Diretor da SLAC fala no Infomoney sobre como mudar de área na mesma empresa

Quer mudar de área ou de setor dentro da mesma empresa? Veja o que fazer

SÃO PAULO - Depois de algum tempo na mesma posição, boa parte dos profissionais pensa em mudar. Alguns querem apenas migrar de setor, outros estão interessados mesmo em mudar de área. Como planejar esse tipo de mudança, e, mais do que isso, como lidar com chefes resistentes?

O diretor executivo da Fit RH Consulting, Marcelo Vasconcelos, acredita que mudar de setor ou mesmo de área pode ser muito positivo para a trajetória profissional, pois a pessoa acaba aprendendo mais e, principalmente, não fica estagnada em uma mesma posição. Mas é preciso levar em consideração alguns elementos antes de migrar.

Caso o profissional trabalhe na área financeira dentro de uma empresa e quer continuar nela, mas mudar de setor, o ponto-chave para identificar se é o momento certo de mudar é, segundo Vasconcelos, “quando ele sente que domina o assunto daquela posição”.

Na prática, mudar é positivo, você aprende mais, expande o círculo de relacionamento, aumenta o conhecimento em relação à empresa, além de mostrar que é pró-ativo e versátil. “Se o profissional almeja um cargo de diretoria, ele precisa passar por mais de um setor”, lembra Vasconcelos. Mas, antes de mudar, é importante se certificar de que já obteve todo o aprendizado possível do setor que deseja deixar.  

Mudando de área

Há situações, porém, em que o interesse é migrar de área e não apenas de setor. Por exemplo, o profissional de marketing quer ir para finanças ou o da área de vendas quer ir para recursos humanos. Nesses casos, é importante que a decisão seja muito bem tomada, levando em conta o perfil, a vocação e o real interesse em mudar.

O coach e diretor executivo da Sociedade Latino Americana de Coaching, Mike Martins, explica que o primeiro passo é entender por que você quer dar um ponto final na sua trajetória. “Deve-se lembrar que esse tipo de decisão pode impactar inúmeras pessoas, além de o próprio profissional correr o risco de não ter tomado a decisão certa”, explica Martins.

É preciso identificar os elementos que o levaram a tomar tal decisão. Além disso, você precisa mostrar que é qualificado para assumir uma posição diferente da sua. Uma nova área requer novas competências, portanto, faça o levantamento das competências necessárias e veja se você as tem. Além disso, sem cursos de qualificação, por exemplo, será mais complicado conseguir essa troca, mesmo que seja na mesma empresa.

Negociando com o chefe

Após tomada a decisão, é hora de se articular dentro da empresa. Ambos os especialistas acreditam que o primeiro que deve ficar sabendo das suas intenções é o seu chefe imediato. Portanto, antes de procurar o recursos humanos da empresa e mesmo os diretores ou gerentes da área onde gostaria de trabalhar, a dica é conversar de forma clara e direta com seu chefe imediato.

Lembre-se de que, se você for direto no RH da empresa ou mesmo falar com o gerente da outra área, esses profissionais inevitavelmente vão levar a questão ao seu chefe, ou seja, o seu superior imediato vai tomar conhecimento do seu interesse por meio de terceiros.

Os líderes normalmente não apreciam esse tipo de atitude, que normalmente é vista como desleal. E desagradar seu chefe é exatamente o que você não precisa nesse momento, já que ele vai ter um papel muito importante na sua mudança, pois são as referências dele que você vai precisar. Falar com ele primeiro também evita a famosa fofoca corporativa. "É preciso ter muito cuidado para não deixar o assunto ir para o lado errado”, pondera Martins.

Então, como negociar com o chefe? Boa parte dos profissionais tem certo receio desse momento. Já vão com o preconceito de que o chefe não vai gostar da ideia, que não vão permitir a mudança ou mesmo criar empecilhos para que ela aconteça. Martins dá algumas sugestões para que esse momento não seja tão traumático, começando com o plano de ação. Na prática, o interessado em mudar de área não pode, de forma alguma, ir conversar com o chefe sem estar preparado.

“A conversa inevitavelmente será ruim”, diz Martins. A dica, então, é se colocar na posição do seu chefe e pensar como um líder. “O que todos os chefes querem são profissionais que tragam soluções e não problemas”, diz Martins, e é a partir dessa lógica que você deverá criar sua estratégia. Então, em vez de só levar o problema para seu chefe, leve o problema com o maior número de soluções, pensando em todos os impactos que sua mudança poderá causar. “Assim, a conversa fica com foco na solução e não no problema”, explica Martins.

Não se esqueça de que o seu líder tem interesses e perder um membro da equipe vai desestabilizá-lo, então, pense em um plano sucessório, ofereça seu tempo para treinar um novo profissional, elabore um plano de treinamento, se comprometa em passar o máximo de know how para quem for assumir seu cargo. “O que o líder quer ouvir é como você vai diminuir as possíveis perdas”, finaliza Martins.

Fonte: Infomoney

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