Durante os últimos 10 anos eu tenho discutido em diferentes classes e com diferentes pessoas o poder da palavra.

 Algumas pessoas acreditam piamente no poder da palavra, portanto cuidam de falar sempre algo bom, mesmo quando a situação não é boa.


Michael Abrashoff, no livro “Este Barco Também é Seu”, conta que em 1996 quando havia riscos da China lançar mísseis sobre Taiwan, 02 grupos de batalha de porta-aviões foram enviados à região. Naquele momento o secretário William Perry, foi questionado sobre a ação e respondeu: “Temos a melhor Marinha de guerra do mundo”.

Abrashoff, refletindo sobre essas palavras, decidiu que o barco que comandava o USS Benfold, se tornaria o melhor da frota. Passou a orientar aos seus comandados, que dali em diante recebessem os visitantes à bordo sorrindo e lhes dissessem:

- Bem vindo ao melhor navio de guerra da Marinha!

Quando ficavam ao lado de outro navio, ligavam o sistema de alto-falantes e transmitiam uma saudação do melhor navio de guerra da Marinha. Ele via esta saudação como algo sentimental, mesmo que não fosse naquele momento o melhor, certamente estava caminhando nessa direção. Tinham também um ditado no navio:

“O sol sempre brilha no Benfold”. As pessoas começaram a acreditar nisso.

Ao receber o comando do navio, o USS Benfold era considerado o pior navio da frota em prontidão para combate. A rotatividade era alta, o ambiente ruim e o ciclo de preparo para guerra, era demorado.

Em 18 meses de comando, o USS, Benfold saiu da condição de patinho feio, para ser reconhecido como o melhor navio da frota, sendo agraciado com o Troféu Spokane.

A liderança exige uma comunicação sem ruídos. Devemos comunicar com clareza nossa intenção e nossos objetivos, de forma que qualquer um em nossa equipe possa ser interpelado, e esteja pronto para responder com prontidão e clareza para onde estamos indo, o que é esperado dele e quais são as metas e objetivos da organização. O processo de comunicação é uma habilidade, podemos desenvolve-la com a prática. O escritor e amigo, Reinaldo Passadori em seu livro: Comunicação Essencial, sugere algumas premissas fundamentais relacionadas `a comunicação verbal, são elas:

Não somos valorizados pelo que sabemos, mas pelo que fazemos com o que sabemos.
Ninguém nasceu sabendo falar, muito menos fazendo discursos maravilhosos ou palestras e aulas extraordinárias. Isso se aprende.
Destaca-se em um grupo não necessariamente quem sabe mais, mas aquele que se comunica melhor.
Nosso sistema educacional não previlegia o desenvolvimento da habilidade da comunicação verbal nem simples leituras teatralizadas, muito menos técnicas mais sofisticadas, tais como exercícios de empatia, retórica ou eloquencia.
Todas as pessoas podem aprender técnicas e desenvolver habilidades de comunicação verbal sem, necessariamente, ter um dom especial para isso.
A efetiva comunicação pressupõe um ato de consideração para com o outro.
Do mesmo modo que filtramos e interpretamos tudo o que nos chega por meio dos sentidos, também as outras pessoas fazem isso. A consciência desse mechanism aumenta a responsabilidade de quem deseja, de fato, comunicar-se.
No mundo dos negócios e das organizações, procuram-se profissionais cada vez mais completos e capazes. Uma das principais competências exigidas é a de se comunicar bem com outras pessoas.
Dois apectos são fundamentais no processo de comunicação: o primeiro é o que falar e o segundo é como falar. De nada adianta possuir um rico conteúdo, mas expressá-lo de forma inadequada. O contrário também é verdadeiro.
Na última década tenho discutido com alunos, participantes de cursos e amigos, os desafios da comunicação. Não é dada a devida importância a essa habilidade, mas ao mesmo tempo as interações exigem cada vez maior expertise neste processo.

As escolas nos ensinam a ler e a escrever, no entanto, deveriam nos ensinar a falar e a escutar com o mesmo empenho.

A comunicação no seu ambiente de trabalho tem sido clara e assertiva? Você se certifica de que as pessoas entenderam, quando você procura transmitir uma mensagem? De que maneira você acredita que é visto por seus liderados? Você é um líder, ou está sendo apenas um outro chefe? Você acredita no que diz? Você vive o que prega?

Boa reflexão!



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João Palmeira