Numa entrevista que concedi sobre mundo corporativo, o radialista me perguntou: “Mas isso que você está falando não é justamente o diferencial de algumas pessoas? Será que a gente não exagera ao querer que todos se tornem superexecutivos?”.

Curioso o questionamento. Requer alguns esclarecimentos. Em primeiro lugar, os estudos de mundo corporativo não pretendem transformar todos em superexecutivos. São lições para quem quer se aperfeiçoar nesse mercado competitivo que está aí.

Não tem nada a ver com ambição vazia e arrogância. Aliás, tem relação com humildade, uma vez que o indivíduo admite que precisa estudar, cada vez mais, para crescer na carreira e conseguir se desenvolver com qualidade em diversos aspectos.

Além disso, não existe uma única maneira correta de se viver. Até porque é fácil julgar o próximo sem conhecer a jornada que enfrentou. Nem todo mundo pretende ter um cargo de gestão ou ser empresário. E isso está ok se está tudo bem para a pessoa.

O que me preocupa é querer chegar ao norte e, para isso, pegar a estrada que vai para o sul. Já conversei com pessoas que reclamaram por não terem sido promovidas. Quando perguntei se estavam prontas para assumir aquele cargo, gaguejaram.

Para testar ainda mais, insisti: “Se você fosse chamado hoje na sala do diretor e ele te oferecesse esse cargo, o que você faria?”. Muitos dos que reclamaram por não terem sido promovidos simplesmente não souberam responder. Aí realmente fica difícil.

Não há uma única forma de medir o sucesso. Tem muito mais relação com a maneira como o indivíduo encara a vida do que com a quantidade de dinheiro que acumula. Agora, tem uma questão que, para mim, não depende de interpretação: o sucesso começa dentro de nós.

Um exemplo de como esse processo funciona é aquele fulano que só sabe falar mal dos outros. Vive para se meter na vida alheia. Alguém assim nunca entende como o outro conquista grandes objetivos. Sempre acha explicações que vão além do trabalho de qualidade.

O tempo que a pessoa dedica a julgar o próximo poderia ser usado para as próprias realizações. Porém, é mais fácil apontar falhas na forma como o outro vive do que colocar em prática ações que vão mudar a própria vida para melhor.

Se você se deparar com o fulano, crie condições para não ser contaminado por essa atitude azeda e que suga a nossa energia. Num dos livros de Roberto Shinyashiki que li, ele sugere o seguinte: “Quando alguém tentar impedir teu voo, voe mais alto”.

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