Há três elementos que lideram a lista dos mais importantes para o trabalho de equipe bem-sucedido. Se eles não estiverem presentes, surge uma interferência maciça. Para ser sincero, eles são evidentes, mas minha experiência dita que quase sempre se presume que são óbvios e claros para todos os envolvidos. O “cegamente óbvio” simplesmente cega, e a falha é iminente. Esses três elementos são: quem, o que/ qual e como. Quando um grupo de pessoas se une para fazer uma tarefa, cada indivíduo precisa entender quem é cada pessoa na equipe, qual é a tarefa e como fazê-la. O grau de falta de clareza dessas coisas é o grau em que a eficiência é reduzida. Nesse contexto, entender “quem é cada pessoa” significa ter suficiente percepção sobre elas para confiar nelas, e suas intenções são claras.

O “o que/qual” significa que há clareza sobre a tarefa que o grupo enfrenta: por que eles estão fazendo isso e qual seria a aparência do sucesso. É interessante notar que “tarefa” tem dois níveis. O Primeiro Nível é o resultado final, o objetivo. O Segundo Nível, com frequência mais difícil de discernir, refere-se àquilo que precisa ser feito imediatamente para progredir eficientemente em direção ao objetivo do Primeiro Nível.

A equipe pode ter que lidar com um problema de relacionamento no grupo antes de poder discutir o que pode ser um assunto mais óbvio, como uma questão de estratégia. Se o time fracassar ao lidar com o Segundo Nível, seus integrantes certamente vão ficar desunidos ao discutirem a estratégia.

A interferência bloqueará sua capacidade de ter uma conversa criativa significativa ou, ainda pior, algumas pessoas cuja opinião pode ser essencial podem simplesmente “ficar de fora” e mais tarde alegar que nunca concordaram com o que foi feito. O “como” diz respeito ao processo de atingir as metas do Primeiro Nível. Refere-se a um amplo espectro de atividades, de estratégia e prioridades para comunicação, frequência de reuniões e regras básicas.

O grau em que esses elementos precisam ser claros, entendidos e harmonizados é ditado pela dificuldade de tarefa. Uma reunião de grupo para decidir a alocação de vagas de estacionamento não precisa do mesmo nível de discernimento e clareza do que sobre quem, o que e como uma equipe responsável pela construção de uma fábrica de $ 300 milhões necessita.

Myles Downey, em Coaching Eficaz, editora CENGAGE Learning, 3ª edição, 2010.