PROGRAMA ACERTAR É HUMANO

#042

No Programa do dia 05/02 o professor Nélson Sartori abordou o tema “A existência”.

042 - Programa Acertar é Humano: de 05/02/2015

Programa Acertar é Humano (05/02/2015)

Nélson Sartori e Luciane Sartori

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♪ [tema acertar é humano] ♪

Começa agora na Mundial Acertar é Humano, um programa que apresenta crônicas com humor e foco na solução, sempre falando de temas diversos como empreendedorismo, liderança, esporte, atualidades, comunicação entre outros. Tudo isso seguindo a filosofia do coaching.

Programa Acertar é Humano, uma produção da Sociedade Latino-Americana de Coaching, a elite do coaching no Brasil. Apresentação Sulivan França e Nélson Sartori.

[NÉLSON] Bom dia, ouvinte Mundial. Quem fala é o Professor Nélson Sartori, começando aqui mais um programa Acertar é Humano.

Meu companheiro Sulivan França está em viagem pelo país em divulgação dos trabalhos da SLAC Coaching, por isso não pode estar aqui.

Mas nós estamos aqui mais uma vez firmando o pé nesse ano para falar um pouco sobre algo que é muito importante dentro da nossa vida: a própria vida.

Do que falar dentro do que existe em nossa vida?

A existência, de uma maneira geral, acaba passando por nós e não fazemos uma avaliação do que esse é todo. É importante percebermos que a nossa vida é uma oportunidade cheia de oportunidades.

Como lidamos como essas oportunidades? O que fazemos da nossa vida? Quanto simplesmente esperamos que ela proponha e quanto vamos atrás? Quanto realizamos? Quanto procuramos fazer da nossa vida algo melhor para nós e para os outros?

VIDA, PLANEJAMENTO E CONVIVÊNCIA

Quando falamos de uma maneira genérica sobre vida, parece que é um tema comum, um tema vago. Mas quando falamos das oportunidades, temos dois focos diferentes: as oportunidades que se apresentam e as oportunidades que fazemos acontecer na nossa vida.

O trabalho, as realizações, tudo isso que faz parte do nosso dia a dia, se deixarmos para a eventualidade, deixarmos para o mundo oferecer tudo isso para nós, acabamos sendo acomodados, não realizamos. Realização é a real ação, a ação verdadeira, aquilo que você se dispõe a fazer para que o seu mundo e o mundo dos outros sejam um pouquinho melhores.

Como nos relacionamos com as pessoas?

Primeira coisa importante. Não estamos sozinhos neste mundo e nesta vida, nós convivemos com outras pessoas. Daí surgem fatores que são importantes para que compreendamos porque, já que vivemos uma vida em coletividade, precisamos aprender relacionamento, como nos relacionamos com as pessoas.

Família muitas vezes é algo que acaba se perdendo dentro de alguns valores.

Uns trabalham valores de uma maneira tradicional, sem compreender os valores da convivência em família, ou seja, trabalham na concepção tradicional patriarcal de família sem compreender que existe um conjunto de pessoas convivendo ali – existe amizade, existe colaboração.

Outros trabalhos esse conceito família como algo já ultrapassado, como se realmente viessem para o mundo sozinhos, vivessem sozinhos, não precisassem de nada ou de ninguém e tomassem as decisões dentro dessa vida em função do que acham que vai acontecer como se tivessem domínio absoluto sobre tudo. Não é verdade. Vivemos em família, vivemos em sociedade e temos amigos, pessoas que passam por nós dentro desta vida.

Mais uma vez volto a falar sobre oportunidade. Dentro desse ambiente que as oportunidades surgem. É dentro do ambiente da família que você aprende a conviver. Hoje em dia você tem a maneira de conviver participativo junto com sua família, já que é uma estrutura social em que todos podem participar e oferecer. Ou você pode reproduzir aquilo que muitas vezes a sociedade faz com você: uma vida individual, egoísta, em que você espera dos outros, mas pouco oferece para o mundo.

Quantas vezes acordamos pensando: o que vou oferecer de bom para o meu mundo, o mundo em que vivo hoje?

Porque eu quero muita coisa desse mundo: eu quero acordar, olhar para o mundo e ver o que esse mundo pode me oferecer, quais as oportunidades que são dadas a mim. Mas eu não estou preocupado em oferecer nada a ninguém, não estou preocupado em oferecer solidariedade, não estou preocupado em oferecer coisa alguma a essa sociedade.

Aí que vemos surgirem problemas como de ética. Esse é um problema seríssimo. É sua postura no mundo, é como você lida com as pessoas, como você lida no trabalho, como você lida com a necessidade alheia, como os direitos dos outros, como você lida com a sua cidade, como você lida com o mundo do qual você tira sua existência.

Vivemos aqui em São Paulo uma série de problemas que vão se agravando todos os dias pela grande quantidade de pessoas que habita essa grande metrópole. E os problemas tendem a crescer cada vez mais. Cada vez mais estamos vivendo com um número maior de pessoas; e é preciso aprender essa convivência.

Melhorar a Convivência pelo Respeito

Um aspecto essencial para a convivência é o respeito. Você respeita o ambiente, você respeita as pessoas que estão à sua volta e você respeita a sua própria existência.

Agora, não podemos simplesmente também abrir mão de nossas existências e fazermos um trabalho em que só nos dedicamos aos outros: você nasceu nesse mundo para viver sua vida, não de ninguém.

Só que eu não vivo sozinho, eu não estou sozinho, eu preciso, eu dependo e há aqueles que dependem de mim. Por mais que eu não vejo isso acontecer, eu tenho toda uma relação, um universo social girando em torno de mim.

Falta de Cidadania e Seus Problemas

Muitas vezes esse tipo de comportamento alheio ao que está acontecendo é que gera problemas como os que temos hoje, que muitas vezes é um problema de cidadania. Falta esse conhecimento, essa sensibilidade sobre cidadania.

A pessoa não sabe muito bem o que está fazendo aqui, o que é direito dela; ela procura conhecer na medida do possível, na medida da utilidade.

O que eu posso tirar e o que posso desfrutar desse mundo. Agora, o que eu devo fazer para preservá-lo e como garantir que ele não seja destruído muitas vezes me tira do comodismo, e eu não quero isso.

Vemos às vezes coisas acontecendo, como um saco de lixo colocado na calçada e ali deixado para que a coleta venha e recolha. Só que existe muita coisa atrás disso. Com as chuvas que vêm de repente, que muitas vezes geram grandes enchentes, aquele saquinho de lixo inocente é mais um problema que vai ter de ser arrastado, que vai entupir boca de lobo, que vai gerar problema para a pessoa mesma que fez isso. A pessoa tem a comodidade de simplesmente colocar um saco de lixo na rua ao invés de colocar ele elevado em algum suporte ou então preparar alguma coisa para ele deixar o lixo sofre as consequências daquele ato impensado.

É melhor pensar: "Não sou só eu que faço isso.". Mas também não é só você que está sofrendo. Então a responsabilidade social em cima disso tudo.

Esse é um aspecto que não pode ficar abandonado.

Conviver e dividir a vida

Outro aspecto importante da nossa vida é justamente aquilo que sentimos. Ela é uma vida que promove para nós o contato com muitas pessoas, a relação com muitas pessoas e permite o desenvolvimento do sentimento. Vivemos e desenvolvemos afetividade. O relacionamento é um dos aspectos importantes desta nossa vida. Nós buscamos isso e buscamos uma vida de relacionamentos harmoniosos.

E relacionamento dentro de uma vida comum, com uma companheira ou companheiro. Independentemente de a relação ser formalizada com casamento ou não, buscamos hoje em dia (e todos buscam isso) o nosso outro, a outra parte, que é para poder construir uma vida em comum, comum de comunidade, de grupo.

Não temos a perspectiva de vivermos sozinhos, o homem não tem essa característica. O homem conversa. Se ele conversa, ele precisa de um segundo; conversou sozinho, está pirado, ficou doido, está se achando o outro e começa a falar dessa mesma maneira. Quem fala consigo já tem um primeiro problema. Ele se vê como uma segunda pessoa conversando com ele mesmo (Poxa! Faça isso com alguém).

Você começa a ver como a existência da convivência é importante e como isso tem de ser respeitado, porque a harmonia dessa convivência está justamente ligada à maneira como eu respeito, à maneira que convivo com os outros.

Ainda mais quando você divide a cama. Eu falo que a cama não é difícil de dividir, difícil é dividir a gaveta. Misturar calcinha com cueca é mais difícil, mas meia todo mundo mistura. Na hora em que vai procurar alguma coisa, revira tudo – na verdade estou fazendo um mea culpa aqui. (Eu estou falando de mim. Se minha esposa me ouve falando assim pensando que falo dela...).

Como você abre sua privacidade, você não divide só a cama na hora de dormir, você divide a vida, você divide a sua intimidade, você divide seu corpo, você divide até mesmo aquilo que é seu, aquilo que você preza, a intimidade da roupa. Tudo isso é um conjunto de coisas que mostram que você não está sozinho.

Depois disso vêm os filhos. Dentro de um relacionamento, também queremos que esse tipo de estrutura cresça. Vemos muitos países, muitos lugares em que começa a haver um certo controle da natalidade natural, não é nem um controle imposto pela sociedade: é porque o homem quer viver sua vida individualmente.

Só que não pensamos muito no amanhã, quando nos perguntamos: O que eu plantei nesta vida aqui? Quando eu vim aqui, eu fui útil ou só absorvi? Eu fui mais uma graminha de beira de estrada da calçada ou será que vim aqui oferecer troca de energia, vim trazer ar para esse mundo? O que eu vim fazer?

Aí que percebemos que temos muito a realizar nesta vida.

Programando a Vida

Mas muitas vezes isso é deixado na mão da sorte.

As coisas acontecem? Sim, acontecem. Só que podemos fazer com que essas coisas acontecem de maneira organizada, de maneira equilibrada fazendo um planejamento, programando. Nossa vida trabalha com isso.

Como é possível hoje em dia você ter um filho sem programar a vida?

Isso representa custo, representa responsabilidade, representa dedicação, representa afeto. Como ter um filho hoje em dia sem dar a ele aquilo que é mais importante para o seu crescimento, que é o afeto, que é carinho, amor?

Há de ter amor, porque só quem é pai sabe o que é trocar uma fralda cheia – não é, Evaldo? O Evaldo sabe. Criança é muito bonitinha (eu falo isso porque eu tive gêmeos), mas você não faz ideia de quanta fralda suja eu via na minha frente. É isso que é prova de amor, não só pegar no colo um nenê bonito e cheiroso, é você saber que ele precisa de cuidado.

A mesma coisa com seus pais, que cuidaram de você um dia. Eles vão ficar velhos. Esse velhinho um dia vai ficar tão dependendo de você quanto você ficou dele.

Nessa hora, o que você acha que ele espera de você? Ele não espera o reconhecimento, ele espera só um pouquinho de amor por alguém que ele um dia deu amor.

Um dia você vai ver o seu paizinho e a sua mãezinha na finalização da existência deles, doentes, se desgastando, deixando de ser aquela pessoa que forte que um dia foi ao seu lado, passando a se tornar uma simulação e uma lembrança viva. É triste ver isso tudo, só que também faz parte da vida. É o momento de participar daquele aprendizado.

Faz parte da vida tanto o momento triste quanto o momento alegre. Por isso temos de estar sempre juntos, não podemos estar separados.

A vida é um conjunto de situações. É por isso que ela traz a necessidade do trabalho, traz a necessidade do estudo, porque você tem de ser produtivo e de buscar conhecimento.

Que realização é essa que você fez na sua vida? O que você produziu materialmente e intelectualmente?

A produção biológica é instintiva. É bonito quando essa perspectiva do filho surge como uma coisa grandiosa, com o sentimento, mas nem sempre é assim que o filho é projetado. Na verdade, o filho é gerado a partir de um momento de amor e de prazer de convivência, não é? Raramente alguém fala assim: "Vamos fazer um filho agora?". Se a pessoa pensasse: "Vamos fazer um filho agora", seria a primeira vez que viraria para o lado e dormiria, porque você associar sexo e prazer com filho é uma coisa meio conflitante. São dois prazeres diferentes gerados da mesma estrutura, mas com responsabilidades muito diferentes.

O Que Fazemos para Nosso Futuro?

Estamos falando de vida, de vários fatores que fazem parte dela e que devem ser pensados todos os dias.

Falamos muito em nosso programa de coaching sobre planejamento, sobre programação, sobre aquilo que esperamos no futuro da nossa vida, só que devemos lembrar que esse futuro não é eterno.

Será que todos os dias eu tenho certeza de que haverá o amanhã?

Eu não posso viver no passado, apesar de saber que vida é história, e a história me liga ao passado.

Vida é convivência. O meu hoje precisa ser bem vivido, e eu não estou sozinho. Eu tenho de ter a perspectiva de que amanhã eu também não quero estar sozinho da mesma maneira como outros não querem ficar sozinhos. Eu tenho de fazer a minha parte.

É muito difícil você imaginar que você, não dando nada hoje, vá conseguir uma coisa amanhã. E pior para aquele que consiga, porque não vai aprender nada; aprendemos quando os outros precisam de nós.

É nessa hora que compreendemos a beleza de podermos viver com as pessoas e podermos estar ao lado delas sozinho em uma hora de necessidade. Sorrindo não um sorriso de indiferença, mas um sorriso de cumplicidade, um sorriso "eu sou cúmplice seu na morte, no necessariamente, na partida. Você não está sozinho, eu estou aqui".

Daí vem essa consciência de realização humana.

Eu tenho de realizar uma coisa como ser humano. Aí entra a questão da solidariedade e do respeito. As pessoas nos veem.

Eu vi recentemente um vídeo no Facebook, nas redes sociais, que era muito interessante porque mostrava o exemplo gerando novas ações de solidariedade. Ou seja, eu pratico uma ação para alguém que tem necessidade, aquilo não é importante só para a pessoa a quem eu atendi e para mim mas também para aquele que me observou porque ele também aprende, ele também percebe que aquilo é bom, positivo e que não custou nada, que aquilo teve a retribuição positiva.

Em nossa convivência, eu preciso estar disposto a estender a mão para dois momentos: um para puxar alguém que está embaixo e outro para subir também.

Eu também preciso de ajuda, eu não estou isolado. Se eu acreditar que tudo que fiz foi uma realização individual é porque realmente eu tenho ainda muito a aprender. Tudo aquilo que está na minha mão e possuo, alguém participou, então eu tenho de aprender a respeitar tudo isso, essa colaboração.

Valores superiores

Dentro desse conceito vêm valores que estão acima da nossa capacidade e da nossa competência, até mesmo de avaliação, como é o caso da fé.

Dentro de uma perspectiva profissional, a perspectiva de vida, às vezes é muito difícil vermos as pessoas e falarmos sobre a crença. Não a crença técnica, a crença realmente de que há algo além de tudo isso, que é uma benção estar aqui.

Nesse contexto, percebemos o seguinte: não sou eu o único abençoado, há outros que também receberam a mesma benção da existência e que precisam de mim naquele momento em particular para que eu mostre que não estou sozinho e que respeito esse meu grupo.

É nessa vida em conjunto, dentro dessa relação de vida que surgem elementos importantes que às vezes recebem o nome de caridade.

O que é caridade?

Caridade é você dar um pouco daquilo que você pode e deve já por obrigação oferecer depois de tanto que você recebeu. Se você recebe, você tem obrigação de dar também.

Importante você lembrar que isso é decência, é uma vida decente, uma vida digna, uma vida responsável e uma vida de realizações: realizações familiares, com os amigos, no trabalho, no estudo e as pessoais.

Impossível você trabalhar exclusivamente um desses pontos sem perceber que tudo está ligado entre si. Dentro desse conceito que surge até a perspectiva de continuidade dessa vida, que é a descendência.

O que você deixou? Para quem você deixou? O que você contribuiu para a formação de outros amanhã?

Formar alguém é um dos trabalhos da vida de quem veio aqui nessa existência. Como pai e professor, penso muito nisso, já que é um trabalho de transmissão de tudo aquilo que aprendemos. Eu aprendo não só para mim, eu aprendo que é para retransmitir e repassar.

Esse é um projeto e um trabalho que todos têm, não é exclusividade do professor: transmitir a vida que um dia você recebeu.

Foi isso que tínhamos para falar hoje aqui para você, começando esse ano depois de voltar de um período de trabalho, de viagem.

Não é mesmo, Evaldo? Estamos retornando aqui com meu companheiro Evaldo ali na nossa frente, sempre dando uma força.

Estamos inaugurando hoje aqui o nosso retorno para falar um pouquinho sobre o que é esse trabalho de organização de vida. Lembre-se que tudo aquilo que foi falado aqui hoje tem muito a ver com trabalho, tem muito a ver com o planejamento da sua vida.

Eu vou fechar tudo isso dando a Dica do Professor de hoje, com algo que me passaram, que é muito interessante, que me perguntaram e que vou aproveitar e trazer.

DICA DO PROFESSOR

O que é o palíndromo?

Palíndromos são construções escritas ou numéricas que podem ser lidas do mesmo jeito de trás para frente como de frente para trás. São construções intencionais, mas sem um propósito muito grande.

Um exemplo bem tolinho de palíndromo. Procure escrever e ler:

– Ame a ema.

Se você escrever isso, você vai ver que, lendo da esquerda para a direita e da direita para a esquerda, você lê a mesma coisa.

Outro:

— Ame o poema.

Palavras como ANA você lê tanto de um lado quanto de outro. ANALINA, ARARA, MATAM.

Olha outro interessante:

— A rua Laura.

Perceba que você lê dos dois jeitos e a sequência de palavras invertidas é a mesma.

— Luz azul.

Além do palíndromo escrito, temos também o numérico, como por exemplo: 2002. Você olha de um lado, vê do outro e vê a mesma estrutura.

Existem frases. Há pessoas especialistas em construírem frases palindrômica. Mas isso é um trabalho artístico.

Hoje foi só mais uma dica para esclarecer esse tipo de pergunta que já apareceu mais de uma vez para nós no site, então hoje vim trazer para vocês.

Minha gente, desejo a todos um ótimo ano de 2015, um trabalho de grandes realizações a todos.

Nos acompanhe nas redes sociais e no nosso site do programa Acertar é Humano.

Grande abraço a todos. Até a próxima semana, minha gente!

♪ [tema acertar é humano] ♪

Você ouviu pela Mundial o Programa Acertar é Humano. Apresentação Sulivan França e Nélson Sartori. Uma produção da Sociedade Latino-Americana de Coaching, a elite do coaching no Brasil.

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