PROGRAMA ACERTAR É HUMANO

#013

Os locutores do Programa Acertar é Humano abordaram no dia de 15/05 um assunto polêmico que é a "Reforma Ortográfica", o que é, o que representa para a nossa língua e o impacto dessa mudança no dia a dia do brasileiro. Na "Dica do Professor" Nélson Sartori falou sobre o uso do verbo pisar. E no final do programa Sulivan França deixa duas perguntas para o ouvinte refletir durante a semana.

013 - Programa Acertar é Humano: de 15/05/2014

Programa Acertar é Humano (15/05/2014)

Nélson Sartori e Sulivan França

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♪ [tema acertar é humano] ♪

Começa agora na Mundial Acertar é Humano, um programa que apresenta crônicas com humor e foco na solução, sempre falando de temas diversos como empreendedorismo, liderança, esporte, atualidades, comunicação entre outros. Tudo isso seguindo a filosofia do coaching.

Programa Acertar é Humano, uma produção da Sociedade Latino-Americana de Coaching, a elite do coaching no Brasil. Apresentação Sulivan França e Nélson Sartori.

[SULIVAN] Bom dia, Nélson.

[NÉLSON] Bom dia, Sulivan. Tudo bem?

[SULIVAN] Tudo ótimo. Sou o Sulivan França, estamos aqui para mais um Programa Acertar é Humano pela Rádio Mundial e, hoje, com diversos temas. Falaremos de situações bem polêmicas.

[NÉLSON] Bom dia a todos. Hoje, falaremos com vocês algo que já vem rolando há muito tempo em nosso universo de nossa língua e que ainda traz muito debate, o tema da reforma ortográfica.

Não fiquem pensando que daremos aula de português aqui. Falaremos um pouco sobre o que é reforma ortográfica, o que representa para nossa língua e porque existe tanto conflito em torno disso.

[SULIVAN] Falaremos de uma forma bem descontraída. É importante você dizer que não daremos aula de português ou da língua portuguesa. A ideia não é essa, é debater, um papo de uma forma descontraída como é a proposta de nosso de Programa Acertar é Humano.

[NÉLSON] Mostrar o foco do que é reforma ortográfica e, logicamente, já que nossa proposta é o foco positivo e na solução, é mostrar como isso acontece.

[SULIVAN] Antes de entrar no tema vamos falar da nossa Fanpage. Quem quiser curtir, nos acompanhar, diariamente postamos algumas coisas, debatemos alguns temas, lá colocamos os programas que fazemos e para quem pegou o programa pela metade e quiser ouvir, vá em nossa Fanpage: Facebook/programaacertarehumano e quem quiser baixar e ouvir os programas pode entrar no site: slac.com.br, na galeria mídias. Todos os programas estão lá desde o primeiro programa, tem um breve resumo. O programa te interessou, baixe-o, pode ouvir. Tem o programa que falamos sobre coaching, as gerações, tem diversos programas lá que vocês podem ouvir.

[NÉLSON] Pode também acompanhar a charge da Dica do Professor. Colocaremos para vocês poderem acompanhar aquilo que é comentado dentro da dica de português que damos para que possa compreender, ver o texto na íntegra, ver direitinho o que é o erro e comentamos como solucionar e sobre o que falamos.

[SULIVAN] Essa história dessa reforma ortográfica da língua portuguesa já passou? Está passando? Você que é da área, o doutor nisso, explique-nos o que vai acontecer na língua portuguesa, o que está acontecendo.

Um fato curioso, antes de começar a falar dei uma pesquisada um pouco sobre esse tema, aí achamos que o português que é falado no Brasil, em Portugal e pouca gente sabe a quantidade de países que a língua portuguesa é falada. Então temos, hoje, sete países onde é falado o idioma português.

A REFORMA ORTOGRÁFICA

[SULIVAN] Sim, tanto é que a reforma ortográfica trata de um acordo comum a todos os países que falam a língua portuguesa.

[SULIVAN] O curioso nessa quantidade de países que falam a língua portuguesa é que existe uma diferença de sotaque muito grande, então todos se distanciam muito do original que é Portugal.

Então para quem não sabe, os países que falam a língua portuguesa hoje são: Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste Guiné-Bissau, esses são os sete países que falam a língua portuguesa, embora todos de forma muito distinta, tem um sotaque interferindo.

[NÉLSON] A origem foi a colonização portuguesa que foi levando sua dominação.

Lógico, qual é a maneira típica de impor o poder?

É impondo sua cultura, principalmente pela língua. Foi o que aconteceu aqui e acontece com a língua inglesa em grande parte dos países. É a imposição da cultura através da língua. Esse mesmo fenômeno representou a colocação da língua portuguesa nesses sete países.

Daí é que vem a questão do chamado acordo ortográfico. Quando falamos de reforma é porque houve uma mudança, mas quando falamos do acordo que foi assinado, esse tratado internacional foi firmado em 1990, isso significa que haveria uma unificação das regras gramaticais nesses sete países.

[SULIVAN] O acordo foi feito em 1990?

[NÉLSON] Foi feito em 1990, foi redigido e os países fizeram a concordância em participar. Até isso passar a fazer parte definitivamente, levou muito tempo. Foi somente em 2009 que foi sancionado como decreto aqui, no Brasil e passou a vigorar, fazer parte de nossa realidade.

O que acontece é que países vão sofrendo influência até de suas próprias culturas. No Brasil, tivemos a influência africana em nossa linguagem com a vinda dos escravos africanos. Temos muito do vocabulário de nosso próprio nativo, o Tupi Guarani, fazendo parte de nossa língua. Temos a influência da colonização italiana, japonesa, posteriormente, ou seja, grandes colônias que vieram e passaram a fazer parte de nossa estrutura, o que deu uma personalidade própria para nossa linguagem.

Mesmo assim, dos sete países, o maior país, de maior economia, que tem o maior número de falantes é o Brasil.

Para nós, isso foi uma grande vantagem porque tivemos uma evolução da língua e foi nossa referência que serviu como base para adaptação de todos os outros países.

Só para ter uma ideia, com a reforma ortográfica, aproximadamente 0.4% do que era falado aqui teve mudança, então muito pouco, praticamente nada. Foram as regras gramaticais que sofreram algum tipo de alteração e isso já não aconteceu em Portugal, lá é quase 5% da fala. Perceba que é uma mudança muito significativa. Imagine quanta coisa falada no dia e quanto desse 5% vai estar presente, tanto que houve uma relutância e há até, hoje, por parte de Portugal em aceitar isso tudo.

[SULIVAN] Enquanto não temos aqui nem 0.5% de alteração, Portugal teve 5%, é isso?

[NÉLSON] Exatamente.

[SULIVAN] Até pela cultura portuguesa existe um certo conservadorismo que vai, com certeza, ter uma certa resistência na hora dessa mudança da língua portuguesa.

[NÉLSON] Eles são a base de nossa linguagem, porém há um fator significativo que é a questão econômica.

Se formos falar em posição de cultura, poder, qual desses sete países têm maior perspectiva financeira no mundo?

É o Brasil. É o que mais fornece tecnologia, mas se relaciona com outros países entre os sete, então, obviamente teve o peso maior, até porque a evolução, representação, tecnológica que nossa língua representa tem mais valor para o Brasil.

Imagine um programa de computador sendo feito e traduzindo sua linguagem para o português de Portugal como era antigamente. Isso era positivo, porém não há uma economia, em Portugal, que sustente esse investimento específico, já que o consumo deles é mínimo comparado com o Brasil.

[SULIVAN] Que justifique esse investimento. Então se estou entendendo, podemos acreditar que por conta de fatores políticos e econômicos, o Brasil, de certa forma, acabou em ponta essa mudança, ou encabeçando-a?

[NÉLSON] Sim, porque muito daquilo que foi colocado dentro da reforma ortográfica, foi a partir de um processo natural de desenvolvimento da língua, ela é viva, dinâmica, vai se desenvolvendo.

Dentro desse desenvolvimento, quem mais contribuiu para essa transformação?

Aquele país em que o número de habitantes era maior. Então o Brasil, nesse ponto, tem o seu valor maior de contribuição nesse trabalho, porém não significaria que isso seria importante se tivéssemos uma economia muito inferior, por exemplo, a de Portugal. Isso não acontece.

Então é lógico que a pressão maior para que isso fosse adiante veio por parte do Brasil, já que determina, através da linguagem, qual será a postura a ser tomada pelas empresas na hora de uma tradução, o maior destino comercial também ligado ao nosso país, então todos esses fatores econômicos tem uma forte influência. Então esse é o fator econômico da reforma ortográfica.

Outro fator importante é a questão do que se chama: A reforma. Quando se fala em reforma: "Poxa, mas houve mudança?". Ouve, só que essa mudança não foi uma imposição. Ninguém chegou e acordou pela manhã, dizendo: "Quero mudar a língua portuguesa.". De jeito nenhum. Como falamos, é dinâmica, viva, porém algumas coisas desse dinamismo acabam se perdendo.

[SULIVAN] Entendi até esse ponto que colocou. Uma pergunta que muitas vezes surge e vejo as pessoas fazerem muito:

“Será que isso vai para frente?”.

O que pode dizer para nossos ouvintes, você que é especialista na área, que está acompanhando isso, sabendo que quando esse acordo foi feito fixou uma data que era primeiro de janeiro de 2013, então podemos dizer que mais de um ano já se passou.

Particularmente posso dizer que vejo uma mudança muito tímida no que deveria ser mudado e haja visto que é 0.4%, como disse, mas acredita que esse acordo vá para frente? Que isso vai mudar efetivamente e se vai, quanto tempo? Profissionais da área como você, como veem essa mudança?

[NÉLSON] Primeira coisa. Essa mudança já é fato, isso é um decreto, tanto que todos os meios de comunicação escrita já incorporaram. Se observar jornais e revistas, todos já trabalham com essa estrutura. Porém houve, em princípio, uma preocupação em dar um prazo para que houvesse adaptação nas escolas e da própria população, passar das regras antigas para as novas.

A presidenta Dilma fez uma mudança nessa data transferindo o início oficial para 2016, então já não é mais 2013 a data oficial e sim 2016, então temos mais alguns anos de adaptação.

Se isso será reavaliado no futuro e será prorrogado mais uma vez, não sabemos, o importante é que já faz parte, é impossível voltar atrás.

Então respondendo sua pergunta se isso vai vingar?

Já vingou, é obrigatório.

Todos os livros escolares já trazem os aspectos da nova linguagem, então não há como reverter isso, isso já é um fato, acontece e já faz parte.

O que todos têm de fazer é se adaptar a essa nova estrutura, porém o grande peso é aquele que leva as pessoas a acreditarem que terão de reaprender a língua portuguesa e isso não é verdade. O que aconteceu foi uma avaliação dos aspectos da linguagem quanto a uma evolução indevida.

Por exemplo, vamos entender algumas coisas. Um dos grandes problemas que não vou me aprofundar, mas falarei, que era a questão do hífen que é um dos pontos principais de polêmica.

Quando faço uma palavra composta usando hífen, quando sumiu, apareceu?

Como existem muitas referências, prefixos, elementos, que fazem parte dessa regra, alguns foram adaptados a uma questão sonora, fonética, já que as palavras se unem, então não colocarei o hífen ou colocarei.

Foi uma tentativa de estabelecer uma relação prática, porém há muita coisa que poderia ter sido modificada e não foi.

As pessoas diziam: "Ah, mas não conhecia muito bem a regra do hífen antes da reforma e agora também não conheço.". Perfeito, então não mudou nada. Se não sabia como era antes e não sabe como é agora, terá que consultar sempre.

[SULIVAN] Quando observamos que existe uma certa dificuldade no entendimento, na escrita, na fala da língua portuguesa, acredito e disse que essa certa colocação nos livros didáticos, todo esse movimento que está acontecendo na escola e até a prorrogação de 2016, me leva acreditar que demoraremos, pelo menos, uma década para conseguirmos perceber alguma mudança nesse sentido. O que acha disso? Acho que vai uma década. Estou sendo pessimista ou não?

[NÉLSON] Está sim, porque vai perceber que nossos filhos já estão aprendendo dentro dessa estrutura.

Como essa mudança não é tão significativa, as pessoas vão conviver naturalmente com as duas regras como está acontecendo agora e essa transição tende a ser natural.

A mudança não é na fala, é na grafia. Vou colocar isso de forma bem prática.

Antigamente, toda vez que tínhamos a pronúncia do U na construção do QU ou QI, por exemplo; sequência, o meu U é pronunciado, tínhamos de usar o trema, ou seja, era uma acentuação gráfica, uma sinalização de que aquele U deveria ser pronunciado, porém não era pela colocação ou retirada do trema que as pessoas passaram a falar "LINGIÇA" ou LINGUIÇA. Antes da reforma ortográfica as pessoas falavam LINGUIÇA e agora falarão "LINGIÇA"? Não.

A prática da fala é uma referência que influencia na escrita e não o contrário. Isso não significa que a reforma ortográfica vai influenciar nossa fala. Continuamos falando sequência, linguiça. O que acontecia é que todo mundo falava certinho a palavra linguiça, sequência, liam direitinho, só que quando iam escrever não colocavam trema, então falávamos certo, líamos certo, mas escrevíamos errado.

Para resolver esse problema, já que ninguém usava o trema mesmo, está fora, simples. Agora, você fala certo, lê e escreve, porque ao invés de procurar onde colocar o trema, não coloca em lugar algum.

[SULIVAN] Então cai aquele paradigma que muita gente diz que essa reforma complicou a língua portuguesa. Muito pelo contrário, facilitou.

[NÉLSON] Quando estávamos falando da regra do hífen, ainda precisa consultar, só que o número de palavras que são colocadas com hífen diminuiu. O ideal seria que não houvesse o hífen, que as palavras fossem escritas separadamente ou todas juntas, independentemente de qualquer coisa e pudéssemos representar nossa fala.

Quando digo couve-flor, colocar ou não o hífen não impede que leia e escreva, ou fale de maneira correta.

Esse é um aspecto que ainda exige que você consulte para poder ter certeza, agora, do restante não.

Eram regras, principalmente em nosso caso, de acentuação gráfica. Sabe aquelas regras de decorar onde vai o acento na paroxítona, proparoxítona, tudo isso tem uma lógica muito grande. Tem uma lógica, tive que decorar a vida inteira.

[SULIVAN] Agora, tenho que mudar todo meu modelo mental para decorar tudo de uma forma diferente.

[NÉLSON] Eu vou finalizar, explicando bem qual é o grande mistério da língua portuguesa.

A gramática é um apanhado das regras, uma lista, um rol de palavras que vem dentro de um livro organizado pelas relações de semelhanças entre elas, então são listas, nada mais do que isso. Isso é gramática.

Relaciono palavras da mesma família para que quando precisar consultar vá lá e consulte.

Quem fez isso foi um adulto, um homem que precisava se relacionar, comunicar com outro através da escrita e para que os códigos fossem comuns criou-se um padrão de normas, então nasce a gramática.

A estrutura gramatical é uma norma criada por um adulto para comunicação entre adultos, que é produto da lógica da fala.

No passado escrevia-se e falava-se "FRECHA". Existe uma frase que gosto de dizer:

Sai à noite e vai até a padaria, só que em uma noite de grande "NEBRINA" e está perdido, aí tem que seguir as "FRECHAS" que apontam o caminho da padaria, aí pode chegar lá e tomar o tão gostoso sorvete de "FROCOS".

Nossa, mas falou tudo errado. Falei tudo certinho. No passado as palavras eram escritas dessa maneira, mas perceba que é muito mais fácil escrever FLOCO e falar FLOCO do que falar FROCO, FLECHA do que FRECHA. Essa é a chamada síndrome do cebolinha. Criança não troca o R pelo L?

— Ele não "PALA" de falar.

É assim que funciona, porque é mais fácil articular o L do que o R, tanto é verdade que muitas palavras foram evoluindo a partir dessa estrutura.

Compreender a reforma ortográfica é compreender que quando se fala da dificuldade de incorporar as novas regras é porque estamos falando de educação.

Ou seja, tenho de transmitir algo que foi desenvolvido por adulto para adultos e traduzir isso para uma criança. Como a criança não tem a lógica de compreender, – isso que acabei de falar, que é o processo de evolução da linguagem de trocar o L pelo R – tenho que formular uma regra para que decore, porque até aquele momento não é capaz de entender a lógica, então decorar regras. A gramática foi construída em torno de regras para serem decoradas pelas crianças e não por adultos, porque falamos bem.

Você fala o dia inteiro uma infinidade de orações subordinadas, substantivas, objetivas, reduzidas e particípio. Você fala: "Jesus Cristo, o que é isso?". Não importa, você usa, agora dar o nome é uma questão de nossa gramática que é de menor importância, isso é para os estudos apenas.

É disso que estamos falando, da reforma prática, daquilo que veio simplesmente solucionar o problema da fala e, principalmente, da grafia, para que não se desgaste falando sobre isso e aí criam-se mil problemas em torno de algo que na prática é bastante simples.

Dentro de nossa home page será disponibilizado para vocês, o material que mostra quais são os elementos da reforma e que também mostram o que foi que mudou de fato, que é para poder complementar nosso trabalho.

[SULIVAN] Até para desconstruir esse paradigma de que foi para complicar, muito pelo contrário, foi para facilitar nossa vida, como é o exemplo que deu da trema. Eu sou bem sincero em dizer que, particularmente, nunca usei a trema.

[NÉLSON] Pronto, agora não erra mais. É uma pessoa adaptada a correção gramatical.

[SULIVAN] Vamos olhar com foco na solução, já estou adaptado há muito tempo.

[NÉLSON] Sua geração se adaptou perfeitamente.

[SULIVAN] Já tinha previsto isso há muito tempo. Agora temos a Dica do Professor. Qual é a dica de hoje?

DICAS DO PROFESSOR

[NÉLSON] É o emprego de uma palavra que muitas vezes falamos e erramos, o verbo pisar.

Imagine o seguinte. O novo funcionário chega em uma empresa e lê na plaquinha lá a seguinte frase:

— Não pise na grama do jardim.

Ele chega para o segurança da empresa e pergunta:

"O que não pode pisar, a grama ou Jardim?".

Essa dúvida procede porque quando digo pisar, – é a característica desse verbo – esse verbo diz que quem pisa, PISA ALGUMA COISA e NÃO EM ALGUMA COISA, é uma questão de regência, não existe a preposição EM ALI.

Então pisa, pisar A grama e não NA grama. Quando coloco esse NA, estou determinando que a grama é o lugar, então se há o lugar que é a grama; a grama é o lugar? Grama é o lugar, então piso a grama, o jardim é o lugar.

Então eu piso a grama no jardim; eu piso no Jardim a grama, agora, não piso no jardim, porque aí vai faltar o complemento. Quem pisa, pisa algo que estou pisando.

[SULIVAN] E nem piso na grama e no jardim?

[NÉLSON] De jeito nenhum. Piso a grama no jardim; a grama do jardim. Não piso no jardim, porque se não está faltando completar essa ideia e aí as pessoas não sabemos disso pisam a bola.

– Você pisou a bola.

Ninguém vai entender, mas é a maneira correta de se falar. Quem pisa, pisa algo e não em algo.

E pisei, pisei o seu pé. Pisei a bola. Pisei o tomate.

[SULIVAN] Então aquele velho ditado que "pisou na bola" que tanta gente fala, está errado?

[NÉLSON] Está errado. Uma pessoa que faz isso, pisa a bola mesmo.

Agora, finalizando esse nosso trabalho, vem o Sulivan França com o Minuto do Coaching.

[SULIVAN] O Minuto do Coaching, hoje, deixa duas perguntas para você, nosso ouvinte, na próxima semana antes de nos encontrarmos na próxima quinta-feira.

MINUTO DO COACHING

O QUE VOCÊ VAI DEIXAR PARA SER LEMBRADO?

DO QUE MAIS SE ORGULHA DE REALIZAÇÃO, DO PONTO DE VISTA PESSOAL, O QUE FEZ ATÉ, HOJE, QUE MAIS SE ORGULHA?

Pense sobre isso. Esse é o Minuto do Coaching de hoje. Nos encontramos na próxima quinta-feira. Um grande abraço a todos.

[NÉLSON] Um grande abraço a todos e até o nosso próximo programa.

♪ [tema acertar é humano] ♪

Você ouviu pela Mundial o Programa Acertar é Humano. Apresentação Sulivan França e Nélson Sartori. Uma produção da Sociedade Latino-Americana de Coaching, a elite do coaching no Brasil.

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