Você é um profissional de alta performance?  O cenário econômico neste início de 2016 me remeteu aos anos 60/70, época em que a televisão apresentava o famoso desenho da dupla Hanna-Barbera, dos inseparáveis Hardy, (uma hiena) e Lippy (um leão) com personalidades bem opostas. Hardy, extremamente pessimista em tudo e o tempo todo. Reclamava de tudo e todos, tanto que usava as seguintes frases que ficaram celebres: Ó, céus; Ó, vida; Ó, azar; Isso não vai dar certo; etc . Negativismo puro. Por outro lado, Lippy era o seu oposto, positividade, energia e otimismo sempre, pronto e disposto a enfrentar tudo pela frente com a visão de sucesso - tentava sempre em vão animar a companheira Hardy. Tanto era forte essa mensagem negativa da hardy que nasceu a síndrome de hardy nos meios, especialmente, da psicologia e porque não dizer corporativo. Quer relembrar um pouco? – busque o desenho no yutube.

O profissional de alta performance jamais seria uma Hardy, ele teria sim incorporado o Lippy dentro de si. Pois uma Hardy vai contaminar o ambiente de trabalho e, quando um Lippy procurar injetar um pouco de entusiasmo e otimismo, certamente a “hiena” vai sempre dizer: Não é bem assim, isso não vai dar certo, isso não funciona aqui, etc. Você conhece alguém assim ?

Que lado você quer escolher para a sua jornada profissional ?

Se as suas entregas e resultados estão sempre acima ou dentro da expectativa, você é um profissional de alta performance. Por outro lado, se você entrega resultados em alguns momentos e em outros não - você é um profissional de média performance. Este ano, em função do momento político – econômico, o mercado está mais difícil e realizar sempre dentro do esperado não está tão fácil assim. Porém, nesse cenário “negativo”, destaca-se o profissional de alta performance. Profissional habilidoso em lidar com as adversidades enxerga possibilidades, opções e oportunidades muitas vezes não observadas numa economia mais ativa onde tudo acontece mais naturalmente. O profissional de alta performance assume a responsabilidade pessoal pelo sucesso da organização, aplicando toda a sua energia visando o melhor resultado. Utiliza, por outro lado, o seu poder de influência, puxando e convencendo outros a seguir a sua direção através de alianças, respeitando a politica organizacional. Buscar resultados desafiando a si próprio faz parte do seu perfil comportamental.

O profissional de alta performance é incansável e tem a vitalidade desenhada nas atitudes. Dirige-se para o “front” com determinação, otimismo e ação. Ouve o mercado, o cliente, avalia as necessidades e sugestões, gera opções, surpreende e supera ao solicitado, além de ser um exímio negociador, realizando negócios através de acordos com ganhos mútuos. Tem a habilidade de inspirar as pessoas e de contaminar positivamente o ambiente tornando-o mais produtivo.

O profissional de alta performance tem credibilidade e autoridade no assunto do seu domínio - lidera, quando gestor, com assertividade e conhece bem os seus liderados – exerce o papel de professor quando necessário – trabalha o feedback com maestria, de forma recorrente e é admirado por toda a sua equipe.

O profissional de alta performance nasce pronto ?

Obviamente o profissional de alta performance não nasce pronto. Claro que alguns fatores podem naturalmente favorecer a sua formação. As habilidades naturais, características pessoais inatas e também o conhecimento, experiência e habilidades aprendidas favorecem o seu desenvolvimento.

Trabalhar o desenvolvimento das competências exigidas para o seu cargo em conexão com o modelo de competência construído pela empresa em que você trabalha vai contribuir favoravelmente para o nível tão desejado e com resultados efetivos. O processo de coaching executivo através de suas técnicas e ferramentas possibilita e apoia, com resultados mensurados durante o processo, o profissional (coachee) a atingir a alta performance.

A alta performance, portanto, está ao alcance de todos. O primeiro passo é negociar com você mesmo se deseja ser ou não ser um profissional de alta performance. O segundo passo é plantar na própria mente e com grande intensidade o motivo para iniciar o processo de desenvolvimento. O motivo e interesse para o desenvolvimento devem estar alinhados com que você valoriza. Procure projetar você alcançado grandes êxitos, ou como será ou se sentirá conquistando grandes feitos. É como a preparação de um atleta que treina muito forte e tem como grande motivo: vencer, ser coroado com a medalha, subir ao podium e ouvir o hino do seu País, independente do cansaço, esforço e dores musculares apresentadas durante a jornada da sua preparação. Portanto, a vontade e a energia para realizar a sua meta ou de ser um profissional de alta performance depende da intensidade dos seus motivos – Qual o seu ? Não se preocupe com a distância ou tamanho da sua jornada ou o quanto falta para você chegar lá, valorize sim o quanto você já caminhou e se distanciou da largada e da sua tomada de decisão de ser melhor que você já é.

O momento atual apresenta excelentes possibilidades para os profissionais de alta performance. Não importa quem você é ou quanto você sabe. Importa sim a sua decisão de ser ou de não ser um profissional de alta performance.

Para finalizar, pergunto: Fazendo tudo o que você faz hoje, quem será e como você estará daqui há 5 ou 10 anos?

Lembre-se sempre da Hardy e do Lippy e dos seus efeitos comportamentais.



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