Muitos clientes me procuram com o objetivo de melhorar a comunicação e seus relacionamentos interpessoais, seja porque sua equipe não o compreende ou não faz aquilo que ele determina, ou porque não consegue fechar negociações importantes, ou porque aceita fazer algo que não gostaria de fazer, enfim…os motivos são variados.

O primeiro ponto que coloco é: Não existe mudança de estilo só no trabalho ou só em casa, quando a pessoa deseja de fato melhorar sua maneira de se relacionar/comunicar, esse processo acaba favorecendo todas as áreas de sua vida, porém, todo processo de mudança requer esforço e dedicação, o Coach é seu parceiro rumo a sua conquista.

Você deve estar se perguntando: Se minha forma de ser está ligada com minha estrutura de personalidade, então não tem como mudar?

Tem sim, aqui a síndrome de Gabriela “Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim...Gabriela...sempre Gabriela” não tem vez, vários estudos comprovam que com treino isso é possível.

Antes de tudo é necessário primeiro ter autoconsciência, sempre falo que o feedback quando bem estruturado/embasado é um presente para a pessoa que recebe e jamais deve ser jogado na lata do lixo, por isso, se atente aos sinais!

Vou listar algumas características de cada estilo, avalie qual parece mais com você:

Agressivo

Mantém olhar fixo quando fala, utiliza tom de voz alta;
Apresenta uma postura desafiadora e gestos intimidadores;
Raramente tem autocrítica;
Geralmente é acusativo;
Tem relacionamentos interpessoais prejudicados;
Travam o processo de se colocar no lugar no outro, de supor como o outro vê a situação.
Os comportamentos podem ser expressos de maneira direta ou indireta. Ocorre de maneira direta quando há agressão verbal (xingamentos, ameaças, comentários hostis) ou agressão física e de maneira indireta quando há comentários sarcásticos, cochichos maliciosos, etc...

Passivo

Olhar baixo e vacilante;
Fala baixo (demais);
É calmo (demais);
Tolerante (demais);
Sorriso envergonhado;
Conteúdo da fala mostra insegurança;
Se põe no lugar do outro, mas abre mão de si em favor do outro.
Geralmente não expressa os próprios pensamentos ou sentimentos, ou ainda não expressa de maneira honesta. Implica na violação dos próprios direitos e permite que outros o façam também. A pessoa que tem o comportamento passivo evita assumir responsabilidades, não decide, se exclui de participar, é levado a omissão, tem dificuldade na tomada de decisões e não aceita correr riscos.

Tanto o estilo agressivo como passivo em excesso geram sofrimento para a pessoa e para aqueles que convivem com eles, a solução para estes problemas está no estilo Assertivo.

Assertivo

Mantém contato visual direto enquanto se comunica, sem ser ameaçador;
Utiliza tom de voz de maneira que todos possam escutar e mantém uma postura tranquila;
Responde de forma direta as situações;
O conteúdo de sua fala geralmente é na primeira pessoa, mas também utiliza fala que mostra uma abertura para a colaboração.
A pessoa assertiva consegue dosar a agressividade e a passividade ao seu favor.

É aquele que não abre mão do que é dele em favor do outro e nem puxa para ele o que não é dele de direito. É o bom senso (ponto de justiça).

Eles conseguem expressar diretamente os próprios pensamentos (opiniões, vontades e ideias) ou emoções, sem que para isso seja coercitivo (ameaçador ou autoritário) para o outro. Quando a pessoa é assertiva ela expressa o que pensa/sente sem que viole o direito do outro.

Para desenvolver um estilo assertivo, existe uma série de ferramentas. Com meus clientes tenho muito sucesso utilizando técnicas de PNL (Programação Neurolinguística) e técnicas da Terapia Cognitivo-Comportamental.

Para aqueles que tenham interesse em praticar de imediato alguma mudança, sugiro:

Comece sua fala demonstrando entendimento da opinião do outro;
Exponha seu pensamento e sentimento diante dessa situação (tendo cuidado para não ofender e para não deixar de lado tudo que deve ser dito);
Ofereça alternativas para a questão que está sendo tratada;
Se atente para sua postura, olhar e tom de voz;
Um aspecto que ajuda muito é utilizar a inteligência emocional, em outro post escreverei como desenvolvê-la.

Quanto mais treino e percepção de como você está se relacionando, aquilo que você achou num primeiro momento impossível se torna totalmente possível, comemore as evoluções de cada dia!

Porque o sucesso está em você! Abraço!



Informamos que esse texto é de inteira responsabilidade da autora identificada abaixo.

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Eliane Pardinho da Silva

Life Coach

Graduada em Psicologia e Administração de Empresas, pós-graduada em Gestão de Recursos Humanos com ênfase em Gestão de Pessoas, pós-graduanda em Neuroeducação e especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental. É Practitioner em PNL, membro da Sociedade Brasileira de Resiliência, analista comportamental DiSC® e PI®.