Dados da International Stress Management Association - Isma-Brasil revelam que mais da metade dos brasileiros economicamente ativos sofrem com a sobrecarga profissional e os excessos que a cercam. Adoecemos porque o estresse constante é interpretado pelo nosso organismo como uma situação de perigo podendo desencadear desequilíbrios do sistema imunológico e distúrbios psicológicos.

Em linhas gerais a síndrome de esgotamento profissional, chamada de burnout (do inglês, burn out, "totalmente queimado", "consumido", "esgotado"), inicia-se com a sensação de exaustão, o investimento de energia no trabalho é rebaixado, podendo trazer a sensação de ineficiência, com isso a atividade profissional deixa de oferecer as mesmas recompensas psicológicas, ocasionando desânimo, sensação de impotência e incompetência.

As causas dessa síndrome compreendem um quadro de fatores individuais e ambientais, que estão ligadas a uma percepção de desvalorização profissional. Então desde um ambiente hostil, desapontamento com a evolução da carreira, relações extremamente conflituosas, carga horária excessiva, a forma como o gestor conduz a equipe, entre outros fatores podem contribuir com a manifestação do burnout.

Estudos revelam que essa síndrome é composta por 3 componentes principais: esgotamento (físico e mental), sensação de impotência e falta de expectativas.

Alguns pesquisadores categorizaram essa síndrome em 12 estágios. Importante ressaltar que ela se desenvolve de maneira lenta, esses estágios podem alternar-se ou se suceder ou ainda ocorrer ao mesmo tempo, reconhecer os riscos é essencial.

São eles:

1- Necessidade de autoafirmação: Desejo de fazer tudo de forma perfeita, medo excessivo de errar ou ambição exagerada na profissão geram a compulsão por desempenho;

2- Dedicação intensificada: Para fazer jus às expectativas desmedidas, a pessoa intensifica a dedicação e passa a fazer tudo sozinha;

3- Descaso com as próprias necessidades: A vida profissional ocupa quase todo o tempo. A renúncia ao lazer e ao descanso é vista como ato de heroísmo;

4- Evitação de conflitos: A pessoa percebe algo errado, mas não enfrenta a situação temendo deflagrar uma crise. Surgem os primeiros problemas físicos;

5- Reinterpretação dos valores: Isolamento e negação das próprias necessidades modificam a percepção. Amigos e passatempos são desvalorizados. Autoestima é medida pelo trabalho;

6- Negação de problemas: O profissional torna-se intolerante, julga os outros incapazes, exigentes demais ou indisciplinados;

7- Recolhimento: A pessoa se afasta dos outros, parece irritada e sem ânimo. No trabalho, limita-se ao estritamente necessário. Muitos recorrem ao uso de álcool e drogas;

8- Mudanças evidentes de comportamento: Quem era tão dedicado e ativo revela-se amedrontado e apático. Atribui culpa ao mundo, mas sente-se cada vez mais inútil;

9- Despersonalização: Desvaloriza todos e a si próprio, relega necessidades pessoais. Deixa de fazer planos, só pensa no presente e a vida limita-se ao funcionamento mecânico;

10- Vazio interior: Sensação de que tudo é complicado, difícil e desgastante;

11- Depressão: Indiferença, desesperança e exaustão. A vida perde sentido;

12- Síndrome de burnout: Total colapso físico e psíquico, pensamentos suicidas. É urgente recorrer à ajuda médica e psicológica.

Uma maneira de prevenir o esgotamento é utilizando técnicas de meditação de atenção plena, além de muito simples, ajuda a lidar com o estresse e pode ser feita em qualquer lugar:

Sente-se com a coluna reta, num lugar mais tranquilo, com as mãos sobre as coxas;
Feche os olhos;
Respire pelo nariz de forma natural, prestando atenção no fluxo de ar;
Perceba o trajeto da respiração;
Não se prenda a nenhum pensamento, se distrair retorne para o movimento inspiração e expiração;
Após alguns minutos, imagine-se em um lugar tranquilo, o cenário que preferir (campo, praia, montanha), perceba tudo a sua volta sempre com atenção na respiração;
Aproprie-se de sentimentos de bem-estar e equilíbrio;
Lentamente abra os olhos e se espreguice.
A qualidade de vida é uma das armas para prevenir essa síndrome. E isso inclui cuidar da saúde, dormir e alimentar-se bem, praticar exercícios e manter uma vida social ativa.

Porque o sucesso está em você!

Abraço!



Informamos que esse texto é de inteira responsabilidade da autora identificada abaixo.

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Eliane Pardinho da Silva

Life Coach

Graduada em Psicologia e Administração de Empresas, pós-graduada em Gestão de Recursos Humanos com ênfase em Gestão de Pessoas, pós-graduanda em Neuroeducação e especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental. É Practitioner em PNL, membro da Sociedade Brasileira de Resiliência, analista comportamental DiSC® e PI®.