tornou menos importante é o próprio aparelho telefônico. Ou seja, você fazer uma ligação através do WhatsApp, do Facebook, através do Messenger e não paga a ligação.

É uma revolução nos meios de comunicação. Nós estamos desenvolvendo e evoluindo uma forma de comunicação em que você interage com uma pessoa, conversa com ela, não precisa transmitir simplesmente um texto, você transmite para ela a sua própria imagem, fala, olha, em uma transmissão por imagem. Sem contar que você recorre a todo tipo de informação. Você faz uma videoconferência com o seu aparelho de bolso.

Então isso é mais do que um sonho. E cada passo que era dado era produto de um sonho novo que superava as expectativas.

Eu digo isso porque raramente, há dez anos, as pessoas tinham a perspectiva do que representava você levar com você um mecanismo que o colocava em contato com o mundo inteiro. E é o mundo inteiro mesmo. Através desse aparelho nos comunicamos com qualquer lugar do mundo, pesquisamos, trabalhamos. E as coisas não param.

Só para poder fechar esse primeiro pensamento. Você andar no trânsito da Cidade de São Paulo sem um aparelho GPS é difícil. Hoje em dia todo aparelho celular tem acesso ao sistema do Waze, que faz uma relação direta com o trânsito. Ele mostra para você como está o trânsito, qual é a rua que você deve pegar ou não. A tecnologia acaba sendo tão eficiente que já incomodou aqueles que tiram proveito disso.

Eu acho que vale a pena comentar. Até há algum tempo, a pessoa podia registrar os radares móveis que, na verdade, acabam funcionando mais como uma coleta compulsiva de recursos do público, mais do que uma preocupação com a segurança dele. Isso acabou se tornando uma desculpa. Eu escondo um radar, que é para poder tirar o dinheiro e não para educá-lo, para que ele tenha segurança. Hoje já foi retirado do dispositivo a possibilidade de você mostrar que existe um radar escondido em algum lugar para poder tirar o seu dinheiro.

Vejam só como as coisas vão se construindo no mundo.

Há um ano, um ano e meio, você andar pela cidade de São Paulo era simplesmente caótico, mais do que é hoje, pela falta desse dispositivo. Hoje em dia não. Quanto mais gente tem acesso ao dispositivo do Waze, mais facilmente ela chega aonde que ir, porque o reconhecimento do que acontece é maior.

Mais um resultado, um elemento que ultrapassou o sonho. O sonho de um louco que um dia desenvolveu o sistema e que hoje faz parte da nossa vida.

Então a loucura dele realmente valeu? Valeu. Só os loucos conseguem vislumbrar além da realidade.

Pergunte para um louco: "Você é louco?". Ele vai dizer que louco é você, que não é capaz de ver o que eu sou capaz.

Segunda, vamos ver mais um. Um que nós falamos na semana passada que é o Bill Gates.

BILL GATES

O Bill Gates, que foi o grande parceiro do Steve Jobs no que diz respeito às suas disputas de sonhos. Dois sonhos da mesma linha, mas com uma roupagem diferente, que acabaram oferecendo para o mundo coisas maravilhosas.

Ele diz o seguinte.

— Aprenda com os seus clientes.

Às vezes nós temos a visão de que só devemos explorar aqueles que trabalham conosco. Isso não é verdade. Você deve atendê-los. Ele diz o seguinte:

— Os seus clientes mais insatisfeitos são a sua maior fonte de aprendizado.

Aquilo que você acertou só merece elogio; só que não impulsiona para a frente. Seu erro é a possibilidade de correção porque se você está cometendo erro é porque o seu projeto ainda não atingiu o status que deveria atingir.

O que você faz quando você erra? Você revê, aprimora. E isso não é só em um sistema corporativo, é o que acontece na nossa vida.

Nós sabemos muito bem o que significa. Isso já abandonou o universo da filosofia, é algo factual. Ousar é estar disposto a errar. Só que estar disposto a errar é a certeza de aprender.

E os clientes são os que estão dispostos a dar críticas ao nosso projeto. Aquilo que oferecemos para o mundo, o mundo vai analisar. Quem disse que eles vão abraçar sempre? Vão criticar, mostrar os pontos negativos, e é nessa hora que nós aperfeiçoamos o nosso projeto.

O que acontece quando você tem um cliente insatisfeito?

Ele está mostrando para você a falha do seu sonho, do seu projeto, do que você tem na sua vida. Transporte isso para sua vida.

Nós não criamos expectativas dentro da nossa vida, expectativas profissionais e de convívio, de relacionamento? As pessoas do nosso relacionamento nem sempre estão satisfeitas conosco. Nós não somos perfeitos.

Como fazemos para poder evoluir? Ouvindo as críticas.

Tolo é aquele que se acha perfeito, que não erra, que sempre quer ter a razão. Essa prepotência faz com que ele não ouça as outras pessoas, e quando a pessoa não é ouvida, ela se afasta.

Essa não é a fala de quem acerta não. É a fala de alguém que erra muito e tem de aprender com cada palavra que fala.

Muitas vezes nós temos maior facilidade para falar. Isso eu já ouvi muito: "Falar é fácil, fazer é mais difícil.".

Às vezes é importante nós ouvirmos a nós mesmos. Eu estou falando e ouvindo exatamente a mesma coisa, porque com os nossos erros, com os erros que o próprio Bill Gates falou, podemos evoluir.

Imagine como era o sistema operacional Windows quando ele começou lá atrás, antes do famoso XP que foi um dos primeiros da série. Imagine como aquilo trazia erros e já era eficiente como é hoje, como é hoje em dia, como funciona, como se trabalha. Se não houvesse erros, os problemas não tivessem existidos, ele não teria como evoluir. Essa é a realidade que tanto existe para o Bill Gates quanto para o Steve Jobs.

Você vê o desenvolvimento e o progresso dos equipamentos graças não só a um sonho fantástico mas também a concepção de que se errei é preciso corrigir. Se isso não está bom, como eu faço para melhorar? O desenvolvimento e o progresso sempre vêm através dessas estruturas.

Depois um terceiro – e esse já da casa –, o Abílio Diniz, que é outro grande empreendedor.

Abílio Diniz

"Faça o que você ama".

Minha gente, quanta gente não se vende?

Ele diz o seguinte:

— O que me motiva a seguir em frente é a possibilidade de construir, realizar e ser feliz naquilo que faço.

Pense bem em como isso é importante.

Vemos muita gente que tem uma boa situação, uma relação financeira com a profissão, mas acaba presa a essa condição financeira. Não que ela não seja importante, muito pelo contrário, é um dos objetivos, é uma estabilidade financeira, mas é muito difícil todos os dias ela se dispor a algo que não gosta de fazer.

Aquilo que você ama, faz parte de você, você se dedica, você tem o sucesso. Eu já vi uma grande infinidade de profissionais da minha área, professores, que eram insatisfeitos e viviam muito mais reclamando da profissão que haviam escolhido do que tomando uma atitude positiva, que seria mudar de profissão ou então transformar aquilo que fazia em algo bom, não só para ele mas para aqueles com quem trabalhava, para os alunos, as empresas, e isso não acontecia.

Por outro lado, eu vi também outros profissionais que superaram tudo isso e que foram oferecer o seu trabalho onde aquilo era realmente necessário. Professoras que conquistaram o sucesso, o prestígio, se tornaram referencial dentro da área e que tiveram uma conquista financeira bastante satisfatória.

As pessoas às vezes falam: "Professor com uma conquista financeira satisfatória positiva, somente se forem os professores que fazem programa de televisão.". Não é verdade.

Existem muitos profissionais, mesmo na área de educação, que têm uma conquista financeira, um reconhecimento dentro do mercado porque fizeram um trabalho de dedicação e aí eles são procurados pelos seus clientes por livros que escrevem, aulas que oferecem ou que gravam e isso é resultado de dedicação, trabalho e amor pela profissão. Isso em todos os sentidos.

Existe uma pessoa que eu conheço que é fantástica, apesar de ser humilde, e que é da Bahia. Ele é conhecido como Picolation.

Picolation

Picolation é um vendedor de picolé das praias de Salvador. Só que o carrinho de picolé dele é quase um trio elétrico porque tem toda a estrutura de som. Ele vende picolé com sabores exóticos, com os quais ele faz uma batida com vodka, oferece para aqueles que querem e ao mesmo tempo ele canta, faz performance. Ele virou uma figura folclórica. Inteligentíssimo e humilde.

À família, que é uma família grande, o negócio dá conforto relativo a partir da venda de picolé, porque ele se tornou uma pessoa tão famosa que é convidado para eventos: ele participa de shows, acaba sendo convidado a palcos porque ele faz performance.

É uma pessoa alegre, feliz, mas antes de mais nada é alguém que ama o que faz. Ele superou todas as expectativas, se você fosse levar em consideração alguém que vive da venda de sorvete na praia. Ele superou porque tem amor por aquilo que faz. Ele foi além: amor, criatividade, um pouco de loucura. É uma coisa fantástica.

Você vai me dizer que um vendedor de picolé não pode conquistar sucesso dentro da sua área?

É lógico que ele não se tornou nenhum milionário, nem posso dizer que ele se tornou rico, mas ele tira o sustento dele e de toda a família com uma condição satisfatória de vida, em que ele tem em casa, tem carro, os filhos estudam, tem formação e está lá.

Ele deu sorte na vida?

Não foi sorte, aquilo foi trabalho, dedicação, criatividade e foi colocar a mão no que ele faz. Ele é um empreendedor, tem um nome, uma marca em São Paulo.

Eu fico muito satisfeito em ter lembrado dele porque ele é conhecido mesmo como Picolation. Nem me pergunte o nome dele, porque o valor que ele tem é por quem ele é, pelo que se transformou, a figura que ele se transformou na Bahia, que é um celeiro fantástico para criação de artistas e de mentes brilhantes.

Ele é um exemplo de alguém que, fazendo o que ama, é conhecido em todas as praias de Salvador. Uma pessoa fantástica.

Vamos pegar o último elemento para podermos comentar, que é o do Romero Rodrigues, o Buscapé. Todo mundo o conhece.

ROMERO RODRIGUES - BUSCAPÉ

Ele falou:

— Seja teimoso.

O que é ser teimoso? É não desistir.

Tem gente que desiste fácil. Tem uma grande ideia, mas desiste com o primeiro tropeço.

É lógico que vai haver dificuldades. Tudo o que você procura na vida vai ter dificuldades porque se fosse fácil todo mundo faria.

Que bom seria se fosse assim. "O sucesso é fácil, vamos lá, está aqui a receita e todo mundo conquista". E não é o caso.

Ele diz o seguinte:

— Seja teimoso. É bom se acostumar, porque você vai receber NÃO como resposta o tempo todo. Então seja teimoso, porque NÃO é o que mais vem.

Tudo aquilo que é novo assusta e as pessoas que não investem, não acreditam no seu sonho, vão dizer a você NÃO. Se você desiste com um não que lhe é apresentado, o seu sonho morre.

Então quatro coisas que são importantes: superar esse não, ser teimoso sim; ser um pouco louco; aprender com os seus clientes; e fazer o que você ama.

Esses foram os quatro objetos com os quais nós trabalhamos hoje, de quatro nomes importantes.

Você quer mais teimosia do que a dele, sendo que ele foi cofundador do Buscapé? Foi vendido para o grupo Naspers por 342 milhões em 2009. Nós estamos falando já de 60 anos, 342 milhões.

Você acha que ele conseguiu essa fortuna jogando na Mega-Sena?

Não, senhor, não foi nada disso. Isso foi a procura de um sonho e a conquista de alguma coisa.

Minha gente, no nosso próximo programa, nós continuaremos apresentando o resultado do sonho de alguns empreendedores e o segredo do sucesso deles.

Um grande abraço a todos vocês e nos vemos no nosso próximo programa. Até lá.

♪ [tema acertar é humano] ♪

Você ouviu pela Mundial o Programa Acertar é Humano. Apresentação Sulivan França e Nélson Sartori. Uma produção da Sociedade Latino-Americana de Coaching, a elite do coaching no Brasil.

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