A todo o momento nos deparamos com decisões a serem tomadas e muitas vezes, nem percebemos que as tomamos. Estamos simplesmente agindo no automático. Você já parou para pensar em quantas escolhas faz ao longo de um dia inteiro? Pesquisas de universidades americanas revelam que acionamos o botão de decisão em nosso cérebro cerca de 70 vezes ao dia. Passamos por decisões mais simples, como tomar um cafezinho com açúcar ou adoçante e até por decisões mais complexas, como no caso de pedir a mão de alguém em casamento. Atualmente, quanto mais informações nós processamos, mais vezes temos que pressionar esse botão. E eu fico me perguntando, será melhor não sobrecarregar o sistema de processamento ou será melhor investir na atualização do mesmo?

Essa velocidade acelerada, além da maior quantidade de tomadas de decisão a serem definidas, trás também um incremento que tornam as escolhas ainda mais complexas: a variedade. Diferentemente de décadas passadas, hoje, a gama de opções é enorme. Na infância quantas são as possibilidades de brinquedos, jogos eletrônicos ou programas de televisão? Na adolescência quantas são as diversidades de conjuntos musicais ou marcas novas? Na juventude quantas são as pluralidades de profissões e entretenimentos? Na vida adulta quantas são as multiplicidades de tarefas e objetos de desejo? Na senilidade quantas coisas ainda por fazer e a pergunta que vem é: Será que vai sobrar tempo para viver? E eu fico a pensar, será mesmo que é bom ter tantas opções assim a ponto de ficar baratinado e sem o poder efetivo da escolha? Sou eu realmente o dono das minhas decisões?

Na nova geração, a plasticidade entre as interações neuronais é muito maior sendo que, nem bem constituíram um percurso padrão para executarem suas ações, já querem desenvolver novas possibilidades de conexão, encurtando o caminho para suas decisões. O reflexo desta situação pode ser notado quando a criança inicia várias atividades, porém não finaliza nenhuma. Ainda é percebido quando estão aprendendo algo novo e mesmo antes de adquirir tal habilidade, adotam a postura de que já sabem fazer sozinhas e não precisam de maiores orientações. Tudo isso é excelente, ter iniciativa e autoconfiança. Contudo, eu fico me questionando, será que esses impulsos foram devidamente pensados ou são apenas impulsos? Sob qual exemplo ou sob quais modelos essas escolhas estão estruturadas?

Então, como fazer escolhas assertivas e transmitir esse ensinamento para as gerações seguintes? Entendo que uma excelente maneira de deixar esse legado é dar e ser o exemplo. O aprendizado é assimilado e praticado quando o instrutor é totalmente congruente e toma decisões, seja ela qual for, alinhadas ao seu propósito de vida. O mestre deve, portanto, ao se deparar diante de uma escolha: 

1) permanecer sereno, estando presente no agora e livre de emoções interferentes;
2) ter clareza da realidade, enriquecendo sua percepção com elementos que contribuem para não chegar a conclusões precipitadas;
3) buscar alternativas, focando a solução e não o problema;
4) fazer avaliações precisas, verificando a prioridade, ecologia, perdas e ganhos, intenções positivas e isolando a emoção da razão;
5) Partir para ação, sabendo que a decisão que tomou é a melhor opção porque ela foi concebida dentro do seu coração.

E você? O que vai fazer para efetuar escolhas ainda mais assertivas e se tornar um exemplo para as futuras gerações?


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Eduardo Henrique Ramalho

Agente inspirador de mudanças e do desenvolvimento integral do potencial humano. Minha Missão: Estar consciente das reais necessidades do próximo. Acreditar que é possível fazer escolhas mais assertivas despertando seus potenciais latentes e desenvolvendo novos hábitos. Inspirá-los a agir em busca do estado desejado. Mais em Coaching4Inspiration: http://www.coaching4inspiration.com (19) 98343-0977