Mas como isso é possível? Como vamos definir um ponto de equilíbrio se, naturalmente, pela própria vida, essas áreas são desequilibradas? Podemos adoecer, nos tornarmos pais, perdermos o emprego, sermos promovidos fazermos novas amizades, nossos amigos irem para longe. Ora um acontecimento, ora outro. A grande verdade é que nem sempre dá para prever o que vai acontecer.
São muitos os imprevistos que podem atravessar o nosso caminho e nos obrigar a sair daquilo que chamamos de ponto de equilíbrio, nos forçando a focar naquilo que não estava planejado. Com essa lógica, percebemos que nosso equilíbrio é utópico. Como lidar com a sensação de estar correndo atrás do pote de ouro ao fim do arco-íris?
Para alguns, a saída parece se focar em um objetivo e seguir em frente até a próxima curva aparecer - e muitos fazem isso - mas a que custo?
Entendo que podemos encarar isso de uma outra maneira. Pense em um equilibrista de pratos, aquele velho artista que equilibra pratos em hastes fixadas no chão. Ele começa equilibrando um a um e, na medida que inclui outros novos, ele se desdobra para atender a necessidade de todos antes que caiam.
Aqui faço um paralelo entre a arte e a nossa vida. Não existe um ponto exato de equilíbrio e, se ele não existe, o que precisamos é mudar a nossa maneira de enxergar, ou seja, aprender a equilibrar os nossos pratos durante o nosso tempo aqui.
Com o passar dos anos, vamos acrescentando novos pratos. Por exemplo: quando crianças, nossa atenção é exclusiva da família; crescemos e as preocupações começam a se dividir entre estudos e amigos; então, tomamos consciência da nossa espiritualidade, saúde, relacionamentos amorosos, vida financeira.
Chega uma hora que paramos de acrescentar pratos e começamos a socorrer os que já estão girando. E é aqui que precisamos ser inteligentes e atentos o suficiente para conseguir dar atenção a todos para que nenhum se quebre. É o tempo da vida em que nos tornamos equilibristas de nós mesmos. 
Ao receber uma promoção, por exemplo, é natural voltamos a atenção para as exigências que do novo cargo, porém, agora temos consciência de que não podemos negligenciar a família por muito tempo. Tal atitude pode trazer prejuízos e nos colocar em desarmonia nessa área. E este é apenas um exemplo de infinitas novas situações que podem nos ser apresentadas. O fato é que sempre que um prato é selecionado tendemos a esquecer dos outros.
No coaching, conseguimos mapear nossa vida e ter uma visão clara de como cada aspecto está sendo trabalhado. Também tomamos a consciência de que se cuidarmos de um só, corremos sério risco de termos grandes prejuízos em outros. Sendo conscientes desse entendimento podemos agir de maneira inteligente para otimizar resultados.
Apesar de toda a adversidade, acredito que reeducando nosso olhar, é possível conseguirmos nos adaptar às necessidades urgentes com sabedoria e programar nossos sonhos com o menor risco, desfrutando, assim, de uma vida mais consciente e equilibrada.

Informamos que esse texto é de inteira responsabilidade do autor identificado abaixo.

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Thiago Rocha de Paula Baptista

Master Coach

Thiago Baptista é Personal & Professional Coach, Professional Executive Coach e Master Coach formado pela SLAC (Sociedade Latino Americana de Coaching), certificado e reconhecido internacionalmente pela IAC (International Association of Coaching) e Analista Comportamental DISC (DiSC® Certified Trainer), ASSESS e SIX SECONDS. www.facebook.com/ThiagoBaptistaCoach