Comunicação em tempos de crise
Muito tem se falado sobre o poder da comunicação nas relações profissionais e nas relações pessoais. A tendência humana é fazer de tudo para pertencer a grupos e pertencer, “significa” uma porção de coisas legais, como: ser bem-sucedido, ser um bom chefe de família, ser um bom líder, ser saudável, ser um influenciador, entre tantos outros desejos.

Mas é aí que começa a crise. A preocupação de se comportar dentro de um padrão aceitável faz com que muitos de nós passemos a ignorar, omitir ou mentir sobre a situação real das coisas. Administrar expectativas exige coragem.

Como profissional de Relações Públicas e coach, arrisco dizer que daria as mesmas recomendações para gerenciar uma crise em empresas e também na vida pessoal. Muitas dessas recomendações são voltadas para a comunicação. Meu pequeno “manual” contém algumas reflexões, a saber:

- Ninguém está isento de ser alvo de uma crise;

- Assuma a responsabilidade. Terceirizar o problema não resolve.  Não busque “culpados”. Aprenda com o erro, encontre soluções;

- Uma crise na sua empresa ou na sua vida sempre envolve outras pessoas.  Quando as coisas estiverem difíceis, pense em soluções que envolvam a todos. Seja justo e honesto;

- Fale sempre sobre fatos reais e nunca hipotéticos. Sem mentiras, sem omissões. Isso gera credibilidade;

- Mantenha as portas abertas. Fugir das pessoas não irá ajudar. Mesmo atacado, não esteja na defensiva. Use a empatia;

- Engaje pessoas e crie um plano. Se não souber como sair da situação, procure um especialista (consultor, coach, psicólogo...);

- Use seus aliados para definir uma estratégia. Essas pessoas podem ser seus familiares, pares de trabalho, líderes e mentores.
 
Nota-se que na comunicação assertiva a reação é tão importante quanto a ação.  Suas reações às coisas podem afundar ainda mais o barco ou ser o início da salvação.

Observo também que, hoje em dia, os meios mais utilizados para se conversar são e-mail, WhatsApp, redes sociais no geral, reuniões presenciais e telefonemas. 

Pais e filhos falando de problemas por mensagem de texto. Líderes e liderados em conversações sem fim por e-mail. 

O meio é tão importante quanto a mensagem. Telefonemas e reuniões presenciais funcionam melhor, uma vez que a comunicação é formada de conteúdo verbal e não verbal. O bom e velho “olho no olho” sempre abrirá mais portas e evitará entendimentos equivocados em tempos de crise.
 
Lembre-se, sempre, que a comunicação tem de ser uma via de mão dupla. Ouvir é tão importante quanto falar. Ouça o que as pessoas têm a dizer ao invés de querer ter razão.  

A escuta em meus atendimentos torna-se ponto fundamental para solução em coaching. Essa regra de ouro serve tanto para questões familiares quanto profissionais. 
 
O rapport, mais conhecido como “técnica de espelhamento”, permite que você aprimore sua comunicação e seus relacionamentos, pois gera confiança e esse é o ponto alto da comunicação. 

Estabelecer pontos de interesse em comum (nesse caso a busca pela solução de algo), usando empatia, é uma saída mais estratégica. 
 
Segundo Jonh C. Maxwell, “conectar-se é a habilidade de se identificar com pessoas e se relacionar com elas de forma a aumentar sua influência sobre elas”. 

Sendo assim, deixo aqui minha reflexão: você tem usado a comunicação como ferramenta estratégica para estabelecer conexões e aliados?  O quanto você ouve as pessoas antes de argumentar? O que você pode aprender com a crise de maneira a alavancar a comunicação saudável?



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