Quantas vezes nos perguntamos: o que eu quero? Como posso conseguir isso? Por que isso é importante para mim? Quando conseguirei isso? O que ganharei e perderei com essa escolha? Não consigo ter a lembrança de um dia ter feito estas perguntas a mim ou visto algum adolescente ou jovem fazê-las a si mesmo. Até mesmo porque, quando chega a hora de fazermos a escolha tão esperada por nossos pais, só nos deparamos com o turbilhão de emoções da chegada do “mundo adulto” que nos força a crescer de uma hora para outra e escolher o que seremos para a vida toda.

É nessa hora que, comumente, fazemos a escolha equivocada, a qual se manifestará de alguma forma no futuro, próximo ou não. Próximo, quando na própria faculdade, depois de um período ou dois, descobrimos que não era isso que queríamos e damos “um tempo” ou fazemos outra escolha até encontrarmos o que nos realiza verdadeiramente. Também, podemos ter essa percepção após algum tempo, quando já adquirimos maturidade e é aí que a nossa coragem precisa ser reforçada, pois mudar é sempre difícil e mudar depois de “estabilizada” é ainda pior. Por isso, muitas pessoas preferem permanecer no mesmo lugar, na sua zona de conforto, na sua frustração, por medo, insegurança, por não saber que caminho seguir.

Um certo dia, eu, depois de graduada e com mais de dez anos de profissão, comecei a observar uma certa inquietação em mim, como alguém que estava procurando algo a mais. No princípio, não dei muita atenção, mas com o passar do tempo começou a me incomodar. Percebi que já não tinha o mesmo prazer no meu trabalho, a mesma felicidade e, não era pelas dificuldades enfrentadas no dia a dia. É fato que isso também colaborava, porém, era um pedido de crescimento, de novos desafios, de satisfação pessoal, de vontade, de felicidade. Foi nessa hora que resolvi partir para a minha mudança, com o apoio de uns e as críticas de outros. Não me preocupei com esses detalhes, já tenho maturidade e discernimento para lidar bem com isso.

Naquele momento, só precisava direcionar os meus passos. Comecei a pesquisar, a adquirir novos conhecimentos e, enfim, encontrei uma profissão que tinha tudo a ver comigo. Mas, como saber se não estava fazendo uma outra escolha equivocada e investindo em algo que não daria certo? Foi, então, que a profissão que eu havia escolhido seria a mesma que me auxiliaria no meu poder de escolha. Aí entrou o coaching na minha vida. Passei pelo processo e, através dele, iniciei a busca dos meus recursos internos e externos para concretizar a meta que estabeleci para mim mesma.

Hoje, posso dizer que estou me superando, aperfeiçoando, que esta transição tem muitos obstáculos e que não está sendo fácil. Vou dizer, também, que tudo está valendo a pena e que cada realização, vitória é um degrau para o meu sucesso.

E querem saber o que eu vou ser quando crescer? Uma Coach, com muito prazer!



Informamos que esse texto é de inteira responsabilidade da autora identificada abaixo.

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Angélica Mendonça Freire

Executive Coach

Graduação em Letras; Atualmente, cursando MBA em Educação Corporativa e Gestão do Conhecimento - Universidade Estácio de Sá; Professional Coach - Sociedade Latino Americana de Coaching.