Assisti a uma palestra, que me trouxe uma vivência metafórica do que é zona de conforto conduzida pelo historiador brasileiro Leandro Karnal. Ele disse que para pensarmos de uma forma simplificada, a zona de conforto seria como: “ser um barco no porto seguro, mas que não foi feito para isso, e sim para navegar”. E acredito que melhor explicação não exista, pois, conforme dito pelo historiador, somos criados para navegar, criar couraças, desgastar, pois fomos feitos para viver!

A zona de conforto seria onde nós nos instalamos, onde tudo parece bem e bom, e sem perceber, não entendemos que este estado é seu maior inimigo, pois é a morte da energia realizadora, da energia cheia de foco para o desafio e para o novo. Ela traz os maiores danos para o indivíduo, pois a zona de conforto lhe orienta a ficar, a não tentar mais, a deixar quieto, etc.

A zona de conforto é sua cama de manhã que nunca foi tão boa e você tem que sair dela. A zona de conforto é a sensação pessoal de que você não é preguiçoso por não querer sair da cama, mas deve ficar por que você merece. A zona de conforto é o estado do bem que não te faz ir à busca do novo e da transformação. A zona de conforto é sua percepção do atual e o que mais lhe incomoda quando precisa focar em seu progresso. Ela nos torna pessoas medianas, sem muito brilho e sem muito entusiasmo. Em outras palavras, a zona de conforto é o maior desafio a ser enfrentado, por que é um estado bom.

Mas, como disse o escritor norte-americano Neale Donald Walsch “A vida começa onde termina a sua zona de conforto”. Portanto, nosso desafio hoje é de ordem psicológica, pois é necessário entender quais são suas zonas de conforto, onde você se sente bem e assim, poderá dedicar seus esforços para sair deste estado e atuar pelo diferencial e pelo transformador.

A maioria das pessoas vive seu hoje, esperando o que está por vir, pensando muitas vezes: “não preciso agir agora, pode ser depois”, esquecendo que a vida é passageira e que é impossível permanecer e insistir nesta crença facilitadora. Como nos disse o líder religioso e grande pensador Osho, “Não tente achar um atalho, por que não há atalhos. O mundo é uma luta, é árduo, é uma tarefa penosa, mas é assim que a pessoa chega ao pico”.

Ninguém quer olhar para zona oposta da de conforto que é a zona de tensão, pois ela incomoda, ela instiga e inquieta. Então proponho o movimento de nós buscarmos a sabedoria, o entendimento, o novo, nossos limites, nossos desafios pessoais, enfrentar nossas crenças que nos limitam, significar nossos valores e simplesmente “Viver, não somente existir” Leandro Karnal.

Precisamos encarar nossos medos, pois quem tem medo não vence!

Precisamos encarar nossos medos, pois quem tem medo nunca cura!

Modifique seu comportamento, de simplesmente deixar as coisas como estão, por que é mais fácil, pois isso todos o fazem. Não olhe as oportunidades, as enxergue e agarre! Coloque a régua mais alta, tente ser mais do que todos são. Busque fazer realmente a diferença, saia do comum, do normal, do aceitável. Busque sua missão de vida, não somente exista, viva cada instante para realmente ser suficiente e para fazer a diferença.

Toda mudança demanda energia, atenção, tempo e dedicação. Mas o status quo não nos leva a nada e nos deixa com uma velocidade inercial. Para que a mágica aconteça, é necessário agir e ir à busca do desconforto e este é o segredo para um grande começo. Como disse Osho, “sempre decida pelo desconhecido, independente do risco, e você crescerá continuamente. Somente o desconhecido deve ter interesse para você, porque isso é o que ainda não viveu”.

É simples falar do presente e do passado, pois conseguimos determinar o que não queremos, mas quando questionamos sobre o futuro? Em sua maioria, crescemos ouvindo que a vida é dura, que devemos trabalhar duro e que aceitar o destino é a saída. Desculpe, para atingir um objetivo é preciso primeiramente SONHAR e ACREDITAR na sua capacidade. E não esqueça, esse sonho precisa de data de validade para que aconteça.

Lembre-se, todas as vezes que você sai da sua zona de conforto e enfrenta o novo, a mudança, você não perde o que já conquistou, mas adiciona mais conhecimento, pois concretizar a mudança é se desenvolver.
O maior medo não é do desconhecido, mas é de perder quem você é.

Seja confiante, estratégico, perseverante, determinado e positivo. Quanto mais você gerenciar os seus medos, mais irá aumentar o grau da sua autoestima, e terá consciência das novas oportunidades e poderá posteriormente escolher. Tenha motivação para seguir, viva intensamente o desafio e não deixe os seus dias passarem com a sensação simplista de somente ter existido.



Informamos que esse texto é de inteira responsabilidade da autora identificada abaixo.

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Taisa Maria Bordignon

Executive Coach

Graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, com formação focada na teoria Humanista. Coach de Vida e Carreira, certificada pela SLAC - Sociedade Latino America de Coaching. Analista comportamental - DISC e Analista de Personalidade - Hogan