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PROGRAMA ACERTAR É HUMANO

#006

No programa do dia 27/03, Sulivan França e Nélson Sartori falaram sobre “Os 5 sinais de que o empreendedor não sabe delegar tarefas”. Os apresentadores comentaram como isso pode afetar os resultados das organizações. Em seguida, o professor Nélson Sartori falou sobre a concordância gramatical, na “Dica do Professor”. E, para finalizar, no “Minuto do coaching”, o Master Coach Sulivan França deixa a pergunta da semana para o líder empreendedor refletir.

006 - Programa Acertar é Humano: de 27/03/2014

Programa Acertar é Humano (27/03/2014)

NÉLSON SARTORI e SULIVAN FRANÇA

Tempo de áudio
25 minutos e 32 segundos
Legenda
... ➔ pausa ou interrupção do discurso
[...] ➔ palavra/trecho incompreensível
[comentário] ➔ comentários do transcritor

♪ [tema acertar é humano] ♪

Começa agora na Mundial Acertar é Humano, um programa que apresenta crônicas com humor e foco na solução, sempre falando de temas diversos como empreendedorismo, liderança, esporte, atualidades, comunicação entre outros. Tudo isso seguindo a filosofia do coaching.

Programa Acertar é Humano, uma produção da Sociedade Latino-Americana de Coaching, a elite do coaching no Brasil. Apresentação Sulivan França e Nélson Sartori.

[SULIVAN] Bom dia, ouvinte Mundial. Bom dia, Nélson!

[NÉLSON] Bom dia, Sulivan França! Tudo certinho?

[SULIVAN] Tudo ótimo.

Estamos aqui mais uma vez para começar mais um programa Acertar é Humano, hoje com um tema muito curioso e debatido.

[NÉLSON] Hoje vamos abordar aqui no nosso programa quais são os cinco sinais de que um empreendedor não sabe delegar tarefas, e pior o disso tudo: o que representa não delegar tarefas.

Para que delegar, Sulivan?

[SULIVAN] Você que é empreendedor, você que tem o seu negócio, você que está pensando em empreender ou que é líder de uma equipe, tem a necessidade de delegar, tem a necessidade de lidar com pessoas no dia a dia, fique atento ao tema de hoje, que são os cinco sinais de que um empreendedor não sabe delegar tarefas.

CINCO SINAIS DE QUE UM EMPREENDEDOR NÃO SABE DELEGAR TAREFAS E O QUE ISSO REPRESENTA?

[SULIVAN] Vamos começar com esses cinco tópicos.

O Nélson trouxe uma pergunta bem interessante: por que delegar? Por que é importante delegar? Qual a importância de delegar hoje para o empreendedor?

O sujeito que é empreende constrói. Então já sabemos que o cara que empreende faz, faz a coisa acontecer. Esse cara, nessa ânsia de fazer a coisa acontecer, quando não dá importância o delegar, ele começa a se tornar um sujeito sobre carregado.

Quem é empreendedor que está nos ouvindo, que tem o seu negócio, que há anos não tira férias? Você conhece alguém assim, Nelson?

[NÉLSON] Ai, meu deus do céu!

[SULIVAN] [risos]

[NÉLSON] Esse é um dos grandes problemas.

Mas por que isso acontece? Por que delegar é tão difícil para quem está liderando uma equipe ou empreendendo uma empresa?

[SULIVAN] Aí olhamos esse tópico – delegar – e o primeiro ponto que falamos é o seguinte.

Colocamos a questão das férias; quantos não tiram férias há anos? Não se ausentam do seu trabalho há anos?

Isso está diretamente ligado ao não delegar.

Eu costumo dizer que o fato do empreendedor, ou o fato do gestor ou fato do dono do negócio não delegar acarreta em dois pontos fundamentais: (1) ele não consegue tirar férias, não se ausenta do negócio e (2) ele não vai bem da saúde com certeza.

O não delegar vai além do que afetar o negócio, vai além do que afetar relação líder-liderados, ele vai além do que afetar os resultados do negócio, ele vai para afetar também a saúde desse empreendedor.

[NÉLSON] Com certeza.

Até mesmo porque ele se coloca referencial absoluto.

Eu tenho um amigo que diz o seguinte. Alguns acredito que aquilo que o trouxe até o momento vai continuar levando ele adiante e nem sempre isso é verdade.

Esse meu amigo que fala isso aí conhece bem sobre o assunto.

[SULIVAN] Eu já ouvi isso algumas vezes.

[NÉLSON] [risos]

É o próprio Sulivan França que diz isso aí.

Qual é a questão? É uma questão de falta de confiança?

[SULIVAN] Acredito que falta de confiança é um dos fatores.

Essa falta de confiança em outros para que ele não delegue justamente vem pela autoconfiança que ele tem em si.

[NÉLSON] Ele se vê como alguém autossuficiente.

[SULIVAN] Exatamente. Então ele se sente tão autossuficiente que ninguém, por melhor que faça, jamais vai fazer como ele faria ou como ele sempre fez.

Essa autoconfiança em excesso gera uma desconfiança das outras pessoas e isso vai impactar diretamente a questão do delegar.

Também muitas vezes o sujeito até delega, até o existe o delegar, só que ele delega e sai fazendo junto. Então ele também atropela.

Eu já tive diversas situações com empreendedores, conversando sobre esse tópico delegar, que falam assim: "Eu delego.". Quando você vai ver, de fato ele delega, mas ele delega e sai fazendo junto. Muitas vezes, por ele ser um cara empreendedor, ele tem um padrão comportamental mais rápido, mais ágil do que outras pessoas normalmente, é uma característica predominante nessas pessoas empreendedoras, isso faz com que ele saia fazendo. Então ele não tem muita paciência.

Você vai ver que é um outro tópico que vamos tocar lá na frente.

[NÉLSON] Ele assume tudo. Afinal de contas, ele não confia não necessariamente, mas, quando ele começa a trabalhar junto, ele acaba no seu ritmo, que é incorporando, e faz tudo. A hora em que chegar o momento de ver os resultados, mais uma vez ele foi quem produziu tudo aquilo.

Ele cria uma insegurança na equipe e cria em si o autorreferencial de competência.

[SULIVAN] Não todos e não generalizando, mas a maioria dos empreendedores tem o perfil do ontem e não do amanhã. Não sabe esperar, não existe o daqui a pouco, existe o já fizemos, existe o ontem, existe o imediatismo.

Você vai ver que, dentro dos cinco sinais, começamos a abordar esse primeiro, que foi o delegar, temos outros sinais. Ele não prepara a equipe. É um sinal.

O segundo sinal, ele assume a tarefa do meio do processo. É esse atropelo que muitas vezes ele acaba cometendo. É extremamente impaciente.

[NÉLSON] Com certeza. Que é o que o levou a fazer isso.

[SULIVAN] A impaciência impera aí.

Existe uma falta de comunicação porque esse sujeito tem um processo mental tão ágil, tão rápido... E um fator muito curioso que percebemos nesse perfil de pessoas empreendedoras é que há um padrão muito comum nesses empreendedores.

Conversando com empreendedores sobre esse tema, eles falam: "Nossa! Como isso é verdade.".

Então você, ouvinte, pode neste momento estar se identificando com o assunto, que de repente é empreendedor, tem o seu negócio e está se identificando com os tópicos que estamos falando.

Outro tópico muito curioso é o quarto, que é a falta de comunicação. Só que essa falta de comunicação acontece não necessariamente porque ele não só fala, não só porque ele não comunica. Há uma característica muito importante desse empreendedor que gera a falta de comunicação que é a percepção de ter dito.

Ele tem a certeza de que falou, tem convicção absoluta de que falou, só que na verdade muito vezes ele não passou o recado para a equipe e isso gera a falta de comunicação.

Qual é o perfil desse padrão desse empreendedor?

Ele tem um processo mental tão rápido, tão ágil, que muitas vezes ele pressupõe que fez sem ter feito e assume aquilo como uma verdade absoluta, dar como feita a tarefa e muitas vezes ele acabou nem passando nada para a equipe também. Isso gera um problema na comunicação e uma falta de comunicação absurda.

[NÉLSON] Até a própria consciência do que é comunicar.

Comunicar é tornar comum, é dividir. Dividir significa uma parte eu falo e outra parte eu ouço. Eu tenho de ouvir também.

Muitos comunicadores dizem: "Eu me comunico muito bem com a minha equipe.". Não, você faz o monólogo, você fala, você transmite, mas não ouve. O resultado é qual? Você não acompanha o desenvolvimento dos trabalhos e acaba fazendo aquilo que você disse: assume todo o trabalho para si.

Veja a metáfora do próprio paternalismo dentro disso. É o que acontece muitas vezes dentro de uma família, que o pai assume todas as responsabilidades e acaba cometendo o erro de não preparar um filho para a vida porque ele assume, não confia, acha que ainda não está preparado. Se tem como referencial.

Esse tipo de comportamento não está ligado só à empresa, é a vida, como você falou. Ele sobrecarrega, ele retira responsabilidade dos outros e não prepara. Aí que entra o problema.

[SULIVAN] Esse é um fator também que afeta diretamente aquelas empresas consideradas familiares.

[NÉLSON] Porque ela nasceu de potencialidades individuais e não sabe progredir.

Como eu preparo? Como eu passo a minha empresa adiante?

Porque ela tem de crescer e eu não vou dar conta nem estarei à frente dela o tempo todo.

[SULIVAN] Perfeitamente.

O quinto sinal é: não estabelece controle. É o empreendedor que não estabelece um controle.

O primeiro que falamos lá, que é não preparar a equipe, esse sujeito acredita que, por conta daquele imediatismo, daquele modelo mental de execução muito rápida, ele acredita que parar para ensinar, parar para preparar uma equipe é perder tempo.

[NÉLSON] Aí que entra uma das questões que vem bater com a questão do treinamento, ou seja, do prepara, da orientação. É a capacitação do próprio empreendedor. Ele tem de saber planejar e saber orientar esse planejamento.

Muitos se perdem dentro desse universo administrativo justamente por falta das técnicas e ao mesmo tempo de saber como lidar com as pessoas, como lidar com o seu trabalho, com o seu projeto.

O que eles precisam é de um bom trabalho de coaching.

[SULIVAN] É aí justamente que entra o processo de coaching.

Uma das coisas que eu comento muito em nossos treinamentos de líderes, que às vezes até as pessoas ironizam quando eu brinco, é que liderar é muito fácil.

E liderar é fácil. Você pode liderar por imposição.

— Mas isso não é forma de liderança.

Não deixa de ser uma forma de liderança. É uma forma de liderança.

[NÉLSON] Lógico que é.

[SULIVAN] A maior dificuldade hoje do líder é tornar sua equipe autoliderável.

Aí eu brinco com eles. O treinamento começa por volta de umas nove e isso eu comento por volta de umas dez e meia. Eu falo: "Quem aqui não recebeu nenhuma mensagem no Blackberry? Quem não recebeu nenhum e-mail ainda da sua equipe? Ok. Então você tem uma equipe autoliderável.".

Muitas vezes o sujeito não pode se ausentar da empresa por uma hora, uma hora e meia que o telefone dele não para de tocar, ele não para de receber mensagem, ele não para de receber e-mail da equipe demandando situações para ele. Isso é um belo de um exemplo de uma equipe que não é autoliderável.

[NÉLSON] Sim. Ao mesmo tempo ela representa um status. Aí que entra o caráter individual e pessoal. Ele compreende isso aí como a sua manifestação de onipotência, "eu sou o poderoso dentro da estrutura".

Esse é o primeiro erro a ser cometido dentro de um trabalho de equipe.

[SULIVAN] E ele não prepara a equipe. Tem tudo a ver com o primeiro sinal de que o empreendedor não sabe delegar: o não preparar a equipe.

Se você não prepara a sua equipe, se você não ensina a sua equipe, se você não acompanha a sua equipe, você está dentro do nosso tema de hoje, ouvinte, do não preparar a sua equipe.

O segundo tópico é: assume a tarefa no meio do processo.

[NÉLSON] Sim. Porque não planejou (primeiro tópico).

[SULIVAN] Não planejou, não preparou.

[NÉLSON] E agora faz o quê? Quando ele vê a situação...

[SULIVAN] ...Preciso apagar um incêndio. É simples assim.

[NÉLSON] Exatamente. E aí ele assume tudo. Não trabalho nem mesmo com o aperfeiçoamento da sua equipe porque não há espaço para avaliação, não há espaço para organização.

[SULIVAN] Muita gente fala: "Quando eu não assumo a tarefa no meio, a coisa não acontece. Se eu não pegar, se eu não fizer, não acontece.". Normalmente é esse o paradigma que o empreendedor faz. "Se eu não fizer, ninguém faz.". Mas ninguém faz porque você não preparou ninguém para fazer. A responsabilidade é sua como líder.

Isso vai afetar diretamente a produtividade, a competitividade da empresa por menor ou maior que ela seja, vai impactar no final em uma coisa simples: resultado.

[NÉLSON] Eu achei interessante que o nosso ouvinte faça o seguinte.

Nós falamos sobre a estrutura do empreendedor, mas também é importante que ele também projete isso aí na sua vida porque ele tem de gerenciar sua própria vida, seu próprio trabalho, administração da sua casa, administração das suas finanças.

Isso daí traz as mesmas características dentro de um universo familiar em que a pessoa não está sozinha.

Como ela lida com tudo isso?

É bastante comum você ver estruturas familiares concentradas na existência de um único indivíduo e de repente toda uma família se desestrutura quando ele falta. Isso acontece muito.

Imagine dentro de uma empresa totalmente construída em torno da figura do líder inicial, daquele que tinha sua potencialidade, que começou tudo isso. Significa que tudo vai por terra no dia em que esse empreendedor deixar a empresa, ou porque se aposenta ou porque até mesmo passa dessa para uma melhor.

[SULIVAN] Também.

Nélson, eu posso te dizer o seguinte.

Por experiência, por trabalhar com alguns executivos, o delegar é uma das competências mais difíceis de serem trabalhados.

[NÉLSON] Com certeza. Você tem de abrir mão de você.

[SULIVAN] Demais.

Eu costumo dizer que por trás do delegar tem uma coisa simples que as pessoas não se dão conta, que é o desapegar.

O sujeito não desapega das suas atividades, ele tem amor, principalmente quando ele construiu o negócio, quando ele é empreendedor.

Você quer ver um fato curioso?

Uma vez eu trabalhei um processo de sucessão dentro de uma grande empresa onde o pai estava passando o bastão para o filho. Eu brincava com os dois que havia uma coisa muito interessante ali que era o amor do criador pelas criaturas.

Que criaturas?

A criatura filho, que foi ele que criou, e a criatura empresa, que foi ele que criou.

Ele se desapegar de tudo que havia criado para passar para aquele que ele também havia criado fazia ele entrar em um conflito muito grande.

Aí que vemos a complexidade do delegar.

Muita gente fala: "É só delegar.". Mas delegar não é algo tão simples de ser trabalhado, é uma competência muito difícil de ser desenvolvida. Não é impossível, mas é muito difícil de ser desenvolvida.

Para isso que você tem um processo de coaching.

[NÉLSON] Porque essa relação está coagulada, está estagnada. Isso impede que um dos fatores importantes que garantem a sobrevivência de qualquer empresa, que é o crescimento.

Como eu cresço se a minha mentalidade não muda, se eu não permito a oxigenação através da chegada de novas ideias?

[SULIVAN] Perfeitamente.

Mais grave do que isso, quando o líder assume a tarefa no meio, assume uma tarefa da equipe dele, ele de uma mensagem para a equipe dele, ou várias mensagens.

Uma delas é: "Eu não confio".

[NÉLSON] Principalmente.

[SULIVAN] Principalmente.

Outra muito grave que o líder acaba dando para a equipe é, além do "não confio", é "vocês não deram conta; alguém precisa fazer esse trabalho".

Então é algo muito grave essa questão do delegar e o assumir a tarefa no meio do processo.

E o terceiro tópico é: impaciência.

[NÉLSON] Isso é sintomático nessa situação.

Por que um líder faz isso, tem essa impaciência? Será que é por que ele se sente inseguro em relação aos outros?

[SULIVAN] Exatamente isso.

Muitos empresários começaram só. Sou começaram sozinhos ou começaram com uma pessoa, que não é necessariamente uma equipe ou uma equipe de uma (vamos dizer assim) ou duas pessoas. Isso fez com que ele, no início do negócio, se desdobrasse e realizasse uma série de tarefas.

Isso gera para ele (aquela questão lá atrás no primeiro tópico, aquilo que você trouxe, que foi o delegar) uma insegurança tão grande que, por consequência, por ele ter uma segurança tão grande no seu próprio desempenho, gera uma insegurança no desempenho do outro.

[NÉLSON] Lógico. Se o espelho é ele...

[SULIVAN] Exatamente.

[NÉLSON] Ele vira o reflexo da empresa.

Isso é um dos paradigmas que deve ser quebrados porque a empresa cresce muitas vezes mais rápido, se moderniza mais efetivamente do que o seu criador. É a questão das tecnologias.

Imagina hoje em dia uma empresa que lida com organização dentro do universo de tecnologia. Ela precisa mais do que nunca acompanhar esse universo.

Como conseguimos acompanhar hoje em dia o nosso filho dentro da tecnologia? O computador hoje em dia faz de tudo. Quando você está começando a aprender, eles já passaram aquela fase.

Na empresa é a mesma coisa.

[SULIVAN] Essa impaciência gera uma insegurança que gera para ele uma insegurança em repassar a responsabilidade para a sua equipe.

É uma dica, uma recomendação para cada empresário, ter uma paciência na hora de ter de delegar uma tarefa e, quando passar isso, procurar acompanhar a execução sem pôr a mão na massa.

Eu sei que nas primeiras práticas vai ser um tanto quanto desafiador, mas é importante, além de educar a equipe, se reeducar.

[NÉLSON] Isso é uma questão de organização porque ele tem de ter a visão.

Como eu vejo meu futuro? Através do meu planejamento.

O importante é o seguinte. O que as pessoas não sabem é que existem ferramentas de treinamento para isso. Esses problemas que estão sendo abordados aqui podem ser minimizados através de treinamento, através do prepara com ferramentas, o que o trabalho do coaching permite que seja feito.

Por isso surge a importância de preparar os coaches, a importância de dar esse tipo de trabalho, que não é algo básico, é algo importante.

[SULIVAN] Perfeitamente.

O quarto tópico é a falta da comunicação.

A comunicação eu diria que é a segunda competência mais desafiadora a ser trabalhada depois do delegar.

Muitas vezes o empreendedor infere que comunicou e não comunicou. Então a dica é: verifique se de fato você comunicou, acompanhe.

[NÉLSON] Avalie.

[SULIVAN] Exatamente. O avaliar vai entrar diretamente com o quinto tópico, que é o não estabelecer controle.

Se você não estabelece controle, você não tem como avaliar, se você não estabelece prazo, você não tem como avaliar, se você não tem prazo, você não tem controle. Tudo isso está muito ligado.

Eu comunico muito bem, isso me ajuda a estabelecer um controle mais claro, ajuda a dizer para a minha equipe "estou acompanhando, estou de perto, sei o que está acontecendo, sei o que estou fazendo, estamos juntos aqui".

Estabelecer um controle também é importante, seja qual for a tarefa dentro da tua empresa, micro, pequena, média empresa, há como você estabelecer um controle.

[NÉLSON] Sem você assumir a tarefa.

[SULIVAN] Sem assumir a tarefa. Eu assumir o controle não significa eu fazer a tarefa, significa eu saber quando, como e onde essa tarefa tem de ser executada e de que forma.

[NÉLSON] Através da comunicação.

[SULIVAN] Perfeitamente. Aí você melhora a comunicação.

Esses foram cinco sinais de que o empreendedor não sabe delegar.

Só recapitulando para quem pegou o programa pela metade.

Não prepara a equipe.

Assume a tarefa no meio do processo.

Falta de comunicação.

Não estabelece o controle.

Esse foi o nosso tema de hoje.

Agora vamos ficar com a Dica do Professor.

DICA DO PROFESSOR

[SULIVAN] Qual é a Dica do Professor hoje, Nélson?

[NÉLSON] Hoje a nossa dica trabalho bastante com alguns aspectos de curiosidade, mas ao mesmo tempo é a falta de controle na própria linguagem.

Minha gente, quando você estabelece uma comunicação, existe uma hierarquia lógica dentro do processo de comunicação.

O que significa isso?

Existem termos que são determinantes e existem aqueles que acompanham. É uma liderança dentro da comunicação, dentro do trabalho de concordância.

Vamos entender o que é concordar?

Concordar é saber relacionar o termo dominante com o termo dominado.

Sabemos é que é concordância? Sabemos. As coisas atendem essa lógica, combinando elementos, principalmente gramaticais, de forma coerente.

Eu tenho masculino e feminino. Eu tenho o masculino concordando com o masculino, feminino com feminino, plural com plural, singular com singular.

Vamos ver o exemplo bem básico disso aí?

"O homem é muito inteligente.".

Eu posso dizer que "o homem é bastante inteligente". Só mudei uma palavra.

E se eu dissesse que "nesta sala há muitas pessoas"? Na sequência, poderia usar o mesmo "bastante" que usei em cima, só que eu diria que "nesta sala há bastantes pessoas".

Isso dói, não dói? Por quê?

Porque muitas vezes não estabelecemos uma relação apropriada, então usamos palavras de maneira porque em nossa cabeça estamos sempre falando "bastante" no singular e não estou percebendo que em é "bastante" são as pessoas. Então eu deve obedecer a essa estrutura.

Outro exemplo.

O homem é masculino. A mulher é feminina. Mas eu não posso dizer que o homem é feminino e que a mulher é masculina?

Perceba que as palavras "masculino" e "feminino" concordam com "homem"? "Homem" é um substantivo masculino. É "homem masculino", mas quando eu ponho a palavra "feminino", ele vira "homem feminino".

Então posso dizer o seguinte. O jacaré é macho. Como eu digo o seu inverso? Eu vou ter de dizer que esse jacaré é fêmeo.

Espera um pouquinho! Como assim "fêmeo"?

[SULIVAN] Curioso, Nélson.

[NÉLSON] Eu estou concordando o meu adjetivo "fêmeo" com o substantivo masculino.

Substantivo manda, adjetivo obedece.

Então o que ele deve fazer?

Da mesma forma que digo que o "jacaré é macho", eu tenho de dizer que o "jacaré é fêmeo".

E a cobra? Não é fêmea?

Então, no seu oposto, eu tenho de dizer que a cobra é macha.

Olha que coisa interessante.

Nesse sentido, se o homem é valente, ele é cabra-macha, pois cabra é um substantivo feminino e o termo deve acompanhar.

Daí a nossa conhecida música determinar uma informação: Paraíba masculina, mulher macha.

Sim, senhor. Esse é o correto.

[SULIVAN] Evaldo, aí a Dica do Professor.

O Evaldo adorou a Dica do Professor de hoje. [risos]

[NÉLSON] Ele gostou [risos]

E agora, com vocês, o Minuto do Coaching, com Sulivan França.

[SULIVAN] Perfeito.

Eu vou deixar a pergunta para aquele líder empreendedor, aquele que se identificou com o nosso tema de hoje, que inclusive, perante sua equipe, pode ter a fama de cabra-macha.

Vou deixar uma pergunta para você, líder, que se identificou com o nosso tema de hoje. Você que tem sua equipe e que reclama da sua equipe, parece que você fala uma coisa em português para eles e eles entendem em inglês, para você que tem essa percepção, eu vou deixar uma pergunta no Minuto do Coaching para você, líder.

O QUE VOCÊ TEM CONTRIBUÍDO PARA QUE SUA EQUIPE SEJA COMO ELA É?

Pense sobre isso.

Nos encontramos na próxima quinta-feira, às sete da manhã.

Grande abraço a todos.

[NÉLSON] Grande abraço, Sulivan! Grande abraço, ouvintes!

♪ [tema acertar é humano] ♪

Você ouviu pela Mundial o Programa Acertar é Humano. Apresentação Sulivan França e Nélson Sartori. Uma produção da Sociedade Latino-Americana de Coaching, a elite do coaching no Brasil.

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#004

Neste programa foi abordado o tema sobre as gerações: baby boomers,Y, X e Z e os diferentes comportamentos de cada uma dessas gerações. Sulivan França e Nélson Sartori ainda comentam o relacionamento entre as pessoas de diferentes gerações dentro do contexto corporativo e no relacionamento entre pais e filhos. No momento “Dica do Professor” Nélson Sartori fala sobre o cuidado ao usar a palavra “onde”. E por fim, o Master Coch Sulivan França lança no Minuto do Coaching uma questão para reflexão.

003 - Programa Acertar é Humano: de 06/03/2014

#003

No programa do dia 06/03 Sulivan França e Nélson Sartori falaram sobre o universo da Comunicação Empresarial no ambiente corporativo e sobre a importância do domínio da Língua Portuguesa para o sucesso das relações pessoais e comerciais. O Professor Nélson Sartori ilustrou os problemas com a Língua portuguesa com a sua tradicional charge no momento da dica do professor e o Master Coach Sulivan França lançou mais uma vez seu desafio com questões poderosas no Minuto do Coaching.

002 - Programa Acertar é Humano: de 27/02/2014

#002

Nesse programa, Sulivan França e Nélson Sartori abordam a questão sobre o conceito de o que é e o que não é coaching. São mostrados os 3 pilares básicos desse trabalho e além de ilustrações das diferentes formas de atuação do profissional do coachig.

001 - Programa Acertar é Humano: de 20/02/2014

#001

No momento da dica do professor, foi apresentada a questão do comum no uso equivocado da preposição “para”. O programa terminou com a proposta ao ouvinte de duas questões de avaliação pessoal dentro da dinâmica do “life coaching”.

Programa Foco e Gestão com Sulivan França

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