Durante aproximadamente oito anos, venho ministrando cursos e participando de pequenas reuniões, principalmente para mulheres. Comecei a observar que a maior parte delas tinha sua autoimagem corrompida, uma visão distorcida delas mesmas. Realizei um processo de análise no individual, dentro da nossa cultura ocidental, percebi como repercutiu em suas vidas o contexto histórico de uma sociedade machista. Marcas de repressão, desprezo, humilhação, ou seja, todo tipo de violência emocional conduziram a mulher a uma mudança radical.

Ficou evidente como a nossa história, nossa jornada pela tão desejada liberdade de expressão e sexual, pela igualdade entre homens e mulheres, tinha provocado rupturas na sua essência. Hoje vemos uma competição desenfreada entre mulheres e homens. As mulheres querendo mostrar sua competência, superioridade em vários seguimentos, até então exclusivos dos homens. Surgem altas executivas, mestres de obra e outras. Não bastava sermos iguais aos homens, tínhamos que ser melhores que eles...

Conseguimos um considerável espaço na nossa sociedade, temos até uma presidenta no poder,o que demonstra o grau de conquista. A questão que quero ressaltar é: a que preço? Não entendemos que temos singularidades, necessidades diferentes dos homens, e aquilo que fazíamos muito bem como, cuidar e educar os nossos filhos, administrar o nosso lar, hoje delegamos a terceiros, porque fizemos outras opções.
Será que realmente foram nossas escolhas?  Hoje não vemos com frequência bodas de ouro, prata e outras. A família não é prioridade na nossa sociedade, as mulheres ao se casarem nem trocam o nome de solteira, para não terem trabalho numa separação.

Então me questiono diante desse quadro:
O que realmente tem relevância para mim? O que deixarei de legado?
Hoje ao olharmos para trás somamos mais perdas ou ganhos?
Durante a nossa trajetória ouvimos várias vozes internas, e externas, muitas delas conflitantes, criando várias armadilhas. O que seriam essas vozes? Somos frutos do meio onde vivemos, da nossa história familiar, onde desenvolvemos nossa CAPACIDADE COGNITIVA.

Não filtramos as muitas vozes ouvidas e acabamos desenvolvendo modelos mentais danosos a nós mesmas e vícios, tais como:
Vício da comparação: nunca estamos satisfeitas com nós mesmas e ao invés de usarmos nossa própria vida como análise de melhoria, usamos a vida dos outros;
Vício da necessidade de falar das nossas realizações: sempre contar o que fizemos de uma maneira á angariar respeito e admiração;
Vício da cobrança: cobramos dos outros dizendo: -você nunca me valoriza;
Vício da amargura: quando desejamos ser aprovadas, com muita intensidade, é inevitável que nos sintamos magoadas com a pessoa, cuja a aprovação buscamos;
Vício da compulsão: para sermos perfeitas, nos julgamos de forma rígida e muitas vezes cruel.
Vicio do perfeccionismo: é uma tendência que tem assolado as mulheres na busca da perfeição, não se aceitando com suas limitações.
Hoje vemos mulheres abrindo mão da maternidade, do seu casamento ,pelo vício da perfeição, seja na carreira ou como escrava de um modelo de beleza.
E as mulheres desenvolvem síndromes do pânico ou mesmo depressão, a doença do século, porque não suportam a sobrecarga que impuseram para elas mesmas. Ou não se veem capazes, diante deste novo modelo social, se sentindo excluídas e incapazes de realizarem o que foi planejado.

Nós mulheres desenvolvemos modelos mentais surreais para nossas vidas, impossíveis de atingir, por isso, estamos sempre buscando um objetivo inalcançável e nos frustrando.

Utilizamos o processo de Coaching, uma metodologia maravilhosa, para mudar a nossa história, nos ensinando a ouvir a NOSSA PRÓPRIA VOZ INTERNA, aquilo que realmente queremos. O Coaching ajudará a desenvolver um modelo mental real e tangível para vivermos mais próximos de nós mesmas. Ajudando-nos a superar os nossos obstáculos com a recuperação dos nossos valores ,perdidos entre milhares de vozes, dentro de nós. Através de inúmeras ferramentas utilizadas pelo Coaching, poderemos formatar um novo seguimento para que a mulher descubra seus objetivos e trace metas, respeitando sua singularidade tornando sua vida mais prazerosa e sem culpa.



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