Quando conhece bem suas habilidades, competências, e fragilidades o líder pode exercer a sua liderança com mais assertividade e responsabilidade. A demanda do dia a dia é intensa e exige respostas e atitudes rápidas! Creio que é fundamental desenvolver habilidades para se autogerir, administrar as próprias emoções, desenvolvendo atitudes que tragam segurança para a equipe.

Uma boa liderança precisa desenvolver tanto a competência técnica quanto a competência afetiva exercendo com clareza seu papel e sua tarefa, cuidando da comunicação, estimulando o sentimento de confiança e pertença da equipe; condições que produzem sinergia e favoreçam o relacionamento inter e intra equipes.

O líder da contemporaneidade é um profissional das relações humanas e seu desafio é compreender as dinâmicas grupais que expressam os processos vividos pelos integrantes de um grupo; precisa compreender quais são as leis que regem a produção grupal, estimulando a capacidade de cada colaborador, potencializando a produção conjunta. Deve saber investir no fortalecimento dos vínculos para que a equipe enfrente os obstáculos que surgem durante o processo de produção conjunta e concretize os objetivos comuns.

O investimento no papel de líder oportuniza conquistar a autoridade por competência e não apenas pelo poder. A autoridade por competência ganha prestígio e respeito a partir das habilidades desenvolvidas nessa função. A Psicologia Social entende que o líder precisa desenvolver algumas atitudes psicológicas que segundo Ana Quiroga “são um tipo de vínculo com qualidade de sustentação e apoio a serviço de um processo de transformação.” Algumas atitudes a serem desenvolvidas: comunicação clara e fluida, discriminação de conteúdos próprios e de outros, sustentação das atitudes tomadas, escuta ativa, clareza do papel profissional e da sua tarefa.

A gestão de uma equipe necessita de clareza dos objetivos a serem alcançados e das tarefas que serão realizadas nesse percurso, bem como um acompanhamento regular do colaborador através da avaliação de desempenho e de feedbacks regulares que promovam uma reflexão e tomada de consciência das habilidades e competências e um plano de ação para o investimento das fragilidades/dificuldades.

Entendo que todo colaborador deve ter em mãos quais são as expectativas e tarefas (objetivo-contrato) que a função lhe impõe para que possa ser usado como um instrumento de referência para a avaliação de desempenho e os feedbacks.

Os feedbacks são um instrumento que tem por objetivo a “reflexão e crescimento”, ele não se caracteriza como negativo ou positivo, ele é “construtivo” e visa sempre um processo de transformação e mudança. Está baseado em fatos que avaliam as competências técnicas e afetivas do colaborador para o desenvolvimento das suas funções.

É fundamental para o líder da contemporaneidade o fortalecimento do autoconhecimento e metas claras para a sua gestão, uma metodologia eficaz é o processo de coaching! Metodologia que foca nas soluções através do apoio do profissional coach.



Informamos que esse texto é de inteira responsabilidade da autora identificada abaixo.

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Maria Amália Forte Banzato

Life Coach

Formação em Psicologia, Especialista em Psicologia Social na coordenação de grupos operativos, Fundadora e diretora do Espaço Integrar, Docente nos cursos de formação para Liderança no Espaço Integrar, Consultora Institucional, Professional Coach certificada pela SLAC e Analista DISC.