Foi constatado que o círculo da comunicação baseia-se em: 55% de linguagem corporal, isto é seus gestos e articulações, 38% pelo seu tom de voz, e apenas 7% de toda a comunicação é feita através de palavras (Mehrabian e Ferris, “Inference of attitudes from nonberbal communication in two channels”, in The Journal of Counselling Psychology, vol. 31, 1967, pp. 248-52). Diante dessa porcentagem tão pequena, nos sobram 93% da comunicação cristalizada em aspectos como a nossa postura, tom de voz, ou gestos. Portanto, não há garantia de que outras pessoas compreendam exatamente o significado daquilo que tentamos passar.

Diante desse empasse, eis a questão: como obter maior assertividade na hora de nos comunicarmos, seja influenciando uma pessoa, um time, ou até mesmo uma plateia?

Você já notou que pessoas que convivem juntas tendem a ‘’imitar’’ uns aos outros desde as piadas, jeito de andar, ou até mesmo nos pensamentos? Quando você olha para uma pessoa, em determinada situação e já sabe o que ela irá fazer, isso significa que estão em plena sintonia, isto é, seus cérebros vibram na mesma frequência, num estado profundo de empatia. Sendo assim, dificilmente haverá falhas na comunicação, já que o rapport está estabelecido.

Fazemos rapport inconscientemente em nosso dia a dia, o que facilita nossa comunicação e a entrega da mensagem correta. Entretanto nosso objetivo é uma comunicação eficaz e harmônica. Sendo assim, necessitamos fazer rapport de forma consciente, para atingirmos não só pessoas com as quais convivemos cotidianamente, mas como aquelas que queremos influenciar e persuadir.

Mas talvez você esteja se perguntando como poderá alcançar o tão famoso rapport, e eu tenho a resposta para você!  Espelhando ou imitando o modo como o outro se comunica, verbal e não verbalmente. Desse modo você consegue criar uma ponte, estabelecendo um alto nível de compreensão e contato. Funciona como uma dança: Você começa imitando seus gestos, tom de voz, e palavras até que compartilhem de um único ritmo. Após um certo tempo, você conquista liberdade total para conduzir a dança, e é nesse tão esperado momento que sua mensagem deve ser passada.

Então, lembrem-se bem: PRIMEIRO ESPELHAR, DEPOIS CONDUZIR.

Como exemplo final gostaria de mostrar como o rapport funciona em casos muito comuns do cotidiano. Sempre que alguém próximo se encontra em um estado emocional abalado, nosso primeiro impulso é de tentar ajudar, dizendo frases como ‘’Ei! Anima ai! Para de ficar assim! Sai dessa!’’, e essa postura, infelizmente, é perca de tempo. Quando alguma situação parecida se aproximar, tente criar uma ponte de comunicação com a pessoa: comece imitando seus gestos, seu tom de voz, e sua postura e assim gradativamente vá conduzindo a pessoa a uma melhora do seu próprio astral, sem que ela perceba. Lembrando que isso deve ser feito com respeito, sem ferir os valores do interlocutor nem os seus.

“Se você falar com um homem numa linguagem que ele compreende, isso entra na cabeça dele. Se você falar com ele em sua própria linguagem, você atinge seu coração”

Nelson Mandela.

Grande abraço!



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