Em tempo de tantas mudanças sociais, econômicas e tecnológica, muitas vezes nos deparamos com momentos críticos e incontroláveis. A difícil tarefa de escolher novos rumos pessoais ou profissionais, muitas vezes assemelha-se a caixa de pandora, que na mitologia grega é uma história contada pelo poeta grego Hesíodo, que viveu no século VIII A.C.

De acordo com a obra, o titã Prometeu presenteou os homens com o fogo para que dominassem a natureza. Zeus, o chefe dos deuses do Olimpo, que havia proibido a entrega desse dom à humanidade, arquitetou sua vingança criando Pandora, a primeira mulher. Antes de enviá-la à Terra, entregou-lhe uma caixa, recomendando que ela jamais fosse aberta pois dentro dela os deuses haviam colocado um arsenal de desgraças para o homem, como a discórdia, a guerra e todas as doenças do corpo e da mente, mas um único dom: a esperança.

Vencida pela curiosidade, Pandora acabou abrindo a caixa liberando todos os males no mundo, mas a fechou antes que a esperança pudesse sair. Essa metáfora foi a maneira encontrada pelos gregos para representar, num enredo de fácil compreensão, conceitos relacionados ao medo, esperança e à capacidade humana de superar desafios.

Muitas vezes sentimos uma força paralisante em relação as nossas decisões sobre a carreira ou rumo profissional, muitas vezes esta energia impede o avanço dos sonhos e das metas futuras. Nestes momentos podemos ser comparados a uma caixa, aberta e sem tampa. 

Neste sentido, a “caixa” refere-se as nossas necessidades, aspirações, medos e a crença em si mesmo. Já a palavra “aberta” é o espaço do conflito, da incerteza e da eminente obrigação de escolher em detrimento a tantas possibilidades. A palavra “tampa” é o momento de ação para o fechamento da caixa ou decisão tomada em direção a um objetivo.

As pessoas tem caixas diferentes, abertas para as suas realidades e todos estão buscando as suas tampas ideias. A sua caixa está aberta agora? Qual é a tampa da sua caixa? Será a necessidade de mudança de emprego ou ser dono do seu próprio negócio? Casar, ter ou não ter filhos? Eis a questão!

Não saberei responder estas indagações, ninguém poderá responde-las com absoluta certeza, sem erros ou frustações. Não acredito em oráculos modernos ou em gurus infalíveis. Somente o dono da caixa saberá intimamente a resposta ou o percurso a ser escolhido. Cada qual deve abrir a sua caixa de pandora, superar o medo do fracasso, enfrentar de cabeça erguida todos os males, não ouvir as pessoas que desestimulam ou que não acreditam que é possível alcançar os seus sonhos. Lembre-se que a esperança deve superar o medo!

Acredito que para toda caixa, existe uma tampa, que deve servir e encaixar adequadamente. Caso isso não ocorra, precisará de adaptações. Se a tampa é de papelão, pegue a tesoura e cola, faça os ajustes necessários e feche a sua caixa. Você é o único que sabe o tamanho da sua caixa e o único que poderá dimensiona-la de forma correta.

Não existe tampa perfeita, o que existe são pessoas flexíveis, abertas e dispostas a buscar a sua tampa.

Seguem algumas dicas:

I – Não deixe os outros escolherem a sua tampa;

II- Ter a caixa cheia, não garante a tampa certa;

III- Não importa o tamanho da sua tampa, você consegue adaptá-la e fechará a caixa;

IV- Conheça bem a sua caixa, antes de escolher a tampa;

V- Somente temos uma vida, ser feliz é o que importa e seja cuidadosa ao escolher a sua tampa.

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