Originada da forma latina “quomodo” e evoluída para a forma arcaica “quomo”, ela apareceu em documentos datados do século XIII, como função interrogativa e comparativa, com todos os outros usos derivados destes primitivos. Tem deixado de ser usado gradativamente (ou intencionalmente?) em nossas frases interrogativas. Por que será? Medo? Falta de vontade? Falta de empatia?

O uso de perguntas utilizando-se do “como”, permite ao entrevistado (coachee) manifestar suas emoções, sentimentos, opiniões e muito mais. Será que no mundo moderno em que vivemos, este mundo da instantaneidade, dar a chance a outra pessoa de responder sobre seus sentimentos em palavras, nos tomará muito tempo de escuta e no fundo, queremos que as respostas sejam mais objetivas e rápidas? Tempo é dinheiro?

Lembro-me quando ainda criança, que ao chegar da escola, a primeira coisa que minha mãe perguntava de uma forma suave, carinhosa e maternalmente empática era: Como foi seu dia hoje na escola?, isso “me obrigava” a contar tudo sobre as minhas percepções e ainda nas entrelinhas, manifestar meus sentimentos, ansiedades e frustações que vivenciei com os amigos e professores, naquele dia, deixando-me falar sem interrupções, sem julgamentos e com concordâncias, por minutos a fio. No dia seguinte, era tudo de novo e mais uma vez um “monte” de sentimentos por mim expressados. Hoje, acredito que talvez sem perceber (ou percebendo!), minha mãe tenha me ensinado o poder da EMPATIA, do DIÁLOGO e da CURIOSIDADE com o estado de outra pessoa.

Neste tempo também, ao encontrar com amigos ou conhecidos, sempre a primeira pergunta que fazíamos (claro...ensinada por nossos pais/avós) era, depois de um "Bom Dia/Tarde/Noite", a frase: Como você está?, daí resultando numa verdadeira manifestação e explosão de empatia, tornando a conversa muito agradável, além de mostrar nossa educação.

Agora, tente ao acordar ao lado de sua companheira(o), depois de um"Bom Dia!" complementar com uso do "Como foi sua noite de sono?" e sinta a extraordinária sensação de permitir ao outro que expresse em palavras seus sentimentos/sonhos ainda um pouco adormecidos.

Faça uso indiscriminado com seus filhos, tornando-os mais seguros e confiantes em suas respostas aos estímulos do mundo.

Mas faça isso como Coach para obtenção de empatia, toda vez que se fizer necessário (sempre). Descubra e crie suas próprias perguntas e se prepare para uma “enxurrada”de anotações em seu histórico de sessões. Como foi sua semana desde nosso último encontro? Como você se sente com o uso desta ferramenta? Como seria sua vida após conquistar a sua meta? Como eu posso te apoiar nesta sessão? Como você pode saber que isso é uma verdade ou uma crença?

Essas questões permitem ao cliente a manifestação de uma infinidade de sensações e sentimentos, que tomarão tempo e uma escuta bastante ativa por parte do coach, criando uma sensação de compartilhamento de emoções entre ambos e estimulando o cliente a se sentir mais confortável na busca da meta.

Como coach de sucesso, a partir de agora, use e abuse do uso do COMO, mas lembre-se de permanecer ativamente na conversa, pois muitas descobertas sobre o estado e a percepção de vida de seu cliente, virão à tona.

Pense nisso!!!!



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David Lourenço Filho

Life Coach

Coach Profissional e Analista Comportamental certificado pela International Association of Coaching Institute (ICI), Coach com PNL certificado pelo European Coaching Association (ECA) desde 2008. Mestre em Project Management pela George Washington University (GWU), Certificado PMP pelo PMI, MBA em Administração Financeira pela FGV-RJ e Finanças pela UNICAMP.