Se dois candidatos têm currículos semelhantes e demonstram aptidão para o cargo, geralmente é escolhido aquele que consegue se comunicar melhor. Muitas vezes, isso não é consciente. Há casos em que o entrevistador vai apenas pensar: “Gostei desse cara”.

Certa vez, durante a faculdade de Jornalismo, participamos de uma aula diferente. Era a simulação de um programa de TV com debate. Na oportunidade, o tema era a pena de morte. Fui escolhido para argumentar a favor e outro aluno para ser contra.

Para poder ser convincente, escolhi um alicerce forte para a minha argumentação. Utilizei a seguinte ideia: “Dinheiro de cidadão de bem não pode servir para sustentar vagabundo”. Falei com tanta ênfase que foi impossível não reparar nos olhos arregalados de quem assistia.

Quando o trabalho foi encerrado e as câmeras pararam de gravar, enquanto tirava o microfone de lapela, tomei o cuidado de esclarecer rapidamente aos meus colegas: “Pessoal, eu sou contra a pena de morte, ok? Tudo isso foi só porque fui escolhido para ser a favor”.

A reação foi de surpresa. A sensação que tive é de que, apesar de ser contra, consegui convencer algumas pessoas a serem a favor. Eu já sabia do poder da comunicação. Porém, aquele dia foi inesquecível para mim. Foi uma prova definitiva da força das palavras.

Profissionais excelentes perdem empregos e/ou promoções por não terem a habilidade de se expressar bem. Alguns são muito melhores em comparação com os que conquistaram o objetivo. Portanto, é uma situação grave, que precisa ser observada com atenção.

Pior do que não saber se comunicar bem, é desdenhar quem sabe. Isso fica evidente na reação das pessoas diante de um colaborador diferenciado nesse quesito. O sujeito começa a tecer uma tese durante a reunião e, imediatamente, passa a ouvir aquelas risadinhas ao fundo.

Quem faz isso assina um contrato com a mediocridade. Afinal, é mais fácil derrubar o outro do que se aperfeiçoar, não é mesmo? Para as pessoas que querem optar por um caminho melhor, há dicas importantes. Uma delas, claro, é ler bastante. Mergulhar nos livros é fabuloso.

Uma frase de que gosto muito, do filósofo alemão Goethe, diz que “ler é a arte de desatar nós cegos”. Quando somos apaixonados pela leitura, melhoramos nossa capacidade de vincular assuntos e analisar situações. Verdadeiros tesouros estão disponíveis nas livrarias.



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KHALED SALAMA

Master Coach

Khaled Salama é jornalista, executivo, palestrante e coach. Escreve semanalmente sobre mundo corporativo para diversos veículos de comunicação. As palestras são nas áreas de atendimento ao cliente, trabalho em equipe, liderança e motivação. Para a trajetória completa e mais informações, acesse o site: www.khaledsalama.com.br.