Meu pai, meu primeiro coach
Esta semana foi aniversário do meu pai, semanas depois da minha primeira formação internacional em coaching. Mas o que uma coisa tem a ver com a outra? Tudo!

A minha formação foi uma experiência única. Aprendi muito, conheci novos conceitos, reforcei conhecimentos e experiências anteriores, fiz muitos contatos e amigos. Foi incrível vivenciar tudo isso. Meu crescimento pessoal e profissional é notório!

Em vários momentos durante o curso enquanto o Master Coach Trainer falava eu via a figura do meu pai, e tive aquela sensação que ele, sem saber, é o meu primeiro Master Coach!

Desde pequena ouvi meu pai dizendo para não julgar as pessoas, pois com a mesma intensidade eu seria julgada. Pois bem, qual foi para a minha surpresa um importante princípio do coaching? Suspender todo tipo de julgamento. Isso mesmo, sem julgamentos. 

Um coach não faz julgamentos, a causa do coachee é a sua causa e qualquer julgamento pode desfazer essa sintonia tão importante para o processo. Nosso papel é ouvir e observar com respeito e humanidade.

Ainda na minha infância, quando eu tinha dificuldades de fazer alguma tarefa escolar e ia até o meu pai pedir para ele fazer por mim ele sempre me dizia: “Se eu fizer você não aprenderá. Faça você, pois é capaz.” E quando eu me irritava e chorava, acreditando não ser capaz, ele me dizia: “Enquanto você chora, seus amigos estão fazendo.”

E não é que ele era um coach mesmo?

No coaching também não fazemos nenhuma ação que é do coachee. A tarefa é dele, bem como a ação. Partimos do princípio que qualquer pessoa tem os recursos necessários para atingir os resultados e objetivos traçados, e se não os tem por completo pode desenvolvê-los.

Nosso papel é apoiar o cliente a despertar o seu potencial interno, acessando recursos internos e externos para conquistar tudo o que deseja.

Cresci ouvindo do meu pai esta frase: “Confio no seu taco!” E toda vez que ele me falava isso eu me sentia uma guerreira imbatível como a Mulher Maravilha, e uma força fora do comum me impulsionava para fazer o que era necessário para conquistar os meus objetivos.

Confesso que ouço isso até hoje!

Meu pai nunca fez uso de técnicas e nem de ferramentas conhecidas e utilizadas atualmente nas sessões de coaching, mas intuitivamente seus recursos sempre provocaram em mim mudanças significativas, positivas e duradouras. 

Exatamente como fazemos com os coachees quando durante o processo ele consegue maximizar sua autoconfiança e sentir-se capaz, quebrando qualquer tipo de barreira ou limitação que o impedem de atingir o seu potencial máximo de realização.

Sou imensamente grata ao meu querido pai, que com poucos recursos me fez chegar tão longe! Desejo-lhe muitos anos de vida com saúde para continuar sendo meu primeiro e favorito coach.

Quanto a mim, hoje possuo conhecimento técnico, minha grande vivência na área de Recursos Humanos e uma enorme vontade de apoiar as pessoas a conquistarem tudo que desejam.



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