Está aberta a temporada de fazermos as resoluções para o Ano Novo. Se der um “Google” aparecerão várias listas com sugestão de mudança para nossas vidas e com o passo a passo para executar. 

E aí cabe fazer algumas perguntas: Podemos terceirizar nossa lista? Será que os objetivos são os mesmos para todas as pessoas? Quem é o “senhor” das nossas decisões, renúncias e consequências? O Google? A mídia? O sistema? A crise? 

E cabe continuar a reflexão: Será que não estamos terceirizando demais a nossa vida? Responsabilizar-nos por nossas ações saiu de moda? Se falharmos com certeza ficará mais fácil aceitar a derrota.

“Qual a parte que nos cabe nesse latifúndio? ”, como questionaria Chico Buarque. Toda a parte, dirá nossa consciência imediatamente. Precisamos assumir as rédeas das nossas vidas e fazer valer nosso potencial. E deveremos fazer isso no ano todo, focados nas soluções. 

Os problemas existem para nos distrair e nos desviar dos nossos objetivos. Precisamos contar com o plano A, e termos em mão – caso não dê certo – o plano B, C, etc.

Então, antes de elaborar ou copiar a lista perfeita, precisamos definir qual o nosso propósito

O que faz nossos olhos brilharem? Pelo que vale a pena acordar todos os dias? O que nos inspira? 

Com o propósito definido, a lista surge naturalmente. O entendimento do que queremos e buscamos, e o quanto isso está aderente aos nossos valores, é o que nos impulsiona e motiva a cumprir nossas resoluções. Ter consciência sobre o real sentido por trás dos nossos objetivos nos estimulará a nunca desistir.

Então, agora é hora de fazer nossas resoluções de Ano Novo, buscando fazer a diferença. Devemos olhar nossos objetivos por outro prisma: promoção ou ampliação da empresa pode significar a possibilidade de morar em um lugar que nos dê qualidade de vida; emagrecer fará com que a desejada calça menor do que usa hoje, caiba daqui um tempo; aprender uma nova língua proporcionará encontrar novas possibilidades de trabalho, novas amizades, novos destinos. 

Vamos posse definitivamente do que nos pertence: nossa lista, nosso objetivo e nossa vida.



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