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PROGRAMA ACERTAR É HUMANO

#007

No Programa do dia 03/04, os apresentadores Sulivan França e Nélson Sartori abordaram um tema considerado polêmico, "Como entender as necessidades futuras do país com profissionais qualificados". Durante o debate também foi discutido a questão da educação e o processo de desenvolvimento do aluno. Na "Dica do Professor", Nélson Sartori, falou sobre "Lógica do Raciocínio" na forma de expressão da Língua Portuguesa. E o Master Coach, Sulivan França, lançou para os ouvintes, como tema do Minuto do Coaching, uma reflexão sobre a educação.

007 - Programa Acertar é Humano: de 03/04/2014

Programa Acertar é Humano (03/03/2014)

Nélson Sartori e Suliva França

Tempo de áudio
25 minutos e 36 segundos
Legenda
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[...] ➔ palavra/trecho incompreensível
[comentário] ➔ comentários do transcritor

♪ [tema acertar é humano] ♪

Começa agora na Mundial Acertar é Humano, um programa que apresenta crônicas com humor e foco na solução, sempre falando de temas diversos como empreendedorismo, liderança, esporte, atualidades, comunicação entre outros. Tudo isso seguindo a filosofia do coaching.

Programa Acertar é Humano, uma produção da Sociedade Latino-Americana de Coaching, a elite do coaching no Brasil. Apresentação Sulivan França e Nélson Sartori.

[NÉLSON] Olá, ouvintes da Mundial. Bom dia!

Eu sou o professor o Nélson Sartori.

Vamos começar com o nosso programa Acertar é Humano de hoje.

E aí, Sulivan? Bom dia!

[SULIVAN] Bom dia, Nélson!

É um prazer estar aqui novamente no nosso programa toda quinta-feira, às sete da manhã, para falarmos sobre temas diversos.

Antes de tudo, temos um polêmico tema para o dia de hoje, não é isso, Nélson?

[NÉLSON] Sim. Assunto importante.

[SULIVAN] É isso aí.

Antes de mais nada, vamos anunciar o site oficial do programa para todos os ouvintes.

O site está pronto. Então, quem quiser acessar o nosso site, consegue baixar todos os programas, consegue ter acesso a todas as nossas redes sociais, como o Facebook, Twitter, Google + e o próprio YouTube, com uma série de vídeos aqui no programa, fotos no Instagram, enfim, todas as informações pertinentes ao programa, bem como todos os programas passados, que vocês podem acessar e baixar no nosso site.

O site é www.acertarehumano.com.br.

Não é isso, Nélson?

[NÉLSON] Perfeito. Já estamos aí na rede.

[SULIVAN] Perfeitamente.

O nosso tema tão polêmico de hoje é: como entender as necessidades futuras do país com profissionais qualificados?

Não dá para falar desse tema sem falar de educação.

[NÉLSON] Essa é a grande preocupação que temos de encarar agora para não termos de enfrentar no futuro problemas como aqueles que até debatemos atualmente sobre a vinda de profissionais para o nosso país, já que não temos condições de prepará-los aqui.

Isso é algo muito preocupante, principalmente para o futuro do país.

ENTENDER AS NECESSIDADES FUTURAS DO PAÍS COM PROFISSIONAIS QUALIFICADOS

[SULIVAN] Nós vivemos em um país que há algum tempo teve o apagão da energia elétrica. Hoje o Estado de São Paulo teve o apagão da água e o país vem vivendo o apagão da mão de obra.

[NÉLSON] Sim. E logo da educação também.

Qual é a questão mais importante disso tudo?

Temos problemas sérios com a educação? Temos. Temos problemas muito graves com a educação, mas ficar levantando os problemas não vai trazer a solução. É lógico que precisamos saber o que é isso, mas o nosso foco, como sempre, é na solução.

Nós temos de estar preparados para, quando esse momento chegar, esse futuro chegar e termos uma demanda de profissionais em todas as áreas bem preparados para atender esse universo.

A educação é a base de qualquer solução profissional, de qualquer solução que venha a atender as necessidades do país.

Agora, é preciso levantar quais são os problemas mais graves não simplesmente para ficar fazendo mais um debate sobre educação as constatações básicas de sempre, precisamos identificar esse tipo de problema e buscar uma solução.

Como podemos fazer isso?

Problemas ligados ao aperfeiçoamento do professor, problemas ligados à remuneração são coisas que devem ser reavaliadas, não tem nem dúvida.

Falaremos sobre o profissional dentro da educação e a importância de valorizá-lo para que o resultado seja uma educação de qualidade.

[SULIVAN] O interessante é que entra aquela coisa de o professor que não se prepara porque é mal remunerado e é mal remunerado porque não tem preparação.

Fica aquele dilema de quem veio primeiro. Parece aquela história do ovo ou a galinha.

[NÉLSON] Sim. Esse é um problema sério.

O que acaba acontecendo? Você não tem motivação para que o profissional de educação se dedique e se empenhe.

Daqui a pouco vamos ver mais uma vez médicos vindos de Cuba e vamos ter de importar professores. Mais uma vez, o problema da educação sendo representado dentro da própria educação.

Não é assim?

[SULIVAN] É um absurdo imaginarmos um país como o Brasil importando médicos. Na verdade, já se importa engenheiros, se importa profissionais de outras áreas. Há uma série de profissionais de outros países atuando no Brasil. O grande escândalo, na verdade, foram os médicos, mas temos profissionais de todas as áreas.

[NÉLSON] Sempre tivemos.

Isso aí depende muito de uma demanda.

Nós sabemos que a nossa demanda crescerá muito no futuro e não podemos esperar o problema aparecer para poder trazer essa solução.

A solução está onde?

Não só essa como muita solução para tudo no nosso país está ligado à educação. Só que precisamos ser práticos dentro desse contexto.

Precisamos de duas coisas.

Primeiro, profissionais que preparem o nosso povo dentro do trabalho de educação (ou seja, valorização do professor, o profissional da educação) e, segundo, precisamos também que aquele que está se preparando tenha interesse em se preparar, que haja motivação, que ele vá até à escola e que goste, que tenha uma expectativa positiva, que aquilo atenda também as suas expectativas e seus sonhos.

Isso daí é importante.

Como faremos esse trabalho?

Sabemos que as questões financeiras do trabalho do professor, as questões de preparo estão ligadas na verdade às relações governamentais. O Estado tem de participar.

Aí caímos naquela velha discussão em que você atribui as culpas, mas não consegue a solução dentro desse contexto.

Então podemos mudar o foco.

[SULIVAN] Quando observamos a educação, não falando do ensino fundamental (aí é mais uma opinião minha, até para que levantemos outra bandeira aqui), quando olhamos a educação do ponto de vista do ensino médio ou até da universidade (esse é uma coisa que eu vejo, e quero até o teu olhar como professor nessa área), você não acredita que o ensino médio, tanto quanto a própria universidade, aplica e vive em um sistema muito diferente da realidade?

Isso também não contribui para uma falta de preparo, para uma desmotivação do aluno, desmotivação até do próprio professor? Não é meio mundo paralelo da realidade que vivemos?

[NÉLSON] É lógico. Porque ele não atende às expectativas de ninguém.

Eu tenho um colegial (olha só, a linguagem ainda é antiga. Até bom para fazermos um paralelo), que é o ensino médio, que tem a possibilidade de trazer a formação e o preparo inicialmente profissional para que ele comece a ingressar no mercado de trabalho. Precisamos que ele já tenha um preparo e um amadurecimento para buscar aquilo que ele pretende no futuro.

Mas enquanto ainda debatemos um conceito de que o ensino médio apenas prepara o candidato, prepara o aluno para prestar um vestibular, a formação dele acaba não existindo.

Para que todo mundo vai para o ensino médio? Para se preparar para o ingresso na faculdade, ou seja, para um vestibular.

Isso é esperar muito pouco da educação, não é verdade?

[SULIVAN] Só para compartilhar, Nélson.

No meu tempo de faculdade, eu tive um impasse com um professor uma vez e isso me marcou muito.

Ele dava bons conselhos durante as aulas. Ele dizia assim: "Prepare-se para, quando você sair daqui, enfrentar um mercado de trabalho porque o mercado de trabalho está assim, porque o mercado está assado.". Ele ia falando, falando, falando e falando sobre o mercado de trabalho.

Até que um dia eu perguntei para ele: "Professor, como seria se o senhor, ao invés de dizer que vamos sair daqui e enfrentar o mercado de trabalho, dissesse que iríamos sair daqui empreender o nosso negócio?".

Eu tive aula com ele praticamente dois anos na faculdade. Eu falei para ele: "Durante os dois anos, o senhor só falou sobre sair daqui e arrumar um emprego. Como seria se o senhor começasse a colocar na cabeça de cada um que vamos sair daqui e empreender o nosso próprio negócio?".

Isso também mostra que existe algo aí muito cultural dentro de todo o sistema da educação.

[NÉLSON] Sim.

Percebemos o seguinte. Existe uma relação até imediatista no que diz respeito à educação.

A educação, você se prepara com o foco para o agora, só que esse agora não prepara para o futuro.

O discurso é: preparando para a vida. Mas que vida ele vai ter se ele não está preparado realmente para se sustentar e se gerenciar?

Eu acho que nessa hora é que entra também um novo foco que deve ser buscado para a educação. Nós precisamos motivar o nosso aluno àquilo que ele tem pela frente, ele precisa ter contato com isso, mas ele precisa também buscar dentro dele mecanismos que o motivem a tudo isso.

Então ele tem de saber para que serve e superar as dificuldades naturais. Ainda encontramos muito isso aí, uma evasão escolar muito grande porque o aluno não se identifica com a escola. Encontramos uma dispersão muito grande do próprio conteúdo que é apresentado porque não cruza com aquilo que ele vai usar no futuro.

São aquelas velhas perguntas: para que eu vou usar isso aqui?

Temos uma estrutura, que é a de preparo, de verificação do trabalho do candidato, o ENEM, para saber como foi a sua vida escolar para que ele possa mostrar habilidade para enfrentar a vida profissional depois de uma faculdade.

Mas não existe dentro da escola um preparo para que ele chegue a isso. Então não está sendo preparado no final das contas.

[SULIVAN] Aí você cria uma forma de avaliação que toda vez que vai fazê-la há os escândalos que vemos que acontecesse no ENEM: ora extravia prova, ora arrumaram o gabarito da prova, ora sumiram com as provas, etc.

Não há uma seriedade também de começo ao fim. Fora falar sobre todo um sistema precário da educação. Também existem falhas em todos os aspectos, não só precariedade, existem falhas em todos os pontos.

Outro ponto interessante também quando olhamos para essa questão da educação e justamente com aquilo que acabei de falar que prepara a pessoa para uma realidade muito distante, então ela não tem a realidade.

Se você pegar grandes universidades do mundo hoje, elas utilizam e falam muito de uma metodologia chamada 70/20/10.

Pouca gente deve ter ouvido falar dessa metodologia, mas é aquela que, dentro desse 70/20/10, o sujeito tem 10% de aula teórica, 20% de interação com pessoas, trocas de informações, estudos de caso, e 70% de aplicabilidade prática daquilo que ele aprendeu nos 10%.

Se olharmos para o nosso cenário da educação hoje, ele é completamente oposto.

[NÉLSON] Ele foge da realidade. Ele mata a relação vida–educação.

[SULIVAN] Ele limita a criatividade também no indivíduo.

[NÉLSON] Lógico. Ele não sabe para que está estudando.

Aí temos de pensar o seguinte.

Sendo assim, quais são os rumos?

O que esperamos? O que vem pela frente dentro da própria educação?

Temos a tecnologia, temos o ensino à distância, temos hoje o e-book, temos a videoconferência: recursos de tecnologia que podem potencializar o trabalho da educação.

Perfeito. A tecnologia atende tudo isso. Mas nós ainda não temos o acesso de todos a esse tipo de tecnologia, que seria uma dificuldade já visando ao futuro.

E outra. Quais são as metas que temos de desenvolver dentro do trabalho da educação? E a meta dentro da sala de aula, a meta com o aluno? O aluno tem de ter a sua própria meta, ele tem de saber que está ali dentro não só porque o pai e a mãe mandaram ele para a escola – que a função da criança é ir para a escola –, ele tem de tomar consciência da importância disso tudo.

Aí que eu acho que entra um dos aspectos importantes do trabalho, até mesmo do coaching em educação. Nós precisamos levar para dentro da educação, popularizar esse trabalho de motivar o aluno a buscar respostas e soluções para esse problema porque ele é quem vai ter de caminhar.

Então o que ele precisa fazer?

Ele precisa buscar esses mecanismos internos, precisa buscar as metas, traçar os planos de ação e partir para a ação, começar a realmente resolver os problemas que concernem a ele. Se for ficar esperando os problemas do país se resolverem para que o futuro de cada um seja resolvido, vamos ficar nessa eterna discussão.

Então eu acho que o foco deve mudar. Agora, o foco deve ser o trabalho direto com o aluno e como ele soluciona esse problema.

É como segurança. Hoje em dia, em segurança, você sobe os muros e coloca rede elétrica e vigilância para resolver o seu problema. Em educação, eu acredito que está na hora também de haver a mobilização.

Não estou dizendo que a responsabilidade saia da mão do Estado, muito pelo contrário, é toda dele, só que precisamos nos preparar para isso aí buscando os nossos objetivos e trabalhando com isso.

Eu acho que está na hora de um profissional entrar nesse universo e começar a trabalhar essa cabeça, essa organização do próprio estudante.

Eu vejo também o coaching como mais uma solução, mas agora uma solução pessoal para que cada um possa reconhecer como o trabalho vai ser feito, ou seja, quais são os passos.

[SULIVAN] Porque não é só falar da educação, não é só falar do Estado, não é só falar do professor. Não existe um processo de conscientização, existe um processo cultural que precisa ser mudado.

Através disso, essa mudança pode acontecer e acontece com certeza através do processo de coaching.

Esse profissional de coaching é o profissional que pode dar esse apoio e apoiar nesse desenvolvimento e na implementação dessa mudança como sendo uma mudança cultural.

Há três anos, isso foi um dos trabalhos que fizemos muito fortemente na sociedade Sociedade Latino-Americana de Coaching, que até você acompanhou, que foi a implementação do primeiro MBA em Coaching. Esse foi um dos focos que demos, inclusive de implementar o coaching de forma muito forte no meio acadêmico.

Foi o primeiro.

Eu me orgulho porque o que nós fizemos, eu particularmente à frente da Sociedade Latino-Americana de Coaching, que foi a implantação do primeiro MBA em Coaching do mundo.

É motivo de orgulho para nós hoje.

É considerado um dos melhores MBAs de negócio, que fala de negócio, que prepara o indivíduo para o mercado de trabalho e para o seu desenvolvimento à frente de grandes corporações, como líder, como gestor.

Começamos a olhar hoje para trazer – e essa é a discussão que trouxemos aqui – para que consigamos trazer o coaching para outros níveis dentro da educação.

Estamos aqui falando do MBA, mas como podemos trazer isso para outros níveis? Como podemos colocar o processo de coaching dentro do processo da educação desse Brasil, tentando e trabalhando para que consigamos de fato fazer uma mudança?

[NÉLSON] Eu acho que essa é uma das capacitações que o professor precisa começar a ter para ele saber também que o trabalho dele vai além do simples conteúdo passado em sala de aula.

Não que o conteúdo seja simples, mas ele não está ali só para transmitir conteúdo, ele também precisa preparar esse aluno dentro do universo que ele está vivendo, ou seja, para que ele fique integrado ao trabalho da escola e que, nessa integração, ele saiba quais são os próximos passos a serem dados. Ele não pode ficar simplesmente ficar pensando que ele estuda para uma prova.

Falamos muito hoje em dia, até em Língua Portuguesa, que o candidato aprende a parte de Língua Portuguesa na escola para fazer prova. Por isso que ele aprende o que é oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de particípio (parece um palavrão).

[SULIVAN] Meu deus...!

[NÉLSON] O que isso significa? Ele está vendo nomenclaturas, está fazendo estudos muitas vezes para atender um currículo escolar que não atende à expectativa dele porque ele não sabe para que serve essa nomenclatura.

Está na hora até mesmo de o professor se habilitar para poder dar um trabalho mais completo que não apenas conteudístico para o aluno, dar uma formação. O professor precisa de uma formação complementar, e acho que tem de ser em cima das próprias técnicas do coaching.

O profissional de coaching já está passando da hora de ingressar nesse novo universo que é o da educação, que é o de treinar realmente esse aluno para que ele se promova na vida e reconheça o seu estado atual, como ele está hoje, para que veja quais são as perspectivas de futuro e parta para ação, mas uma ação definitiva e não simplesmente teórica, para que ele saiba quais são as necessidades e qual o caminho que ele tem de seguir.

Se é o estudo, em que rotina?; em que momento?; quanto?; qual o objetivo que ele vai chegar e avaliar?; aqueles que fizeram isso tiveram qual resultado?; como se atinge um bom resultado?

É buscar através desse trabalho de conscientização uma solução, mesmo que seja pessoal, mas cada um tem de procurar esse trabalho paralelo ao trabalho do Estado.

[SULIVAN] Se pudéssemos resumir tudo isso, Nelson, acho que seria o seguinte. É o estado investir na carência que temos hoje, que é o aperfeiçoamento contínuo, a capacitação e a educação do próprio professor.

[NÉLSON] Sim. Até mesmo as condições físicas.

[SULIVAN] Perfeitamente. Condição física é o básico, mas o aperfeiçoamento, a carência que existe do aperfeiçoamento e da aprendizagem contínuo também do professor para que este mude o seu modelo mental, inclusive o seu modo de trabalho, para que possa apoiar o aluno no seu processo de desenvolvimento para que nós, em um futuro, tenhamos a consciência de que construímos não mão de obra e sim cérebro de obra.

Não é isso? Pessoas pensantes.

[NÉLSON] Lógico. Isso é capacitação.

Isso é um universo em que podemos promover uma solução.

Todo tipo de constatação cai na mesmice. A nossa proposta aqui no programa não é ficar trabalhando temas para cair na mesmice porque isso aí seria passar o tempo e sabemos que não existe tanto tempo disponível para ficar falando sobre qualquer coisa e não achar solução.

O trabalho do coaching é o foco na solução.

[SULIVAN] Perfeitamente.

[NÉLSON] Eu tenho um amigo que fala isso sempre.

[SULIVAN] Eu acho que eu conheço esse cara.

[NÉLSON] Temos de colocar o foco na solução. Se o foco é a solução, temos de buscar essa solução.

Um dos aspectos de solução para esse tipo de organização e partir para a ação está ligado a essa nova perspectiva do coaching, esse coaching educação feito com os alunos, feito com os professores e que deve ser integrado definitivamente ao processo de educação.

[SULIVAN] É isso aí. Mudança de modelo mental.

Vamos trabalhar na educação para que consigamos produzir cérebro de obra e não mão de obra.

[NÉLSON] Exatamente. Perfeito.

[SULIVAN] Cabeças pensantes. É disse que precisamos.

[NÉLSON] Eu também acredito nisso.

[SULIVAN] Perfeitamente.

Agora, mais uma vez no nosso programa, chamamos a Dica do Professor.

O que temos esta semana, Nélson, como Dica do Professor?

DICA DO PROFESSOR

[NÉLSON] Hoje eu vou falar um pouquinho sobre lógica.

Ué? Mas lógica?

[SULIVAN] Lógica não tem lógica, Nélson.

[NÉLSON] Vai falar em português, em linguagem e vai falar de lógica? Isso aí parece matemática.

Então vamos entender uma coisa: a lógica do raciocínio.

A matemática é exata, a linguagem é a expressão da comunicação, mas o raciocínio é lógico.

Então vamos entender como funciona essa lógica do raciocínio? Uma coisa até de argumentação simples.

Dentro da linguagem matemática, positivo com positivo dá positivo, negativo com negativo dá positivo e positivo com negativo dá positivo.

Bom. Muito bem. O que tem a ver isso?

Vejam só como muitas vezes a nossa expressão acaba sendo contrária àquilo que desejamos fazer.

Vamos simular uma situação básica.

Durante o trabalho e a rotina empresarial, a secretária chega lá para o patrão e diz o seguinte:

— Não há nenhum cliente agendado para a reunião de hoje às 13h00. Posso limpar o auditório?

O patrão responde:

— Não. A senhora incomodará quem estiver lá me esperando para a reunião.

— Mas eu disse que não haverá ninguém.

Ele falou:

— Viu só? Irá atrapalhá-los.

Ué? Qual é a grande questão disso tudo?

É justamente o jogo que ele está dizendo.

Quando ela disse "não há nenhum cliente", percebam que "não" é negativo e "nenhum" é negativo. Se eu nego a ausência, logo eu afirmo a presença. Então, quando eu digo que não há nenhum, logo há algum. Isso significa que a minha expressão está errada.

Como eu deveria produzir esse pensamento de maneira lógica?

Eu devo dizer:

"Não há pessoa ALGUMA. Não há cliente ALGUM.".

Vejam só qual foi a construção. O não é negativo, que eu digo "algum", algum é positivo. Negativo com positivo dá negativo, então agora eu sei que não haverá clientes.

Então, quando eu digo "não há ninguém", logo há alguém.

Então é importante que reavaliemos qual foi a forma de expressão porque, dentro de uma expressão escrita principalmente, o resultado acaba sendo uma informação oposta àquela que queremos construir.

Então bastante atenção com essas expressões negativas que se unem porque, quando eu nego uma negação, eu tenho uma afirmação.

É isso aí, Sulivan.

[SULIVAN] Perfeitamente.

Essa é a Dica do Professor da semana.

Sempre aprendendo alguma coisa nova.

Não é isso, Evaldo?

O Evaldo que gosta da Dica do Professor.

O Evaldo toda semana ri com a Dica do Professor.

Está aí, Evaldo. Mais uma que aprendemos nesta semana.

[NÉLSON] Muito bem.

Agora com vocês, com o nosso profissional de coaching, o Minuto do Coaching, com Sulivan França.

MINUTO DO COACHING

[SULIVAN] Eu acho que, para o tema da desta semana do nosso programa de hoje, Nélson, eu vou deixar uma pergunta com foco na educação.

[NÉLSON] Perfeito.

[SULIVAN] Estamos no dia 03 de abril. Já se passaram três meses. Estamos entrando no segundo trimestre do ano.

A pergunta para você refletir.

O QUE VOCÊ TEM FEITO PELA SUA EDUCAÇÃO E PELO SEU DESENVOLVIMENTO INTELECTUAL NESTE ANO DE 2014?

Se não fez ainda, o que pode começar a fazer ainda hoje, nem que seja começar a ler um bom livro?

O QUE VOCÊ PODE FAZER A PARTIR DE AGORA PARA A SUA EDUCAÇÃO E PARA O SEU DESENVOLVIMENTO?

Esse é o Minuto do Coaching de hoje.

Fica a dica para vocês do professor, que o Nélson passou.

O nosso tema foi educação.

Mais uma vez falar sobre o nosso site. Acesse lá. Daqui a pouquinho o programa vai estar disponível. Conecte-se às redes sociais. www.acertarehumano.com.br.

Espero você na próxima quinta, às sete horas da manhã.

Não é isso, Nélson?

[NÉLSON] Perfeito.

Um grande abraço a todos! Bom dia a todos!

Até semana que vem.

[SULIVAN] Grande abraço a todos e um excelente final de semana!

♪ [tema acertar é humano] ♪

Você ouviu pela Mundial o Programa Acertar é Humano. Apresentação Sulivan França e Nélson Sartori. Uma produção da Sociedade Latino-Americana de Coaching, a elite do coaching no Brasil.

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002 - Programa Acertar é Humano: de 27/02/2014

#002

Nesse programa, Sulivan França e Nélson Sartori abordam a questão sobre o conceito de o que é e o que não é coaching. São mostrados os 3 pilares básicos desse trabalho e além de ilustrações das diferentes formas de atuação do profissional do coachig.

001 - Programa Acertar é Humano: de 20/02/2014

#001

No momento da dica do professor, foi apresentada a questão do comum no uso equivocado da preposição “para”. O programa terminou com a proposta ao ouvinte de duas questões de avaliação pessoal dentro da dinâmica do “life coaching”.

Programa Foco e Gestão com Sulivan França

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