Modelo mental e a forma de relacionamento
Conscientemente ou não temos formas de pensar que determinam nosso comportamento. Algumas pessoas refletem muito antes de agir, outras agem mais por impulso, outras preferem não agir para não serem responsáveis pelas consequências dos seus atos. 

O que leva cada uma a ter um posicionamento diferente dos demais são modelos mentais, os quais definem nossa capacidade de ação e reação, que são estabelecidos com base em nossa biologia, linguagem, cultura e experiência pessoal, e nos fazem generalizar acontecimentos, determinando como agimos em cada situação.

Estes modelos mentais definem como percebemos, sentimos, pensamos e interagimos. Desta forma, é possível mergulhar em diferentes culturas, experiências e linguagens sem perder nossas origens. 

Sob este aspecto, é importante frisar que não existem modelos certos ou errados, pois eles estão ligados a forma ímpar como cada pessoa vê e vivencia o mundo, e o que pode ser certo para um pode não ser para o outro.

O ponto positivo destas diferenças de percepção é poder enxergar o mesmo fato sob diferentes formas e possibilidades. O ponto negativo consiste na dificuldade do indivíduo em abrir mão de seu modelo em favor de coisas melhores advindas das opções trazidas por outros, deixando assim, de acompanhar o ritmo das mudanças que ocorrem no ambiente em que está inserido. 

O ato de não ver os benefícios no que o outro lhe apresenta, traz em si o conflito em manter o relacionamento com os demais, pois não há um meio termo no qual dois modelos mentais podem conviver, mas sim a imposição de um único e correto, considerado pelo indivíduo que se impõe. 

Diante desta realidade, podem surgir conflitos entre as pessoas não pelo fato de existir a diferença, mas pelo entendimento de que a sua maneira de pensar e agir é a correta e a do outro não. 

O primordial neste sentido é trabalhar na busca de uma mudança de comportamento, pensamento e sentimento, se permitindo ouvir, analisar e entender o mundo e a vivência do outro, que difere da sua, e assim, buscando o equilíbrio entre as diferenças existentes.



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