Neste artigo vamos trazer as diferenças entre o coaching de vida (life coaching) e algumas outras metodologias de apoio para desenvolver pessoas que estão sendo confundidas no mercado. Uma parte por falta de esclarecimento e outra por pessoas se apropriarem erradamente do termo. Mais uma vez é importante frisar que não há melhor ou pior, apenas caminhos diferentes. E o importante é entender essa diferença.
Público-alvo: Rodrigo, coaching é parecido com terapia psicológica?
Eu: Apesar de utilizar alguns conceitos e técnicas dessa área, o coach não tem qualificação (e nem habilitação) necessária para atuar como um psicólogo.
Público-alvo: Mas um conhecido meu disse que chorou bastante numa sessão de coaching.
Eu: O coaching não tem como objetivo apelar para o emocional do coachee (cliente). Porém, é natural que, por se tratar de um desenvolvimento pessoal, alguma sensibilidade seja tocada e provocar a emoção, as lágrimas. Um coach qualificado saberá contornar essa situação para retomar o foco da sessão. Se o fato se repetir a ponto de não avançar o processo, poderá ser feita uma reavaliação em conjunto para verificar se aquele é o melhor momento para o coaching.
Público-alvo: E quais seriam as diferenças?
Eu: O renomado psicólogo australiano, e também coach, Anthony Grant traz como diferenças:
- o foco do coaching está voltado para o futuro, enquanto que a psicologia busca, também, respostas no passado;
- geralmente o coachee busca no coaching seu alto desempenho em busca de uma aspiração e o paciente busca na terapia o apoio para vencer algum distúrbio, desvio ou patologia psicológica;
- o coaching não lida com problemas clínicos como depressão, ansiedade, síndromes, entre outros.
Público-alvo: Ouvi falar de coaching espiritual. Existe?
Eu: Dentro das minhas pesquisas sobre os rótulos que estão criando, li algumas definições sobre esse assunto. Reparei a citação de alguns conceitos aplicados pelo coaching, ainda que espaçados pelo texto sem coesão. Entretanto, como disse no artigo anterior, não é uma boa prática aplicar o coaching como uma ferramenta específica e direcionada para uma área. Isso porque o foco é a pessoa; é ela que vai determinar qual área quer trabalhar. Por exemplo: se um coachee vem até mim e diz que sua meta é se aproximar mais de Deus, eu, como profissional, vou desenvolvê-lo para alcançar, sem precisar “espiritualizar” as sessões.
Público-alvo: Pelo que um amigo me descreveu, achei bem autoajuda.
Eu: Primeiramente é importante esclarecer que aqui no Brasil o conceito de autoajuda ganhou um sentido pejorativo e deturpado. Hoje é rótulo de coisa de baixa qualidade e de vender facilidades (alguns casos até é). Porém, há coisa boa nessa linha que servem de apoio ou complemento para alguma outra ação. O problema é que uma boa parte da nossa sociedade necessita de “coisas fáceis” e de “fórmulas mágicas”. Nesse sentido, não, coaching não é autoajuda, pois o processo de desenvolvimento de pessoas não é algo fácil e precisa muito da atuação direta do cliente. O coach é um facilitador, não um mágico! O coaching não é a salvação do mundo!



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