Crescemos e aprendemos com uma mentalidade limitada sobre o que significa trabalho, e na maioria delas sempre está em primeiro lugar algo que necessariamente gere um bom resultado financeiro, para, então, depois dessa ocasião, gerar satisfação.

Antes de qualquer coisa, cabe ressaltar que estamos falando de seres humanos, dotados de capacidades, desejos, valores e crenças. Partindo dessa premissa, obviamente ninguém pensa igual. Nesse sentido, por que alguns insistem em criar rótulos de profissões de sucesso?

Cada um tem uma percepção do que significa o sucesso. Se o indivíduo nasce, cresce e morre dentro da sua própria existência com corpo e alma (para aqueles que acreditam nisso) por que todos devem seguir um padrão para a vida inteira? 

Normalmente, as mídias mostram um cenário estereotipado em que mostram o sucesso como ter uma Ferrari, joias e viagens internacionais. Primeiramente, quero esclarecer que não sou contra ter tudo isso, aliás, me agrada muito ter essas coisas. Porém, a discussão está em torno dos padrões associados e a necessidade de estar em uma busca incessante desses objetos com caráter meramente material.

Proponho que não siga esses padrões e que entenda a necessidade de uma cautela pela exigência exacerbada do que é proposto para as pessoas.  

Dentre diversos exemplos que poderia citar, existem determinadas profissões que aos olhos dos outros “não foram feitas para pobres” (frase que já ouvi muito), e outras são criados um estereótipo eterno por “não ganharem dinheiro”. O trabalho artístico em seu contexto histórico do passado até os dias atuais sofre com esse preconceito e são raras exceções que obtém ganhos e notoriedade.

Lembre-se que cada esforço tem sua medida de merecimento. Mas convenhamos, a sociedade está apta a valorizar escolhas individuais sem um pré-conceito? De acordo com o psiquiatra Howard C. Cutler existem três categorias de trabalhadores. 

O primeiro grupo considera o trabalho apenas como um emprego. O segundo analisa trabalho como carreira. E o terceiro como vocação. Ambos podem obter sucesso e ganham seu resultado financeiro, porém quando se coloca em um enquadramento social, nem todos são aceitos.

Isso faz com que muitas pessoas se sintam insatisfeitas com o trabalho que desenvolvem e nem sempre são relacionados com o fator financeiro. Aliás, hoje percebo uma queixa progressiva com fatores de insatisfação no quesito mais pessoal do que material. 

Há uma evolução nisso, o novo é um fator preponderante, pois ninguém mais quer ficar para trás, todos desejam evoluir. O artigo de Eugênio Mussak, publicado na Revista Você S/A, nos faz refletir sobre isso, pois diz que evoluir significa aprimorar o que se faz, mas também quer dizer ficar atento para fazer coisas novas. 

Analisando esse ponto de vista, me chama atenção aos dinossauros mentais que não autodesenvolvem sua mentalidade para o diferente, ou não ouvem a voz da mudança por questões já colocadas anteriormente. 

Nesse segmento, com o fito de finalizar o argumento, vem na mente o que Mário Sergio Cortella diz em sua obra ‘Por que fazemos o que fazemos?’ dizendo que “a principal causa da desmotivação no trabalho é a ausência de reconhecimento.” 

Na minha opinião, não existe nada mais verdadeiro do que essa análise, afinal de que adianta trabalhar durante todo período de vida se no fim não é mais que sua própria obrigação?
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