As adversidades se transformam em catástrofes. Passam a culpar os outros e se colocarem em posição de vítimas, e isso é muito perigoso, a ponto de arruinar toda uma trajetória profissional. O ápice é quando passam a evitar e questionar novas ideias, novas formas de pensar e de fazer o mesmo. É a “cultura do bloqueio”. Querem provar que não vai dar certo.

Daí nasce o “pessimista”. Apesar de existirem pessimistas por natureza, momentos de adversidades são propícios para o surgimento desses “personagens”. Nesse panorama de incertezas, o pessimista se afirma por meio da inércia. Não age, não faz nada para a situação melhorar e, portanto, nada de novo acontece. Nada de novo significa situação estável, mesmo que fracassada. Aí é hora do famoso lema do pessimista: “Eu disse que não daria certo!”.

Outra característica é reclamar e acreditar que a situação adversa vai durar muito tempo e irá impactar toda sua vida. Por esse motivo, decide pelo mínimo esforço ou não fazer nada. O que preocupa é que essa realidade criada pelo pessimista influencia todas as pessoas ao redor, como um vírus contagiante.

Observe colegas de outras empresas ou o seu ambiente de trabalho atual. É comum encontrar pessoas ou reações de pessimismo semelhantes às aqui explicadas? Certamente, você dirá: SIM!

Por se tornar tão comum, acreditamos que isso tudo é normal, que o ser humano é assim mesmo! Não podemos confundir o “comum” com o “normal”. Mesmo que muitas pessoas tenham o mesmo comportamento, muitas vezes ele não é normal ou natural, principalmente diante das adversidades.

Essa situação, sob a ótica dos distúrbios emocionais ou mentais, está relacionada ao conceito de que o que era considerado distúrbio pode ser considerado normal, replicado nas pessoas com a mesma sintonia. Com o passar do tempo, uma nova cultura se instala, e passam a acreditar que esse comportamento faz parte do ser humano. Por exemplo, você já deve ter ouvido esta frase: “Aqui sempre foi assim, não adianta mudar!”.

Mas a solução para fugir dessa “zona de inércia” está em você. Não se deixe levar pelas armadilhas da estatística. Mesmo que muitos reajam de forma pessimistas aos fatos, não quer dizer que seja natural ou esperado do ser humano.

Todo comportamento pode ser aprendido, desenvolvido e contribuir para criar novos hábitos mais produtivos, realistas e motivados! Em outras palavras: será que realmente vale a pena desperdiçar a vida?

E as pessoas mais bem-sucedidas do mundo estão aí para comprovar: para atingir o sucesso, foi necessário muito otimismo. Não importa o que aconteça. Afinal, o pessimismo só o levará aonde os outros já chegaram (e choraram!).



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Cleyson Rogério Guimarães

Executive Coach