Master coach da SLAC, Tália Jaoui é entrevistada para matéria do site Estadão

Sete perguntas que não se deve fazer ao chefe

Segundo profissionais de recursos humanos e coaching, interpelar o chefe pode ser visto como sinal de interesse, mas, também, como de fraqueza. Veja o que deve ser evitado

Por Priscila Mengue / Especial para o Estado

A diferença entre uma boa e uma má pergunta está no bom senso. Segundo especialistas de recursos humanos e coaching, interpelar o chefe pode ser visto como sinal de interesse, mas, também, como de fraqueza. A principal diferença está no perfil da organização, na postura com que as lideranças se relacionam com seus subordinados e na pertinência do assunto. Forçar intimidade demais, contudo, dificilmente é bem visto.

Professora da Faculdade de Administração da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), Sonia Helena dos Santos aponta que há dois perfis de liderança no mercado de trabalho. Enquanto um é mais receptivo às dúvidas do funcionário, procurando ajudá-lo a desenvolver-se, o outro vê perguntas excessivas como sinal de fraqueza ou bajulação. Portanto, é importante pesquisar as características do local de trabalho antes de tomar uma atitude.

Por outro lado, Marcelo Olivieri, diretor das divisões de vendas e marketing da empresa de recrutamento Talenses, considera que as lideranças hoje são mais receptivas a perguntas, mas é preciso saber o momento certo para interpelar o chefe, levando em conta a rotina de trabalho. Procurá-lo depois de uma reunião estressante não é uma boa ideia, por exemplo, assim como fazer perguntas banais fora do horário de expediente. Confira abaixo alguns exemplos do que não perguntar a um chefe:

Você tem certeza que vai fazer isso?
Um funcionário não deve questionar diretamente a decisão do chefe, especialmente se não tiver soluções para o problema. Segundo a professora da Sociedade Latino Americana de Coaching (Slac) Tália Jaoui, caso haja discordância em relação a uma posição, o funcionário deve fazer sugestões e mostrar que há contrapontos, mas sem desmerecer opiniões distintas. O ideal é discutir com base em argumentos bem articulados e demonstrar preocupação e iniciativa.

Você viu o que ele fez?
Perguntar demais sobre a postura de colegas pode ser entendido como uma forma de fofoca ou de sabotar os demais. De acordo com Tália, os chefes sabem quando um subordinado é improdutivo e não cabe a um funcionário apontar isso.

Por que o meu colega foi promovido e eu não?
Assim como na pergunta anterior, esse exemplo é uma forma de questionamento que apenas expõe um colega. Segundo Sonia, comparações são frequentemente vistas como queixas ou inveja do sucesso alheio.

Você pode me dar um aumento?
De acordo com Sonia, o funcionário não deve fazer perguntas soltas sobre aumento de salário, mas trazer fatos que justifiquem essa mudança. Além disso, é preciso levar em conta o momento econômico do setor e da empresa para saber se o pedido é pertinente.

Como eu ligo a máquina de café?
Segundo Tália, perguntas relacionadas a atividades cotidianas devem ser direcionadas a colegas de ocupação, pois podem prejudicar a imagem do funcionário diante do chefe. A ele, devem ser direcionadas questões estratégicas, que dependem de decisões superiores. Adriana Chaves, sócia-diretora da área de carreira e desenvolvimento da DMRH, complementa que perguntas desnecessárias causam má impressão. O ideal é chamar a atenção com questões inteligentes, que um colega de trabalho não saberia responder, e evitar comentar assuntos já discutidos outras vezes.

Já tomou o seu remédio hoje? Qual é o seu salário? Assuntos íntimos devem ser evitados em conversas entre funcionário e chefe, com exceção de casos em que ambos mantém uma relação fora do âmbito profissional. Para Tália, não há problema em perguntar se um chefe melhorou de saúde, mas “regular” o comportamento dele é invasivo. Na dúvida, é melhor preservar-se, a não ser que o próprio superior tenha comentado determinado assunto anteriormente.

Eu posso folgar na véspera do próximo feriado?
Segundo Alexandre José Bernardo, coordenador do curso de Gestão de Recursos Humanos do Senac, negociar folgas e mudanças é um problema quando ocorre em excesso. Afinal, é preciso levar em conta que flexibilizações na rotina de trabalho afetam a todos. 

FONTE: site ESTADÃO

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