Sinceramente, em que pese a possibilidade de minha visão ser míope, nunca conheci alguém absolutamente equilibrado quando se fala dessa completude. Uns são ou estão mais avançados em espiritualidade, outros talvez se encontrem mais trabalhados em relação à saúde, outros, ainda, se destacam no desenvolvimento intelectual e há também aqueles que parecem ter uma vida amorosa bastante feliz. E aquilo que em você se destaca deve ficar de lado em prol do desenvolvimento de outros aspectos de sua vida ou é exatamente o que o diferencia?

Em processos de coaching costumamos utilizar uma ferramenta popularmente conhecida como Roda da Vida, sob a proposta de autoconhecimento, analisando-se as diversas dimensões anteriormente citadas. E muitas vezes as respostas que nos são dadas são absolutamente surpreendentes, não apenas quando da identificação do chamado estado atual em relação a cada uma delas, mas, também, em relação ao pretendido.

Quem se acha no direito de dizer a outro que deve trabalhar determinada dimensão por ela apresentar, neste momento, uma pontuação mais baixa? Quem disse que devemos buscar sempre aquilo que se apresenta menos desenvolvido em nós? Quem pode nos tolher do livre arbítrio e escolha do que realmente desejamos para as nossas vidas, bem como do que escolhemos abrir mão durante determinado tempo? Não seria um tanto presunçosa a indicação?

Como exemplo, talvez eu já me encontre num estado bem desenvolvido em relação a meus recursos financeiros, ou ao que considero espiritualidade mas, ainda assim, essas sejam minhas preferências neste momento. Faz sentido pensar que, embora a avaliação feita por mim demonstre meu avanço nessa dimensão eu ainda não me considere satisfeito?

E o que pensar em relação a impulsionar as demais em conjunto? Para o alcance de algo não se faz necessário abrir mão de alguma(s) coisa(s)? Centrar forças num dado objetivo não permite, inclusive, que a sua conquista promova reflexos diretos e indiretos sobre as demais?

Obviamente, nesta discussão proposta cabe um alerta: é preciso consciência das escolhas realizadas; afinal, deixar de lado por muito tempo o relacionamento social, a saúde ou outra dimensão qualquer, pode trazer sérios prejuízos! O que é possível conciliar? Qual o mínimo aceitável para que você não se desestabilize?

Trabalhe seu autoconhecimento e corra em busca dos seus sonhos! As decisões são suas, até porque, as consequências decorrentes também o serão!



Informamos que esse texto é de inteira responsabilidade da autora identificada abaixo.

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Diana de Fátima Gaspar Silva

Master Coach

Bacharel em Matemática - Universidade Federal do Maranhão; especialista em Gestão de Negócios - Universidade Estadual do Maranhão e em Gestão de Pessoas em Ambiente de Mudanças - Faculdade São Luís. Coach certificada - Sociedade Latino Americana de Coaching e The International Association of Coaching. Analista Comportamental DISC - HRTools Practitioner PNL - Master Solutions