Fizeram-me uma pergunta interessante: “Aqueles textos saem da tua cabeça?”. Respondi: “Sim. Da minha cabeça e de 10 anos de estudos intensos na área de mundo corporativo”. É preciso ter em mente a importância da preparação.

Quando comecei a me interessar pelo assunto, meu único objetivo era melhorar como profissional. Foi por pura paixão. Com o tempo, ficou sério e se transformou em trabalho. É aí que cabe discutir a chamada “Regra das 10 mil horas”.

Segundo Jacob Pétry, o conceito de Malcolm Gladwell “tenta provar que o sucesso quase sempre é resultado da prática e da técnica”. Conforme a teoria, isso significa que qualquer pessoa pode ficar expert em algo se praticar por 10 mil horas.

No fantástico livro “O óbvio que ignoramos”, Pétry afirma que a questão não é exatamente o número de horas, mas o que levou alguém a dedicar tanto tempo a uma atividade. Para ele, trata-se da mistura entre talento e paixão.

Se você odeia futebol, vai se tornar um excelente treinador caso se prepare para isso por 10 mil horas. No entanto, dificilmente esse preparo vai ocorrer. É provável que desista logo no início. Esse ensinamento fez muito sentido para mim.

Só que é necessário cuidado redobrado com dicas do tipo “siga a sua paixão”. Boa parte das pessoas não conseguiu descobrir o que as moveria de maneira diferente. Portanto, se essa identificação não estiver bem alinhada, esse conselho é inútil.

O caminho para o sucesso apresenta muitos entraves. Então, só quem tem absoluta certeza do que quer realizar na vida vai conseguir dar os próximos passos. Ram Charan apresenta uma contribuição maravilhosa para esse assunto.

Para o consultor, “as pessoas de alto desempenho tendem a superar obstáculos, em vez de utilizá-los para justificar um fracasso”. A melhor maneira de se destacar no mercado de trabalho é assumir as rédeas da própria carreira.

Conheço pessoas que reclamam, o tempo todo, do destino. Porém, não agem para mudar. Uma frase que circula na Internet diz que é evidência de insanidade fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes. Os exemplos são inúmeros.

No livro “Escolhas Difíceis”, Carly Fiorina afirma que “a mudança não é ruim, ela é necessária. Permanecer imóvel é perigoso. As espécies que não se adaptam são extintas. As pessoas que param de aprender envelhecem antes do tempo”.



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