Frequentemente ouvimos as pessoas dizendo que precisam de mudanças em suas vidas. Perder peso, começar na academia, buscar um curso de atualização profissional, melhorar os relacionamentos, resolver um conflito no trabalho, comprar um carro, iniciar um projeto, fazer uma viagem, aprender um idioma, ler mais, ter mais tempo de qualidade em família, melhorar de cargo.... Esses são apenas alguns exemplos de metas bastante comuns. Se pensarmos um pouco sobre elas, provavelmente chegaremos à conclusão de que não são nada absurdas. Pelo contrário, parecem metas razoáveis, possíveis de atingir sem nenhum sacrifício sobre-humano. Então por que será que elas acabam, muitas vezes, ficando na intenção e não chegam a ser concretizadas?
Normalmente, o que ocorre é que as pessoas querem tantas coisas ao mesmo tempo que acabam se angustiando e se perdendo, não raramente desistindo de seus sonhos e objetivos pessoais ou profissionais. A questão central é a falta da correta identificação, priorização e planejamento desses objetivos. Sem ter clareza sobre nossas prioridades, não conseguimos nos focar naquilo que queremos, assim tudo vai ficando mais confuso. Nos processos de Coaching Pessoal, costuma-se utilizar uma ferramenta chamada Roda da Vida para lidar com essas questões e apoiar clientes na primeira etapa de uma jornada de mudança.
Essa ferramenta possibilita enxergar a vida sob diversos aspectos: relacionamentos, convívio familiar, vida social, hobbies, lazer, espiritualidade, saúde e bem-estar, desenvolvimento intelectual, equilíbrio emocional, realização profissional, recursos financeiros e contribuição para a sociedade. Entendendo os diversos papéis que desempenhamos e o conjunto de nossas necessidades, torna-se possível começar uma reflexão mais abrangente e consistente a respeito daquilo que é preciso ser mudado. Sem esse olhar mais aprofundado, metas tornam-se superficiais e consequentemente o desejo de agir fica bastante limitado.
Nos processos de Coaching, convido meus clientes a refletir sobre cada uma das áreas de suas vidas e atribuir a elas, individualmente, uma nota de 1 a 10. Vamos tomar por exemplo a área de saúde e bem-estar. O que deve ser levado em conta para atribuir uma nota para essa área são todas as questões que ela possa englobar, tais como: disposição e vigor físico, exames de saúde em dia, sono adequado, alimentação balanceada, peso ideal, prática de exercícios físicos, etc. Quanto maior o escopo da avaliação, mais consistente será a nota atribuída.
Depois de passar por todas as áreas, será possível identificar as mais críticas, ou seja, aquelas onde a mudança se faz mais urgente. Essa é a etapa de priorização. O foco é entender o que é de fato mais importante, onde é mais válido colocar seu tempo e energia para fazer um movimento de mudança. A conclusão dessa fase resultará na definição de metas. Gosto muito de uma afirmação bastante simples feita por Anthony Robbins, um dos maiores nomes na área de desenvolvimento de pessoas: “Metas limitadas criam vidas limitadas”. Metas ambiciosas exigem dose extra de sacrifício, em compensação geram resultados mais satisfatórios.
Com as metas estabelecidas, o próximo passo é planejar a mudança que deverá ocorrer para que suas metas sejam alcançadas. Essa fase compreende entender o esforço necessário, mapear os recursos disponíveis, romper com atitudes e hábitos que possam sabotar o atingimento dos objetivos, adotar novos hábitos e estabelecer um plano de ação, ou seja, o passo-a-passo para garantir o sucesso da empreitada.
Finalmente, mas não menos importante, é hora de agir! Não existe sorte que possa compensar a falta de esforço. São os passos dados diariamente que nos aproximarão daquilo que desejamos alcançar. Nessa fase, a disciplina é a chave do sucesso, é a ponte entre os objetivos e a realização. As ações devem ser organizadas, preferencialmente, dentro de um planejamento semanal. Definir o que fazer semana a semana mantém você comprometido e aumenta as chances de sucesso.
Espero que a breve explanação sobre essa ferramenta de Coaching possa ser útil e possibilite uma reflexão. Desejo a todos metas bastante ambiciosas!
“O futuro não é um lugar para onde estamos indo, mas um lugar que estamos criando. O caminho para ele não é encontrado, mas construído; e o ato de fazê-lo muda tanto o realizador quanto o destino” (Saint Exupéry).



Informamos que esse texto é de inteira responsabilidade da autora identificada abaixo.