Giulliano Esperança, no seu artigo publicado no livro A Elite do Coaching no Brasil, no tópico Vencendo o Sedentarismo, coloca o seguinte: "Quando falamos sobre iniciar a prática de uma atividade física, sentimos certa dose de resistência, algum estresse e, muitas vezes, repulsa por esta mudança de comportamento. E você sabe que isso ocorre por causa da amígdala cerebral? Ela é responsável pela manutenção da rotina, pela repetição dos hábitos e por assegurar que você não mude.

Esse mecanismo foi importante há 10 mil anos, quando a oferta alimentar era escassa e ter um comportamento de poupar energia era um diferencial para a sobrevivência, ou seja, é uma programação para evitar o estresse, a dor, para se defender de incertezas, resistir às mudanças, gerando a rotina. A amígdala cerebral emite constantemente sinais de que se não há mudanças não há preocupações."

Todos nós sabemos que o sedentarismo não favorece a saúde, a produtividade, a criatividade, a felicidade, etc. E, claro, todos nós queremos ser felizes, produzir, usufruir das coisas boas da vida. Acontece que vamos incorporando hábitos, e mudar hábitos requer determinação.

Hábitos = pensamentos e comportamentos automatizados

Dentre esses hábitos, há aqueles que sabemos que nos são maléficos, que afetam a nossa saúde física e mental, limitando nossa eficiência nas atividades do dia a dia. E então, por que não mudar esses maus pensamentos e comportamentos automatizados?

Num certo nível, nós somos os nossos hábitos. Lembram-se daquele ditado popular: "O hábito do cachimbo deixa a boca torta"?. Nossos hábitos precisam mudar, a partir do momento em que não conseguimos atingir os resultados que desejamos. Seja no âmbito pessoal, seja no profissional, no cuidado com a saúde, etc.

Existe uma técnica de PNL (Programação Neurolinguística), chamada "Padrão de Alternância", que é perfeita para nos ajudar nessa mudança:

1 Identifique e concentre-se num mau hábito que você quer alterar. Faça a visualização, percebendo todo o lado negativo que ele lhe traz, se conseguir, perceba a emoção negativa.

2 Imagine o ideal de si mesmo(a) no futuro, tendo abandonado esse hábito. Visualize o novo hábito ideal, da mesma forma, se possível, perceba a emoção positiva.

3 Substitua a primeira imagem pela segunda, concentre-se nela. Repita cinco vezes.

4 Traga de volta a primeira imagem e perceba que agora ela começa a mudar automaticamente.

Repita esse exercício regularmente até conseguir consolidar o novo hábito.

Além do exercício, esteja atento a si mesmo, e, se em algum momento, perceber que está repetindo aquele velho padrão comportamental, interrompa e passe para o novo hábito.

Bom treino!

Informamos que esse texto é de inteira responsabilidade do autor do post identificado abaixo.

  0   0

Nadja Barreto Cruz Versace