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PROGRAMA ACERTAR É HUMANO

#032

No dia 23/10 os apresentadores do Programa Acertar é Humano discutiram a questão da “Intolerância” e as muitas divergências causadas quando não há o respeito das opiniões alheias, seja na política, na sociedade, etc. Na “Dica do Professor”, Nélson Sartori respondeu uma questão de um ouvinte: “O que significa bode expiatório?”. E para finalizar, o Master Coach Sulivan França lançou uma pergunta aos ouvintes no “Minuto do Coaching”

032 - Programa Acertar é Humano: de 23/10/2014

Programa Acertar é Humano (23/10/2014)

NÉLSON SARTORI e SULIVAN FRANÇA

Tempo de áudio
25 minutos e 49 segundos
Legenda
... ➔ pausa ou interrupção do discurso
[...] ➔ palavra/trecho incompreensível
[comentário] ➔ comentários do transcritor

♪ [tema acertar é humano] ♪

Começa agora na Mundial Acertar é Humano, um programa que apresenta crônicas com humor e foco na solução, sempre falando de temas diversos como empreendedorismo, liderança, esporte, atualidades, comunicação entre outros. Tudo isso seguindo a filosofia do coaching.

Programa Acertar é Humano, uma produção da Sociedade Latino-Americana de Coaching, a elite do coaching no Brasil. Apresentação Sulivan França e Nélson Sartori.

[SULIVAN] Bom dia, ouvinte Mundial. Aqui é o Sulivan França mais uma vez para apresentar o programa Acertar é Humano. Não é isso, Nélson?

[NÉLSON] Exatamente. Aqui é o professor Nélson Sartori dizendo bom dia a todos em mais um programa Acertar é Humano.

Hoje procuraremos falar um pouquinho sobre um tema que está bem na atualidade. É a semana de fechamento democrático no país.

Não estamos aqui para fazer campanha política, de jeito nenhum. Já estamos sendo avisados que não podemos fazer nenhum tipo de citação política – e nem vamos fazer crítica, comentário, jamais. Só que na verdade o tema não é questão partidária, política ou até mesmo das eleições, mas sim o que muitas vezes nós vemos no Brasil e que assusta.

INTOLERÂNCIA A DIVERGÊNCIAS

Já vimos muitas vezes em outras partes do mundo as pessoas simplesmente caindo em debates que deveriam tratar sobre um tema geral, um tema de harmonia, um tema de equilíbrio, transformando isso daí em motivo de conflito, conflito dentro do trabalho ou dentro das relações pessoais por uma simples questão de problema para ter tolerância com a opinião alheia. Acho isso muito grave.

Nós aqui na rádio temos a obrigação de fazer todo tipo de comunicação, de conversa falando sobre o que está acontecendo no dia a dia nas nossas relações de trabalho, e falamos muito sobre relações de trabalho. Como é possível, dentro de um ambiente de convivência, você lidar com essa intolerância, até mesmo quanto às opiniões que as pessoas tecem?

[SULIVAN] Outro ponto interessante. Não só questão da política, nós tivemos essa semana o caso do rapaz, do torcedor do Palmeiras, que foi assassinado. Esse é um grande exemplo de intolerância.

Como você bem colocou, Nélson, a divergência de opiniões não só no meio político mas por qualquer que seja a situação, inclusive pelo futebol...

[NÉLSON] ...Que acho que é o melhor dos temas.

[SULIVAN] Há um certo tempo, isso não acontecia, mas acabou acontecendo novamente – até lá perto de onde você mora, em São Bernardo do Campo – essa fatalidade com esse rapaz, que é um grande ato de brutalidade, uma amostra de intolerância absurda por parte do ser humano que nos dias de hoje não tem a capacidade ou flexibilidade de entender alheia, seja para torcer, seja para votar, seja qual for o tema.

Divergências podem acontecer, desde que aconteçam de maneira respeitosa, desde que eu saiba respeitar a sua opinião, o seu ponto de vista, a sua forma de entender determinadas situações.

Acho que, quando você é tolerante, você de certa forma está respeitando para ser respeitado.

O que você acha, Nélson?

[NÉLSON] É verdade. Sempre é importante que haja duas posições, dois pensamentos. Isso faz parte de um processo histórico dialético, em que todo resultado surge a partir da apresentação dos pontos de oposição. É importante que haja isso.

Todo mundo concordar com a mesma coisa? Nós não estamos em um mundo de realidade.

[SULIVAN] É aquele ditado da vovó: o que seria do azul se só gostassem do amarelo?

Nélson, agora você tocou em um assunto que fez passar uma coisa pela minha cabeça.

Muita gente prega essa ideia da democracia – talvez até por isso você acabou puxando para um lado da política para falar um pouco sobre isso –, mas, quando falamos de respeitar a opinião do outro, não deixa de ser um grande ato de democracia.

[NÉLSON] É um posicionamento político aí sim muito sério. Se eu convivo com você, isso é um casamento que acontece a cada momento com cada relação que temos em que temos de conviver sim com a opinião do outro que é divergente da sua porque ele é um indivíduo, ele tem o direito de se expressar. Justamente sobre isso que está surgindo tanto constrangimento.

Desde quando uma torcida não pode se manifestar e a expressão da torcida adversária dentro do esporte é motivo de violência? Desde quando a sua opinião política, que pode sim totalmente ser divergente da minha, deve ser motivo de oposição?

O pior é que isso acontece em muitas partes do mundo. Temos justamente de combater o que está acontecendo. Nós vemos esse tipo de violência continuada não é só na ação física, e isso é uma coisa que já falamos muitas vezes no nosso programa. O estímulo que nós vemos muitas vezes a esse tipo de paixão de conflito que na verdade não é simplesmente exposição da opinião do indivíduo falando sobre o que ele pensa e sente, mas uma violência contra o outro.

[SULIVAN] Muitas vezes você vê um indivíduo pregar a democracia, mas não respeitar o time que o outro torce.

Quando se fala de democracia, é importante que fique aquele pensamento que não estamos falando simplesmente de questões políticas. Quando estamos falando de democracia, estamos falando de liberdade de expressão em qualquer situação, seja politicamente, seja esportivamente falando, que você possa expressar a sua liberdade de expressão, como bem o termo já diz.

[NÉLSON] Nós já vivemos uma época no país em que não havia partidos políticos, uma época em que tudo era colocado para nós de uma maneira absolutamente impositiva. Hoje felizmente há partidos e todos podem buscar sua ideologia, sua concordância. Isso nunca vai virar motivo para que haja conflitos e violências.

As pessoas estão perdendo o senso... Eu não vou generalizar dizendo "as pessoas" porque aí eu caio em um ato falho meu. Há aqueles que deixam a paixão substituir a razão, sendo que as coisas devem ser equilibradas. Não defendo nem absolutamente uma nem absolutamente a outra, mas deve haver um grande equilíbrio porque, quando falo de política, eu falo sobre as relações da sociedade, quando falo de esporte, eu falo de equilíbrio dentro de uma relação de convivência esportiva, de disputa saudável, de expressão física. Esporte é para ser positivo.

[SULIVAN] E é para ter disputa, é para ter competição. Se todos gostassem do time que nós gostamos não teria disputa.

[NÉLSON] Ia ser uma rodinha, todo batendo bolinha (coisa sem graça).

[SULIVAN] Estaríamos assistindo ao quê?

Inclusive essa disputa maravilhosa que está acontecendo hoje no Campeonato Brasileiro.

[NÉLSON] Estávamos com saudade, não é?

[risos]

[SULIVAN] Exatamente.

[NÉLSON] Eu e o Sulivan estávamos com saudade de ficar de frente aqui.

[SULIVAN] Exatamente.

Quando falamos isso, também estamos respeitando a individualidade. Eu acho bonita essa questão do respeito à individualidade. Não só quando você – o tema anterior, que falamos sobre liberdade de expressão – respeita a individualidade do outro mas quando você também acaba admirando o outro na sua individualidade.

Qual é o ponto forte do outro que você pode tomar como exemplo?

[NÉLSON] Temos a mania de criar expressões de coletividade. A massa, o povo, o grupo.

[SULIVAN] Nós.

[NÉLSON] E nós esquecemos que, dentro de todos esses grupos, existe o indivíduo e ele tem de ser respeitado.

O respeito não é apenas coletivo. É óbvio que existe o respeito pela coletividade, o respeito à democracia, à escolha de um candidato, que pode não ser o meu, pode não ser o seu, mas que é a representação mais do que eficiente, mais do que lógica do direito, do exercício de todos se manifestarem individualmente.

Então o indivíduo não pode perder a sua energia dentro desse contexto em prol dessa violência. "Eu não concordo com você" é um direito meu, agora, eu tenho de respeitar o seu direito de se expressar, eu não posso reprimi-lo.

Nós estamos vendo isso demais, as pessoas sendo agressivas e violentas, e muitas vezes por uma razão cultural: as pessoas não têm argumento suficiente para isso.

[SULIVAN] Para fazer um trocadilho: muitas vezes não é por uma razão cultural, é por uma emoção cultural. Se pensasse pela razão, talvez não fizesse esse tipo de discordância ou tipo de colocação que muito não faz o menor sentido.

Falando de liberdade de expressão e respeito à individualidade, me lembra outra coisa importante, que é o respeito à inteligência individual. Quando você olha para o outro e não tem a complexo ou competência para admirá-lo na sua competência individual. Acho esse um ponto fundamental. Muitas vezes, quando olhamos para a inteligência do outro, "o que o outro tem de bom", "o que o outro vem mostrando de positivo", você também começa a aprender com as pessoas, por mais que sejam seus adversários ou pessoas que de alguma maneira têm uma opinião contrária à sua.

Quando falamos sobre política, esporte ou qualquer outra opinião, até muitas vezes no meio corporativo, a discordância por um projeto (eu tenho uma determinada opinião, acredito que deveria seguir para um rumo, a outra pessoa tem outra ideia), vemos que existem falhas argumentativas nessa ideia de cada um defender a sua ideia. Essas falhas, muitas vezes as pessoas acabam expressando suas opiniões meio que se deixando levar por opiniões alheias.

Eu vejo muito isso. O sujeito adota a ideia do outro.

[NÉLSON] Compra o discurso.

[SULIVAN] Eu vejo muitas pessoas serem levadas por discursos, serem levadas por ideias dos outros, em que simplesmente elas compram sem nenhum embasamento histórico e sem dados.

Infelizmente isso é uma coisa que hoje podemos dizer – até usando um termo que você condenou agora a pouco: termos em massa – o "nós", mas isso é uma coisa que historicamente está na nossa história. O brasileiro tem um pouco esse hábito de adotar as coisas como verdades absolutas, mas sem pesquisar. Talvez seja até daí que venha o termo de povo da memória curta porque não pesquisa. Dados históricos para o brasileiro não é algo que ele acessa para uma tomada de decisão. Informações, números, pesquisar não são o nosso forte. Essa busca de conteúdo de fato não é algo que nós tenhamos na nossa cultura antes de uma tomada de decisão, antes até de emitir uma opinião, buscar esse tipo de informação.

Vemos que muitas vezes é algo que está na nossa cultura, que vai confundindo a cabeça das pessoas e, mais do que isso, fazendo com que essas pessoas acabam até confundindo a cabeça de outros também.

[NÉLSON] O que eu percebo é o seguinte. A partir do momento em que eu não tenho o meu embasamento e mesmo assim eu tento convencê-lo de que a minha verdade é melhor do que a sua é uma grande falta de respeito à inteligência de cada um. Revertendo isso, eu acho uma grande falta de respeito comigo a partir do momento em que alguém tenta impor (vejam, não me convencer; convencer é o que eu espero, que a pessoa levante argumentos e me convença sim, porque eu estou aberto justamente a isso: eu quero que você me convença com argumentos de que sua opinião é importante, é verdadeira) a sua vontade, a sua verdade como se fosse absoluta é uma falta de respeito à minha inteligência. É uma prepotência sua se colocar superior a mim dizendo que a sua opinião é mais importante do que a minha, que eu devo abandonar a minha e adotar a sua. Esse é o ponto importante.

Quando eu falo sobre esporte ou política, existem vários lados que devem ser ouvidos. É óbvio que nem todos têm argumentos suficientes para me seduzir, e eu não preciso ser seduzido por isso, mas eu, assim como respeito aquilo que está sendo falado por alguém, que até tem o direito de não ter pesquisado, também tenho o direito de não aceitar aquilo como argumento válido, de continuar mantendo a minha opinião, mas não por simplesmente achar que eu sou melhor e minha opinião sempre é a correta.

Mas é o seguinte. Se eu tenho uma crença, ela tem de ser embasada em fundamentos, porque senão ela é uma crença por si só e aí ela se perde dentro da argumentação.

[SULIVAN] Faltam dados históricos, falta conteúdo. É aquilo que muitas vezes comentamos sobre a crença adotada: ouvi, fez algum sentido para mim, passei a acreditar, defendo com unhas e dentes, mas não tenho o mínimo de informações possíveis para que consiga defender isso caso entre em alguma decisão ou debate.

O importante é: não precisa concordar, pode discordar, mas tenha no mínimo informações e embasamento para discordar daquilo que você está discordando. Com isso, você não gera margem para oportunistas.

[NÉLSON] Esse é o grande problema.

[SULIVAN] Aí entram determinadas situações em que os espertinhos de plantão acabam pegando carona nesses desavisados, nessas pessoas mal informadas.

[NÉLSON] Manipulação de informações.

Nós sabemos que existe um jogo nesse mundo, principalmente falando em jogo político. Dois pontos devem ser levados em consideração. Primeiro, não seja ingênuo a ponto de abandonar o seu senso crítico e simplesmente comprar opiniões alheias. Segundo, tem de ter consciência de que muitas vezes informações são manipuladas justamente porque alguns têm consciência de que essas informações não são pesquisadas.

Para quem não tem coisa alguma, o mínimo que é dado é uma tábua de salvação. Só que entenda que essa tábua muitas vezes foi construída, ela não é existente de fato.

Falo toda essa metáfora porque vemos muito jogo, muita manipulação de informações, o desvio de interesses, o viés dentro desses debates. Sabemos que acontece, mas não podemos clamar para que os outros não façam porque também seria uma ingenuidade nossa, mas sim alertar aos outros para que a sua própria ingenuidade seja retrabalhada para que você não acredite pura e simplesmente em tudo só porque você ouviu. Verifique, cheque, pesquise. Todo mundo de repente, em momentos como esses, se torna senhor da verdade sem nunca ter procurado para ser tanto.

Quando falo de questões políticas, eu realmente não tenho a menor intenção de defender um lado ou outro dentro de um embate político porque nós sabemos que esse jogo muitas vezes é bastante poderoso, é um jogo de poder. Existem interesses que muitas vezes nós, meros mortais, não conseguimos compreender a fundo porque não estamos vendo que está acontecendo por trás dos bastidores.

Só que nós não podemos criar teorias da conspiração, que seria a criação de um fantasma...

[SULIVAN] ...e uma forma de não respeitar a liberdade de expressão.

[NÉLSON] ...nem sermos ingênuos a ponto de acreditar que tudo aquilo que está sendo apresentado o tempo inteiro para nós é a mais pura verdade sem interesses por trás disso.

Há interesses, nós temos interesses, cada indivíduo tem um interesse. Quando falo de esporte, falo de equipe, quando falo de política, falo de sociedade. Isso sim são valores que têm de estar disponíveis a todos.

Quando faço a minha escolha esportiva, é algo absolutamente individual, isso não vai refletir, por exemplo, em embate algum na sociedade. Quando eu faço uma escolha política, isso sim tem reflexos não só em mim. Então combate é aquilo que chamamos de umbiguismo: Só o meu umbigo é importante, eu penso só em mim.

Imagine uma relação em um casamento – vamos voltar para as relações do dia a dia –, a predominância do pensamento de um dos indivíduos do casal. O que nós vamos ver? Não é mais um casamento, é uma ditadura. Isso era muito comum no passado, em uma sociedade patriarcalista. Como é possível hoje em dia você viver uma relação satisfatória em que você não ouve o companheiro ou companheira?

[SULIVAN] Você, falando em companheiro e companheira, Nélson, me traz o seguinte. Seja na política, no futebol ou em qualquer outra situação (claro, pegamos o tópico política porque é o que está no momento e o tópico futebol pelo acontecido no final de semana; dois assuntos que estão bombando na mídia e que mostram essa questão da intolerância), eu já vi muitas vezes situações de intolerância, divergências de opiniões fazerem com que muitas vezes pai e filho parem de se relacionar, marido e mulher discordarem absurdamente.

Claro, a discordância pode existir, você não precisa concordar sempre com o outro, não é essa a questão.

[NÉLSON] Família não é sinônimo de unidade de opinião, muito pelo contrário, é uma microssociedade com individualidade. Se o pai não respeita a individualidade de um filho, que educação ele acredita estar dando para ele?

[SULIVAN] E o oposto também: o filho não respeitar a individualidade do pai. Isso eu já vi em diversas famílias, vimos diversos casos com relação a isso, que muitas vezes essas divergências levaram até a situações trágicas também. Tivemos casos marcantes na nossa sociedade de filhos assassinando pai e mãe porque o pai e a mãe discordavam daquele relacionamento do filho e vice-versa, porque o filho discordava do relacionamento do pai que estava com outra pessoa.

São esses tipos de situações que trazemos aqui como exemplo, pegando, repito, só política e futebol como um dos exemplos dessa intolerância e divergências, mas são coisas que muitas vezes, quando levadas ao extremo, acabam com famílias.

Você que de repente está aí nos ouvindo, que está no seu carro agora neste momento, que está em casa que está ouvindo, pense sobre essa questão de intolerância. Certamente você já teve alguma situação em que você discordou de alguém e deve até ter levado para um lado emocional e se sentido extremamente chateado com as pessoas. Talvez você ainda esteja chateado com essa pessoa e seja hora de passar uma borracha em cima disso e entender que ele pode ter a opinião dele, ela pode ter a opinião dela, você pode ter a sua. Estamos aqui para isso, esse é o nosso objetivo, para que cada um tenha a sua opinião. Isso sim é democracia.

Esse é um grande exemplo de democracia, essa bandeira da democracia que vem sendo tão levantada nesses últimos meses aí, muitas vezes por conta da política. É a democracia em todos os aspectos da nossa vida.

Mas, Nélson, apesar de tudo, eu acredito que você deveria torcer para o time que eu torço.

[NÉLSON] Eu não vou comentar sobre isso.

[SULIVAN] Deixa isso para lá porque hoje não é o melhor dia.

[risos]

[NÉLSON] Não é o melhor dia e o meu time está muito ruim. Então, sem argumentos, eu não vou entrar nesse tipo de debate porque eu tenho certeza de que isso não levaria a uma discussão saudável.

[SULIVAN] Claro que essa foi uma provocação.

[NÉLSON] Eu sei disso. Estamos acostumados com isso.

Já imaginou se polarizássemos isso, se levássemos essa questão ao extremo? Esse é o grande temor que trazemos hoje. Vemos em alguns países estruturas como guerras civis que nascem muitas vezes de questões tolas. Isso não pode acontecer. Mas é diante disso que devemos pensar.

Falando assim...

[SULIVAN] A palavra de ordem é tolerância.

Nélson, vamos para o segundo bloco do nosso programa. Qual é a Dica do Professor de hoje?

DICA DO PROFESSOR

[NÉLSON] Vamos falar um pouquinho hoje sobre outra pergunta.

O pessoal agora gostou. Eles gostaram de ficar me perguntando sobre frases e expressões, o que representa tudo isso. O pessoal falou sobre bode expiatório.

[SULIVAN] Essa foi o Júlio de Jundiaí que mandou essa pergunta.

[NÉLSON] O que é bode expiatório. Bode expiatório vai trazer aquele conceito do sacrifício, principalmente no judaísmo, no passado, que fazia sacrifícios. Hoje em dia é aquele que é colocado, que chamamos de boi de piranha.

O que é o bode expiatório? Aquele que é lançado ao conflito, à disputa para poder sofrer, ou seja, é o laranja da situação, aquele que vai sofrer todas as angústias para poupar alguns outros. Ele paga para que todos os outros possam sobreviver e ficar em paz.

Bode expiatório vem de um tempo muito antigo ainda, da época do sacrifício que os judeus faziam, das oferendas.

Para fechar o nosso dia, vamos lá, Sulivan, qual vai ser agora o nosso Minuto do Coaching?

MINUTO DO COACHING

[SULIVAN] O nosso Minuto do Coaching hoje vai ser ligado diretamente com a Dica do Professor.

Quero deixar a pergunta para você, ouvinte.

QUAL A SITUAÇÃO NA SUA VIDA QUE VOCÊ ESTÁ SENDO UM BODE EXPIATÓRIO E ESTÁ NA HORA DE DAR UM PONTO FINAL NISSO E RESOLVER DE UMA VEZ POR TODAS?

Pense sobre isso: qual a situação em que você está sendo lançado para servir de bode expiatório?

Fica aqui o nosso programa de hoje.

Acesse o nosso site www.acertarehumano.com.br.

Grande abraço. Até a próxima quinta-feira.

[NÉLSON] Até a próxima quinta, Sulivan.

♪ [tema acertar é humano] ♪

Você ouviu pela Mundial o Programa Acertar é Humano. Apresentação Sulivan França e Nélson Sartori. Uma produção da Sociedade Latino-Americana de Coaching, a elite do coaching no Brasil.

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