Segurança psicológica é uma “crença comum aos membros da equipe de que ela é segura em termos de se assumir riscos interpessoais”. Uma autoridade global nesse quesito é Amy Edmondson, que explica o seguinte:
A segurança psicológica da equipe envolve uma confiança entre as pessoas, embora vá além disso; ela descreve um clima dentro da equipe caracterizado por confiança interpessoal e respeito mútuo, no qual as pessoas se sentem confortáveis como são.

Seu estudo compreende mais de cinquenta equipes de trabalho, e mostra que, quanto mais as pessoas sentem que podem se abrir com os colegas a respeito de assuntos interpessoais ou de trabalho, maior é a aprendizagem nesse grupo e, por isso, mais eficiente é a equipe.

Nas equipes com baixa segurança psicológica, é arriscado dizer se o que se tem em mente. Admitir falta de conhecimento ou pedir ajuda pode dar a impressão de que haverá perda de prestígio com uma imagem de incompetência ou de ser culpado por falhas da equipe. Também pode ser arriscado levantar questões capazes de deixar um colega em “maus lençóis”. O potencial custo de uma atitude aberta, em termos de ameaça e constrangimento, é maior que a recompensa por adotá-la, mesmo quando as pessoas sabem que a equipe e a organização irão, em última instância, beneficiar-se da fraqueza. Muitos esforços e numerosas oportunidades de aprendizagem são perdidos porque as pessoas estão preocupadas em manter a imagem social que acham que o grupo exige delas. 

Nas equipes em que é alta a segurança psicológica, por outro lado, há boa vontade em lidar com questões difíceis, em tratar aberta e honestamente de conflitos como meio de aumentar a eficácia operacional, e em experimentar, aceitar e aprender com os erros e fracassos. A professora Edmondson descreve “um clima de equipe caracterizado por confiança interpessoal e respeito mútuo, no qual as pessoas se sentem confortáveis em ser como são”. Não adianta muito se uma ou duas pessoas apenas têm essa atitude: para que haja um impacto significativo sobre a aprendizagem da equipe, ela toda deve adotar e colocar em prática condutas abertas e diálogos sinceros. Essas “crenças comuns compartilhadas” compõem a rede de segurança da aprendizagem.

Uma das principais conclusões de Edmondson é que o coaching pelo líder da equipe está associado à aprendizagem da equipe e à segurança psicológica. Outras conclusões são que a aprendizagem da equipe está associada à “crença compartilhada que a pessoa não será culpada pelos outros membros da equipe, com quem se pode contar para ajudar e que não são punitivos”; e também que “a interpretação das intenções dos outros, dentro da equipe, desempenha um papel importante em sua abertura aos feedbacks; ao acreditar que as intenções dos outros são de colaboração e não de crítica, a equipe toda tende a interpretar os feedbacks negativos como comentários amistosos, e não como ataques”.

David Clutterburck em Coaching Eficaz: Como orientar sua equipe para potencializar resultados

Sulivan França
Atual Presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching, Sulivan França é Master Coach Trainer por meio da International Association of Coaching Institutes, possui licenciamento individual conferido pelo Behavioral Coaching Institute (BCI) e credenciamento individual junto a International Association of Coaching (IAC) além de Master Trainer por meio da International Association Of NLP Institutes.
Siga-me no   GOOGLE+