Você já se questionou qual a diferença entre as pessoas que realizam algo e as que não realizam? As pessoas que realizam têm a vontade firme de conquistar algo... 

E entre aquelas que têm vontade firme, mas nada fazem a respeito, e as que fazem? As que fazem, têm intenções compulsivas.

E entre as que têm intenções compulsivas, mas não as manifestam no mundo, e as que as manifestam? As que manifestam querem fazer isso.

E entre as que querem fazer coisas, mas não as fazem, e as que querem e fazem? As que querem e fazem percebem que podem.

E entre as que têm e percebem que podem fazer coisas, mas não as fazem, e as que percebem que podem e fazem? As que percebem que podem, acham que tem a permissão de fazê-las.

E entre as que têm permissão de fazer as coisas, mas não as fazem, e as que têm permissão e fazem? As que têm permissão e fazem decidem fazê-las ou escolhem empenhar-se para fazê-las.

E entre as que escolhem fazer coisas, mas não fazem, e as que escolhem fazê-las e fazem? As que escolhem e fazem, agem segundo sua escolha, transformando sua escolha em ação.

E entre as que agem segundo suas escolhas, transformando suas escolhas em ação, mas não vão até o fim, e as que vão? As pessoas que vão até o fim, têm mecanismos no lugar para sustentar seus esforços com o passar do tempo.

E entre aquelas que sustentam seus esforços e não concluem as coisas, e as que sustentam seus esforços e levam seu projeto até a conclusão? As que levam seu projeto até a conclusão sabem quando parar.

Em resumo, para realizar qualquer coisa existe uma cadeia de atitudes e ações que sempre se repetem:

1 - Desejar. 2 - Intencionar. 3 - Querer. 4 - Ter capacidade. 5 - Se permitir. 6 - Decidir, escolher e agir. 7 - Colocar em ação. 8 - Sustentar os esforços. 9 - Concluir.

Ou seja, se você está entre os níveis 3 e 4 “quero, mas não tenho capacidade”, pergunte-se “o que me possibilitaria fazer isso?”. Depois de obter a primeira resposta não pare, continue a se questionar: “E o que mais?; O que mais?”, até a exaustão.

Temos o hábito de reduzir nossas escolhas e limitar nossas opções e, ao nos forçarmos a continuar gerando opções para alcançar o que desejamos, podemos ir muito além do que julgávamos inicialmente ser possível.

As opções são a chave para abrir sua mente à novas possibilidades, para redefinir o que é possível, além de gerar insights.

É comum ainda limitarmos nossas escolhas ao criar situações de tudo ou nada, escolhendo opções além das nossas possibilidades, que exigiriam demasiado esforço ou tempo para serem concluídas. 

Se esse for o caso, encontre uma forma de fragmentar as opções escolhidas em componentes mais administráveis e de realização mais fácil.
 
Perguntas que te ajudarão nesse momento: 
 
1 - O que desejo alcançar com essa ação?

2 - O que é necessário para que ela aconteça?

3 - O que é importante nela?

4 - O que é essencial?

5 - Como poderia ser realizada em menos tempo?

6 - Como poderia ser realizada com menos esforço?

7 - Como seu resultado poderia ser ainda melhor?
 
Não se esqueça de que, depois de obter as primeiras respostas, continue a se questionar: “E o que mais? O que mais?”.
 
A divisão das ações em etapas é, muitas vezes, imprescindível para que se torne possível sua realização.
 
Um exemplo disso é quando lemos um livro. Não o lemos de uma vez, mas uma página por vez, não importa o tamanho do livro.
 
Quando você refletir sobre o seu resultado de maneira diferente, talvez verifique que o que antes parecera impossível, gradativamente torna-se possível.
 
“Comece por fazer o necessário, depois o possível, e às tantas, terás feitos o impossível.” São Francisco de Assis
 
Além disso, é primordial que você encontre um objetivo que realmente lhe faça ir adiante, que seja relevante o suficiente para lhe motivar, assim, não se desviará do foco no resultado ao longo do percurso.
 
Lembre-se sempre que a sua meta deve ser boa o suficiente para motivar as ações que terão de ser realizadas para chegar até ela.
 
Se em qualquer etapa você começar a pensar ou dizer “mas” e se referir a restrições, é porque está no próximo elo da cadeia: “tenho capacidade, mas não me permito”.
 
Siga o mesmo padrão que mencionei acima para vencer todos os itens da cadeia de ação, assim, verificará que se torna muito mais simples o alcance de qualquer meta e a execução de qualquer ação.
 
Por fim, além da motivação da meta, o percurso também deve ser proveitoso, afinal, muitas vezes será longo e demandará muita energia. 

Alguns questionamentos que te ajudarão nessa etapa são:

1 - Como poderia realizar essas ações em menos tempo?

2 - Como poderia realizar essas ações com menos esforço?

3 - Como meus resultados poderiam ser ainda melhores?

4 - Como posso tornar tudo isso divertido e prazeroso?
 
Não se esqueça de que, depois de obter as primeiras respostas continuar a se perguntar: “E o que mais? O que mais?”.
 
Essa jornada tornará qualquer meta ou objetivo em um passo a passo claro e passível de ser seguido por qualquer pessoa, possibilitando qualquer um alcançar o que deseja.
 


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