INTRODUÇÃO

Pretendo demonstrar neste artigo como o processo de coaching pode contribuir para o desenvolvimento de habilidades, dando suporte ao líder no processo estratégico de liderança dentro da organização.

Durante o trabalho desenvolvido na empresa de Consultoria em Recursos Humanos,em Belo Horizonte, percebi que para um cargo estratégico envolvendo liderança é necessário recursos internos e externos do indivíduo. Este deve estar aberto para adquirir novas experiências e buscar desafios constantes para desenvolver competências necessárias para conduzir e liderar pessoas, ideias, e outros. Notei, também, que quando falamos em liderança, falamos da arte de liderar e influenciar pessoas. Assim, pude perceber que referíamos a um conjunto de habilidades necessárias que o indivíduo deve possuir para estimular a competitividade, conduzir e envolver pessoas, projetos e equipes. Gustavo G. Boog (1999) refere-se ao gerente ou líder, como uma figura que seja capaz de conseguir quebrar barreiras entre as equipes lideradas.

Segundo Boog (1999, p.142) : "É conseguir quebrar barreiras entre várias áreas da empresa para produzir a fertilização cruzada de conhecimentos necessários a uma melhor utilização dos recursos da empresa e à criação de inovações diferenciais. É Levar o grupo a desenvolver uma visão ampla de seus objetivos e missões."Um líder deve possuir habilidades e competências, como uma gestão integrada de pessoas, comunicação, técnicas de rapport, estratégias, inovações, empatia, abertura a experiência, pró-atividade, conhecimento, metodologia, experiência e outros. Criar confiança e harmonia com as pessoas de sua equipe, assim, as reações comportamentais e de cooperação são mais efetivas.

Para Boog (1999, p.142): "Na verdade, as grandes linhas das necessidades gerenciais das organizações continuam basicamente as mesmas; o que muda substancialmente é que o papel principal do gerente não é executá-las, mas conseguir que todas as equipes envolvidas o façam." 

Nas organizações atuais há uma nova visão de gerente. Este, como líder, possui um cargo mais estratégico, que visa proporcionar ganhos tanto organizacionais quanto para sua equipe. Segundo Boog (1999, p.143): "O grande papel do gerente atualmente é conseguir gerar essa melhor distribuição e conseguir criar fluxos de interações em todos os sentidos na organização."

O Líder é fundamental para a criação de organizações mais lucrativas e que buscam desafios no mercado de trabalho. Acredita-se que o líder deve contribuir para as mudanças necessárias, buscando recursos vantajosos para suprir as necessidades de um mundo cada vez mais exigente com metas, resultados e rentabilidade. Conforme Boog (1999, p.143): " Nessa nova filosofia, conta menos o que o gerente é capaz de planejar e controlar por conta própria do que o que ele é capaz de criar em termos de grupos sociais interativos, motivados e criativos." Acreditamos que esse processo passa pela parte mais importante de uma empresa: seu capital humano, que pode ser desenvolvido e acompanhado pela gestão de pessoas. Atualmente um dos processos mais utilizados e eficazes para desenvolver pessoas, é o coaching. Este, têm foco na solução, trata do presente para o futuro, criando ações que levarão a busca de resultados almejados.

O processo de coaching pode ser importante e útill para a preparação de um líder e de seus liderados para atingir os objetivos da empresa e agregar no próprio processo de autoconhecimento. O coaching busca desenvolver habilidades, capacidades e competências. Pode ser trabalhado questões importantes a nível de liderança como: definição e planejamento de negócio; definição e ou planejamento de carreira; ações pontuais para resolução de situações difíceis; atingir o desempenho máximo; tomada de decisões importantes; estruturação de projetos, estratégias e por fim, aumentar a rentabilidade dos negócios de forma substancial. Esse processo pode ser realizado na empresa, ou fora dela.

O profissional de coaching atua como instigador que irá despertar o potencial de seus clientes, amparando e encorajando a atingir metas e objetivos, criando planos de ações e planejamentos propostos por eles ou pela organização. Buscando o desenvolvimento de seus coachees e utilizando de melhores práticas para atingir o objetivo do processo e um alinhamento de objetivos com a área profissional. O resultado de um processo de coaching são líderes encorajados, estimulados, focados nos seus resultados e assertivos nas tomadas de decisões.

Albert Einstein examinou que não se resolve um problema com o mesmo tipo de pensamento que criou este problema. Uma solução deve ter uma nova maneira de pensar. O coach busca desenvolver o olhar do indivíduo para novas possibilidades e perspectivas utilizando mecanismos internos, como por exemplo, a criatividade.

O coaching fornece ao líder as ferramentas, as perspectivas e as estruturas para realizar mais e com qualidade, além de responsabilizá-los por suas escolhas e decisões. Segundo Chiavenato (2010, p.400): "Agora, as organizações orgânicas estão impondo um novo padrão de comportamento das pessoas: um comportamento criativo e inovador. Já não basta a eficiência. Nem a repetição continuada na execução das tarefas. Se o mundo mudou, as empresas também estão mudando na mesma direção e cada vez mais rapidamente. Isso requer mudanças em produtos e serviços, métodos e processos, equipamento e tecnologia, estrutura organizacional e cargos e, sobretudo, comportamento das pessoas. A criatividade está na base disso tudo."

A cada dia vemos nas organizações líderes mal preparados, com habilidades desconexas, atuando em funções que não corresponde ao seu perfil, desestimulando seus liderados, causando danos ao ambiente de trabalho e não alcançando os objetivos propostos. Bloog (1999, p.339) diz: "A maioria das empresas percebe a necessidade da inovação para sua sobrevivência. Entretanto, poucas organizações estão satisfeitas com a criatividade de seus colaboradores."). O coaching é o trabalho que pode compor os interesses e objetivos de todos os envolvidos no processo, auxiliando a alcançar as metas pessoais e empresariais. Proporcionando maior compreensão do sentido de trabalho, cargo e tarefas. Contudo, na nova era da informação, reforçando para as empresas que sua maior potencialidade ainda refere-se ao seu capital humano e que um trabalho bem feito de gestão de pessoas pode ser compensador, e trazer maiores resultados e consequentemente lucro para a organização.

Assim fica claro, a partir do que foi exposto acima que, o papel do líder é de extrema importância para estimular seus liderados. Este deve possuir competências, ações e comportamentos que exerçam influência sobre o pensamento e atitudes de seus liderados, sendo um chefe, condutor e representante que estimule sua equipe para desafios e resultados.

Segundo Chiavenato (2010, p.401): "A habilidade de encorajar a criatividade e tolerar erros parece ser hoje em dia uma das mais importantes responsabilidades gerenciais."

O processo de Coaching pode ser um facilitador para que este líder em conjunto com a metodologia, desenvolva suas capacidades para obter melhores desempenhos e desenvolvimento. Assim, o indivíduo busca aprimorar suas competências, características e seus conhecimentos para atingir suas metas, possibilitando aprendizagem e conhecimento para se buscar resultados e soluções que possibilitem um conjunto de habilidades, que venha proporcionar qualidade em aspectos de planejamentos, planos de ações, relacionamentos sociais influentes que possibilitem aprimorar, conduzir e influenciar seus liderados, seu capital humano, intelectual e cultural.

Esse processo de desenvolvimento e habilidades de liderança, inclui certos componentes que passam a fazer parte da própria subjetividade do indivíduo, conforme praticado no dia-a-dia, tornando parte do capital cultural em seu estado "incorporado" ou seja, o capital incorporado será parte integrante da "pessoa", uma disposição adquirida, um hábitus. Garantindo um melhor desempenho pessoal e da equipe.

REFERÊNCIAS

CHIAVENATO, Idalberto; Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. 3º. Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.

BOOG, Gustavo G; Manual de treinamento e desenvolvimento ABTD. 3º. Ed. São Paulo: Makron Books, 1999.



Informamos que esse texto é de inteira responsabilidade da autora identificada abaixo.

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Mariana Cristina Tropia Almeida

Life Coach

Graduação em Psicologia - Universidade Fumec BH/MG; MBA Gestão Estratégica de Processos de Negócios - PUC Minas BH/MG; Formação em Coach & Analista Comportamental DISC pela Associação Latino Americana de Coaching SLAC.